Croce

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CASCAVEL – Fernando Croce, 59 anos, morreu na noite de ontem no hospital Albert Einstein, em São Paulo. Lutava contra o câncer.

Croce era da cidade de Jaú, no interior paulista. Um apaixonado confesso pelo kart, esporte para o qual arrastou filhos e netos. A carreira nas pistas, iniciada em 1976, contemplou dois títulos paulistas, dois da Copa Brasil e quatro vice-campeonatos nacionais de kart. Começou a correr de carros há poucos anos. Em 2011 e 2012, dividiu com os filhos Fernando e Daniel a condução de modelos como Chevrolet Corvette Z06R e Dodge Viper Competition Coupé (o da foto abaixo, produzida pelo Cesar Zardo) no Brasileiro de GT. Também em 2012, fez participações no Porsche GT3 Cup.

O automobilismo brasileiro veste luto, mais uma vez.

CROCE  CORVETTE

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Spyder Race com oito etapas

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CASCAVEL – Bati um papo bacana, agora à noite, com o Peter Wilian Januário, manda-chuva da Spyder Race desde sua criação, em 2003. Ou “diretor, colaborador, office-boy, carregador, de tudo um pouco”, como ele define com o bom-humor de sempre – afinal, leva a organização da categoria no peito desde sempre. Peter, também como sempre, vive uma expectativa danada para o Campeonato Interestadual deste ano, que terá oito etapas em quatro pistas de três estados.

O calendário de corridas da Spyder Race que o Peter me ditou é o seguinte: 16 de março – Interlagos; 27 de abril – Interlagos; 18 de maio – Londrina; 22 de junho – Interlagos; 24 de agosto – Curitiba; 21 de setembro – Campo Grande; 12 de outubro – Londrina; 9 de novembro – Curitiba.

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As categorias P1 e P2 terão o mesmo pacote técnico – motor Volkswagen 2.0 AP e câmbio de cinco marchas com engate em H. O que vai distribuir os pilotos em uma ou outra é a graduação de cada um. Quem já terminou campeonatos da Spyer Race entre os três primeiros vai para a P1; os que terminaram do quarto lugar para trás e os egressos de campeonatos regionais comporão a P2. Simples assim.

A partir da segunda etapa o grid vai incorporar também os carros da Fórmula Spyder Race, organizada em Londrina por Leandro Totti. Esses carros, que vão compor a categoria P3, são cobertos com a versão de carenagem anterior, equipados motor Volkswagen 1.8 AP, câmbio de cinco marchas e diagrama de engate também em H. O campeonato da P3 terá só sete etapas.

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E por que os carros da Fórmula Spyder Race, ou da P3, só vão compor o grid a partir da segunda etapa? Porque a primeira, em Interlagos, vai acontecer no mesmo dia da corrida de abertura da temporada da Fórmula Truck, em Caruaru. Totti, piloto da Truck, estará fora de combate para coordenar toda a operação longe de Londrina. Outras duas datas vão bater as com a Truck – 18 de maio e 12 de outubro, dias em que os caminhões vão comandar a festa em Interlagos e em Guaporé. Essas duas etapas da Spyder Race, no entanto, vão acontecer em Londrina, base do campeonato de Totti, toda a equipe de trabalho estará lá, a operação estará literalmente em casa, não haverá qualquer contratempo.  Assim, a abertura do campeonato, em Interlagos, terá no grid uns 15 carros. Nas demais etapas, já incorporando a P3, essa média vai girar em torno de 27, aposta o Peter.

A Spyder Race, já disse isso lá no primeiro parágrafo, foi criada em 2003. Teve sete temporadas compondo o Campeonato Paulista de Automobilismo, fase que durou até 2009. Em 2010, ganhou status oficial de Campeonato Brasileiro – e nesse caso o termo “oficial” está bem empregado, não tem função de encher linguiça como na maioria das vezes em que é utilizado para assuntos do nosso automobilismo. Não custa citar quem foram os campeões brasileiros – Fúlvio Marote, Fábio perez e Fernando Fortes, na categoria principal, Marcelo Campagnolo, Válter Pinheiro e Jansen Bueno, na Light. Em 2013, já como Campeonato Interestadual, os campeões foram Sérgio Pistili, com o carro aí abaixo na categoria P1, Carlos Souza, na P2, e Ricardo Kastropil, na P3.

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Votos de sucesso, sempre, ao Peter e à rapaziada que de fato faz a Spyder Race acontecer. É uma categoria que tem um formato interessantíssimo. Perguntem a quem acelera seus carros para ver. Em suma, os pilotos adoram o vento na cara com tamanhas velocidade e estabilidade. Um dia ainda participo de uma corrida com deles – mas é melhor falar pouco, já assumi essa dívida com o pessoal do Paulista de Marcas e também da Sprint Race e, honestamente, não sei se tenho colhões para honrá-la.

Visão de piloto

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CASCAVEL – Um dos momentos bacanas do Brasileiro de Marcas do ano passado – pelo menos da quinta etapa em diante, fase que acompanhei mais atentamente por ter sido convidado a narrar as corridas da categoria – ficou por conta do Thiago Marques na etapa de Tarumã.

Ele enfrentava sérias dificuldades com o desgaste de pneus, me contou isso horas depois na fila de embarque do aeroporto. O resultado foi a ocorrência de verdadeiras manobras de drift na temida curva Um do circuito gaúcho. Isso a cerca de 170 km/h…

Lembro que já estava preparado para narrar uma rodada do Thiago, mas ele manteve o carro na pista e terminou a corrida em segundo, na vitória do Ricardo Maurício.

Uma amostra do perrengue foi postada pelo próprio Thiago, em vídeo, em sua conta no Instagram. Está aqui para quem quiser conferir.

Na íntegra: Copa Pneus Marshal, 10/10

CASCAVEL – O Paulista de Automobilismo de 2013 terminou às barbas de Papai Noel, com as duas corridas da décima e última etapa em Interlagos no dia 22 de dezembro. A disputa decisiva foi mostrada pelo Bandsports já em 2014, no bate-bola de sempre com a equipe de produção do Marcos Moschetta.

As duas corridas da etapa foram exibidas em dias distintos – um formato que, particularmente, achei interessante. A primeira corrida está aqui:

O título da categoria Super só foi definido na segunda corrida da etapa. Pedro Pimenta e Luiz Cirino, os candidatos ao título, proporcionaram uma disputa digna de final de campeonato. Foi assim:

Dúvida cruel

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CASCAVEL – Chamou minha atenção uma postagem do Cacá Bueno, ontem, em sua conta no Instagram. Que continha, além da foto aí acima, o comentário “Pena que acabou, era bom o campeonato da Fiat . Correr na mesma equipe com meu irmão @popobueno e chefiado pelo amigo patrão tricolor @williamcurvelo dá saudades, né, Will? #lembracomoerabomganharwill?”.

Alguém comentou comigo que sentiu um gostinho de indireta no comentário do Cacá. Duvido muito. É um dos sujeitos mais francos do automobilismo, em patamares de franqueza compatíveis com os de Léo Burti e Djalma Fogaça, por exemplo.

Mas tentei ver algo nas entrelinhas não escritas pelo piloto. Será que ele sabe de alguma coisa que eu não sei? Estaria rolando algo de surpreendente nas antessalas do reino do automobilismo?

Se houver respostas, tê-las-emos em breve. E eu também estou no Instagram.

Luc Parade

CASCAVEL – Semana retrasada, com imperdoável atraso de alguns anos, fui fuçar as ferramentas de busca do Facebook atrás de saber que fim levaram os camaradas dos tempos de colégio. Rapaziada da sexta série, e lá se vão 25 anos… Bem, vários deles foram descobertos, ainda vivem, todo mundo casou, aquela coisa toda.

André, Gustavo, Maurício, Marcelo, Serginho, Renato, Lourival, ainda estamos atrás do outro Serginho, descobri o perfil de um filho dele, que ainda não respondeu ao contato. O Lourival era parceiro de rabiscos naqueles tempos do colégio Castelo Branco, ele e eu tínhamos o mesmo sonho, de ganhar a vida desenhando. Os dois caminhos, o dele e o meu, passam hoje bem longe dos traços.

Eis que descubro, então, que Lourival virou baterista. Até duvidei quando contou. Perguntei se atravessava muito os ritmos, ele me sugeriu, em réplica, que visse o clipe do grupo dele. Clipe? Coisa séria, então. O grupo é o Tchê Cristão, que acaba de lançar o clipe de “Dois corações”.

Dá pra ver que o Lourival, que está organizando o reencontro daquela turma de 1989, não atravessa. É o “Luc Parade” da semana.

Ebrahim Motors: check

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CASCAVEL – Depois da confirmação da realização da GT Pro Brasil em parceria com a Fórmula Truck, é natural que os bastidores da categoria – que será estruturada a partir do antigo Brasileiro/Sudamericano de GT – sejam bisbilhotados.

Um dos carros que estarão no primeiro grid da GT Pro Brasil, dia 17 de maio em Interlagos, é o Audi R8 LMS ultra (fiquei sabendo só no fim da última temporada que a grafia correta do “ultra” elimina a inicial maiúscula) da Ebrahim Motors. É o carro que venceu a última corrida do Sudamericano, em novembro na Argentina, com Wagner Ebrahim e Felipe Tozzo – na maior parte do ano, Wagner pilotou formando dupla com Fábio Ebrahim, seu irmão.

Os pilotos do carro ainda não foram definidos pela equipe. É algo que exige várias considerações, que passam também pela eventual mudança no formato das corridas – essas definições serão anunciadas nas próximas semanas pela GT Pro Brasil.

É de se supor que o esquema técnico da equipe, talvez apresentando novidades adicionais, seja anunciado ainda no mês de fevereiro.