A supercola

Tudo é lenda, até que haja provas ou testemunhos concretos.

Mas a coisa aconteceu, ou teria acontecido, numa etapa da Stock Car em Goiânia, em 2001. O asfalto da pista começou a esfarelar, tal qual ocorre hoje com o novíssimo asfalto da pista de Londrina.

Um avião saiu, ou teria saído, do interior paulista levando para lá em caráter de emergência um suprimento de um produto químico que, para efeito do comentário de ora, vamos definir como “supercola”.

E a supercola, cuja estocagem (sem trocadilhos) tinha ou teria outros fins, foi, ou teria sido, aplicada ao asfalto leproso, e o evento transcorreu, ou teria transcorrido, dentro da normalidade.

Ainda existe, ou existiria, a supercola? Sua aplicação poderá, ou poderia, salvar o evento da Stock Car em Londrina. Porque hoje ninguém mais entra na pista.

Eu, honestamente, não lembro. Quem puder confirmar ou desmentir o conto de hoje que se manifeste, por favor.

Anúncios

Momento relax

Chegou por e-mail, quem mandou foi a incansável Cris Thurm. Atribuído a autor desconhecido, o que é uma novidade, já que normalmente se indicaria a Luís Fernando Veríssimo ou Arnaldo Jabor.

“O POLIGROTA”

É verdade matemática que ninguém pódi negá,
que essa história de gramática só serve pra atrapaiá.
Inda vem língua estrangêra ajudá a compricá.
Mió nóis cabá cum isso pra todos podê falá.

Na Ingraterra ouví dizê que um pé de sapato é xu.
Desde logo já se vê, dois pé deve sê xuxu.
Xuxu pra nóis é um legume que cresce sorto no mato.
Os ingrêis lá que se arrume, mas nóis num come sapato.

Na Itália dizem até, eu não sei por que razão,
que como mantêga é burro, se passa burro no pão.
Desse jeito pra mim chega, sarve a vida no sertão,
onde mantêga é mantêga, burro é burro e pão é pão.

Na Argentina, veja ocêis, um saco é um paletó.
Se o gringo toma chuva tem que pô o saco no sór.
E se acaso o dito encóie, a muié diz o pió:
”Teu saco ficô piqueno, vê se arranja ôtro maió!’

Na América corpo é bódi. Veja que bódi vai dá.
Conheci uma americana doida pro bódi emprestá.
Fiquei meio atrapaiado e disse pra me escapá:
Ói, moça, eu não sou cabra, chega seu bódi pra lá!

Na Alemanha tudo é bundes. Bundesliga, bundesbão.
Muita bundes só confunde, disnorteia o coração.
Alemão qué inventá o que Deus criou primêro.
É pecado espaiá o que tem lugar certêro.

No Chile cueca é dança de balançá e rodá.
Lá se dança e baila cueca inté a noite acabá.
Mas se um dia um chileno vié pro Brasir dançá,
que tente mostrá a cueca pra vê onde vai pará.

Uma gravata isquisita um certo francês me deu.
Perguntei, onde se bota? E o danado respondeu.
Eu sou home confirmado, acho que num entendeu,
Seu francês mar educado, bota a gravata no seu!

Pra terminar eu confirmo, tem que se tê posição.
Ô nóis fala a nossa língua, ô num fala nada não.
O que num pode é um povo fazê papér de idiota,
dizendo tudo que é novo só pra falá poligrota.

Genial e muito bem sacado. Ninguém que concebe algo desse quilate deveria ficar incólume.

Crash!

O fim de semana em Santa Cruz do Sul foi de uma correria acima do normal, a ponto de nada que merecesse um mero registro ter vindo parar aqui no BLuc.

Nas corridas da quarta etapa do Moto 1000 GP, duas vitórias de Diego Faustino na GP 1000, enquanto a GP Light alternou o estreante Joniran Saling e o líder Dudu Costa Neto, piloto da Honda nº 117 aí ao lado, no degrau mais alto do pódio. Os resultados estão todos aqui, no site da categoria.

A imagem mais impressionante do fim de semana ficou por conta de um acidente no fim da corrida de domingo pela GP 1000. O vídeo está aqui, no portal R7.

É um trecho da transmissão ao vivo pela Record News, que teve minha narração, comentário do César Barros e reportagem do Ricardo Montesano.

Luc out of Rio

Algumas coisas nos trazem a ilusão de que a vida vale a pena. Ou qualquer coisa perto disso.

Hoje saí do hotel cedo, para jantar cedo, voltar cedo, dormir cedo. Amanhã é dia de acordar cedo. Plano cumprido até a página dois. Quando ensaiei uma saída da Centenário, a melhor churrascaria do sul do mundo, começou a música ao vivo.

À mesa, o Clóvis Grelak e eu. No palco, Marco & Uli, a melhor dupla do sul do mundo. De cara, “The boxer”, de Simon & Garfunkel, e “My sweet Lord”, de George Harrison. Não tive dúvidas, dispensei a companhia do sócio, já estava decidido a passar a noite ali escutando peça por peça aquele repertório que nada, ou pouco, tem a ver com o meu. Só não tinha percebido que ele, o parceiro, havia tomado a mesma decisão, mandar-me-ia às favas para apreciar o repertório que, definiria depois, era dele.

Consegui gravar essa. “Handle with care”, que nem sabia ser do George, também. E vieram mais e mais pérolas, “Hotel California” não poderia faltar, e não faltou, e Clóvis revivia sua juventude a cada acorde executado com maestria pelo Marco no violão, e se emocionava, e eu só achava tudo aquilo simplesmente do caralho.

Rock in Rio, o cacete. Hoje escutei Marco & Uli. Foi a melhor ida a um restaurante em todo o sul do mundo.

Mundo sobre rodas

No posto de gasolina em frente ao hotel em Santa Cruz do Sul, além da rapaziada reunida para a cervejinha de começo de noite, alguns exemplares que deveriam ser itens obrigatórios na garagem de qualquer um que goste de carros.

E o Chevettinho ali, pequenino e imponente, dizendo a todos que tamanho não é documento. Tenho um desse, bem mais bonito. E meu, o que é melhor.