Na íntegra: Porsche Carrera Cup 2018, 4/9

CASCAVEL – De volta ao lar, e antes que fique tarde, eis aqui as corridas que compuseram ontem a quarta etapa do Porsche Império Carrera Cup e do Porsche Império GT3 Cup, em São Paulo. O VT reproduz a transmissão ao vivo que o evento teve nas plataformas digitais mantidas pela categoria, com imagens da Master/CATVE, narração minha, comentário do Tiago Mendonça e reportagem da Theodora Gouveia.

É necessário que se diga. Alguns dos resultados que anunciamos ontem, ao término das corridas, passaram por modificações a partir da análise que os comissários desportivos fizeram dos incidentes de pista. Está tudo explicadinho no link a seguir, do site da categoria.

As corridas da Carreca Cup, considerando o vídeo postado abaixo, têm sua transmissão iniciada a 3min20s e a 3h59min54s. No caso da GT3 Cup, essa atenção começa a 1h06min45s e a 5h06min08s – no caso desta última prova, uma pane qualquer nos sistemas da internet acabou derrubando a transmissão, motivo pelo qual a equipe de produção do campeonato já está providenciando a devida postagem no YouTube – que será incorporada aqui tão logo esteja disponível.

Foi o terceiro evento consecutivo da categoria no autódromo de Interlagos, por efeitos de circunstâncias bastante atípicas. A segunda, em abril, já estava agendada para lá, mesmo. A terceira, no mês passado, foi inicialmente programada para Goiânia, mas as obras de reforma no autódromo do Centro-Oeste forçaram uma readequação. A de ontem, pelo calendário original, aconteceria em Thermas de Río Hondo, aquele fantástico paraíso argentino das corridas de carros e de motos. Só que a operação logística para uma corrida fora do país, tarefa com que o Porsche Cup Brasil já está até habituado, esbarraria nas consequências da paralisação que os profissionais do transporte rodoviário fizeram no fim do mês passado. Esperar as coisas voltarem à normalidade era uma incógnita à época e poderia culminar no cancelamento do evento. Era melhor garantir a etapa, e a opção mais correta para isso seria realocar as corridas em sua data original, novamente em Interlagos.

Agora damos uma pausa no campeonato das corridas curtas para, como diz o Mendonça, “virar a chavinha”. O quinto evento do calendário, no dia 27 de julho, vai abrir a terceira temporada do Endurance Series, com uma corrida de três horas de duração. Em Interlagos, como previa o calendário desde o início.

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Na pista, os 70 anos da Porsche

70 ANOS 1

A invejável frota do Porsche Cup Brasil voltou a ocupar Interlagos na tarde de ontem, numa disposição atípica e histórica para celebrar as sete décadas de história da marca. Fotaça do Luca Bassani.

SÃO PAULO – Quando seis anos atrás o Dener Pires fez acontecer uma ideia quase maluca que lhe ocorreu rabiscando guardanapos durante um almoço, decretei: você nunca vai conseguir superar essa. Afinal, ficou fantástico resultado da produção que levou o Porsche GT3 Cup a escrever em plena reta do autódromo português de Estoril a palavra “Porsche” usando 48 carros da marca – quem não lembra pode ver esse resultado aqui. Muitas outras fotos foram produzidas desde então, e na minha insignificante avaliação nenhuma delas tinha conseguido superar aquele imponente “Porsche” acompanhado da bandeira brasileira no retão estorilenho.

Até ontem. Numa ação alusiva aos 70 anos da Porsche, exatos 70 carros da marca foram posicionados no S do Senna aqui de Interlagos reproduzindo a logo alusiva à marca comemorativa. Uma lista que incluiu exemplares do Porsche 911, do Porsche 356, de alguns outros modelos e, cereja do bolo, o 908/02 Spyder que o próprio Dener posicionou estrategicamente ao fim da ação. Foi um daqueles momentos com a cara e a alma do campeonato que “o filho do Dener” criou, fez crescer astronomicamente e que está em sua 14ª temporada.

Há um vídeo bem bacana, também, mostrando todo o trabalho de produção. Ele pode ser visto no site da categoria, na página do Facebook, no canal do YouTube, também no perfil do Instagram. Dá para baixar o vídeo a partir desse link aqui. Seis anos atrás falei ao Dener não conseguiria se superar na questão da imagem para a foto. Esqueci, na ocasião, de com quem estava lidando.

Meu pódio na estreia

CELIO 5

Um brinde ao Betão Fonseca, ao Wagner Agostinho, ao Pedro Pimenta e a toda a rapaziada da CenterBUS-Sambaíba, em foto do Célio Debes Jr. que vai virar quadro na sala do meu novo apartamento.

SÃO PAULO – Não tenho falado em outra coisa nos últimos dias, mas não tem problema. Vai demorar para cansar de abordar a participação que tive no Mercedes-Benz Challenge em Interlagos, no dia 27 de maio. Muito justo, pois, que eu faça o meu relato protocolar aqui no blog. Menos por achar que minhas impressões interessam a alguém, mais para ter um conteúdo que me permita reviver tudo aquilo daqui a algum tempo, quando outras corridas e fins de semana memoráveis tiverem acontecido. Claro que o VT da corrida, devidamente armazenado na internet, pode rememorar alguns momentos da pista. Aliás, vamos a ele, ao VT da transmissão ao vivo que teve narração do Celso Miranda e comentário do Tiago Mendonça, com imagens geradas pela Master/CATVE.

Quando comecei a correr, quase três anos atrás, usei comigo mesmo a desculpa de que seria um meio de entender melhor o ambiente em que trabalho. Não passava de balela, àquela época. Hoje tem ajudado, sim, e bastante. Vocês não têm ideia do quanto foi possível, em dois dias de atividades de pista, mergulhar a fundo na categoria de que fui narrador por quase cinco temporadas nas transmissões de TV, primeiro pela Rede TV! e, na fase atual, pelo BandSports. A ideia inicial do pessoal da CenterBUS-Sambaíba que me integrou à equipe para esta etapa passou por várias adaptações até o momento da saída à pista para o primeiro treino livre, já na véspera da largada. No fim, consegui me entender bem com o carrinho. Na tomada de tempos, nono lugar entre os 16 inscritos. Nada mau para quem fazia a corrida de estreia em campeonatos brasileiros. Fui o melhor colocado no grid dos seis da equipe, considerando a classe C250 Cup – havia outros três carros alaranjados na CLA 45 AMG Cup, a série principal.

Me entender bem com o carro foi importante, até por ter sido um fim de semana atípico. Os efeitos da paralisação nacional dos profissionais do transporte rodoviário, que refletiu na vida de todo mundo, ecoou no autódromo também, levando a programação da etapa a uma série de readequações. Essa adaptação teve a assinatura substancial do Pedro Pimenta, que nunca havia pisado no box da CenterBUS-Sambaíba, mas que desta vez estava lá, escalado para ser o meu guia. “Coach”, como se convencionou dizer no automobilismo. Vá lá que a paciência de Jó com que ele me mostrou o caminho das pedras durou bem pouco na corrida, já que eu não parava de chama-lo no rádio. “Para de falar e guia, deixa que eu falo!”, esbravejou. Ordens são ordens. Combinamos a estratégia, combinamos a tentativa do pulo do gato, combinamos como seria uma eventual readequação da corrida que havíamos traçado. O Pimenta sabia do meu potencial e das minhas limitações, tinha a exata noção de até onde eu poderia ir com o carro, sabia o que deveria ser feito e dito.

SOUZA 1

Sorte até no número. Meu 66 velho de guerra estava na lista dos números reservados pela equipe. Não podia ser outro para a estréia em Campeonatos Brasileiros. A foto é do Sandro de Souza.

Na corrida, minha preocupação inicial – um erro, vejo hoje – era a de não perder posição para o pessoal que vinha atrás. Teria largado melhor se me preocupasse com quem estava à frente. Mantive a posição, perdendo um pouquinho de contato  com os oito primeiros, o que foi bastante produtivo no início da segunda volta. Um salseiro no S do Senna deixou vários carros atravessados, alguns deles fora de combate. Tinha alguns metros de distância para esse pessoal da frente, foi o suficiente para me permitir desviar da confusão e seguir com minha corridinha. Algumas voltas mais tarde, um momento que não vou esquecer: uma disputa bem acalorada com ninguém menos que o Ângelo Giombelli, o grande Ângelo. Tê-lo como companheiro de equipe nessa ocasião já era algo digno de nota para o meu parco currículo. Trocar posição com ele algumas vezes, os dois sabendo que ficar à frente do outro poderia valer o pódio, foi sensacional. Lembrei do Otávio Mesquita, dez anos atrás, quando disputou posição com Emerson Fittipaldi numa corrida da GT3 e depois da corrida chorou emocionado. Não chorei e nem carreguei na emoção, mas na corrida mesmo fiz minha nota mental: pôr no currículo que tive um pega bem bacana com o Giombelli. Pus.

Cheguei a figurar em segundo lugar, mas isso era por causa da estratégia de parar no último momento em que fosse possível. Vai que entra o safety car e todo mundo já parou… Seria o pulo do gato. Não entrou safety car nenhum, e quando voltei à pista era o quarto colocado. Poderia ter mantido a posição se tivesse compreendido a contento a penúltima mensagem do Pimenta no rádio. Estava três segundos e meio à frente do Flávio Andrade, faltavam seis minutos para a corrida terminar e depois do Flávio não havia ninguém próximo a ponto de ameaçar o nosso pódio, era só trazer o carro para a bandeira quadriculada. Bem, foi essa a mensagem que suponho ter sido passada pelo Pimenta. Com os ouvidos já tão cansados quanto o corpo, só entendi o lance dos seis minutos e o “ninguém perto”, além de algo envolvendo três segundos e meio – não me atrevi a pedir para repetir. Vi o carro amarelo do Flávio pelo espelho e decidi tirar o pé e deixa-lo passar. Pensei que fosse um dos três carros que a equipe dele mantém na CLA 45 AMG Cup. Difícil afirmar que teria me mantido à frente dele, que vinha numa prova de recuperação bem interessante depois daquele quiproquó na segunda volta. Poderia ter resistido e segurado o quarto lugar. Ele poderia ter descontado essa diferença e passado do mesmo jeito. Nunca vou saber. E o Pimenta não sabia disso até agora, vai me matar quando ler.

CONTO 2

É regra: toda vez que a Rita vai comigo à corrida, termino no pódio. Funcionou até no Mercedes-Benz Challenge. Mais um motivo pra ter essa doçura sempre por perto. Foto do Fernando Conto.

Fato é que deu pódio. Sem saber, uma vez que só fui constatar isso já em casa, consultando as minhas anotações, fui o 50º piloto a figurar no pódio do Mercedes-Benz Challenge em oito temporadas da categoria. Números redondos são legais, dão a impressão de potencializar um resultado que por si só, considerando que o piloto era eu e todas as demais circunstâncias envolvidas, foi bom demais. Acabei a corrida como melhor colocado entre os pilotos da CenterBUS-Sambaíba na C250 Cup – a equipe ganhou na geral com o Betão Fonseca e o Adriano Rabelo, que correram em dupla. E poucas vezes veio tanto a calhar minha mania de trazer para as corridas a bandeira de Cascavel. Ela foi comigo para o pódio, conforme mostram as fotos ou as imagens da matéria que a Patrícia Cabral fez comigo para a CATVE. Meu agradecimento a ela e também à Taísa Kisiel e ao Luciano Neves, da TV Tarobá, que me deram uma baita colher de chá no “Tarobá Esporte”.

GUERIN 1

Além do ótimo carro, o pódio foi resultado do trabalho em dupla. O Pimenta são não pressionou os pedais. Importante compreender o funcionamento do coaching. A foto é do capilar Glauco Guerin.

Teve também o ponto negativo do fim de semana – sempre tem um ponto negativo. Que, no caso dessa corrida, foi o toque com o Cello Nunes, da categoria principal. Um cara que conheci lá mesmo, no Challenge, enquanto mostrou uma evolução absurda como piloto em 2017, correndo de C250. Cello disputava posição com o Renato Braga, os dois me alcançaram para pôr volta de vantagem (categorias diferentes, carros diferentes, a diferença de uma volta no fim da corrida é ocorrência normal). Ele esperava uma reação minha, eu contava com outra dele, nenhuma das duas aconteceu e faltou espaço para nós dois na Junção. O Cello rodou por causa do toque e acabou perdendo o pódio que vinha conquistando com muita competência. Fiquei extremamente chateado. Mesmo sem ter a cancha que ele já vem construindo nas corridas, sei bem, aprendi ainda mais nessa corrida, o quanto vale um pódio, levar o champanhe para a equipe. E, conforme ele mesmo afirmou, a rapaziada da equipe dele merecia muito aquele champanhe. Vou torcer de forma especial para que o próximo resultado do Cello compense a decepção que ele teve. Deve ter ficado puto comigo.

ZOIAO 4

Foto feita pelo Vanderley Soares na volta de apresentação. Fui o nono colocado no grid de 16 carros, primeiro entre os que compuseram o esquadrão alaranjado da CenterBUS-Sambaíba na etapa.

A participação no Mercedes-Benz Challenge acabou sendo minha última corrida como integrante da lista de pilotos da WeCredit Racing. São mais de 15 em várias categorias pelo Brasil e pelo mundo, e por sete meses tive a honra de integrar essa lista. Uma parceria que começou com pódio, o décimo lugar geral nas 500 Milhas de Londrina do ano passado, e terminou com pódio, esse bendito quinto lugar em Interlagos. Toda gratidão e simpatia ao Renato Costa, ao Marcelo Gomes e à equipe do Grupo Financial, dono da marca, que me acompanharam em tantos momentos bacanas. Quando a história da WeCredit Racing for contada em livro, vai constar de alguma página que fui o primeiro piloto a conquistar uma vitória para eles no automobilismo, na segunda etapa do Fusca Cup, também aqui em Interlagos. Vinda longa ao time, pois.

Sem muito mais a dizer e bastante coisa para guardar na gaveta das boas memórias, deixo aqui, mais uma vez, o meu agradecimento ao Betão Fonseca e ao Wagner Agostinho, que viabilizaram aquele fim de semana tão improvável quanto aprazível, ao Evandro, ao Carlinhos e a todos os meninos da equipe, que me acolheram com a maior cortesia do mundo, e ao bom Deus que me tem proporcionado tanta coisa bacana. Tomo a saída estratégica pela esquerda deixando uma galeria de fotos dos amigos Celinho Debes, Fernando Conto, Sandro de Souza e Vanderley Soares.

 

 

Em casa

MB 01

Wagnão Agostinho me ciceroneou a tarde toda na sede da CenterBUS-Sambaíba em Taboão da Serra, aqui do ladinho. E falou pra eu me sentir em casa na equipe. Como se precisasse.

SÃO PAULO – Ontem foi o dia de conhecer a sede da CenterBUS-Sambaíba, minha equipe na etapa deste domingo do Mercedes-Benz Challenge em Interlagos.

O Wagner Agostinho, com sua paciência de Jó, não só me descreveu de cabo a rabo a trajetória da equipe como também falou de alguns dos planos para as próximas temporadas. É uma rapaziada muito bem disposta a fazer história, essa da equipe.

A visita serviu também para o primeiro contato com o #66, meu companheiro do fim de semana. Vamos nos entender bem.

Apadrinhados

MAQUINI EQUIPE

A Maquini Racing, equipe que chega ao automobilismo na Opala 250 e que acabou “apadrinhada” pelo Pedro Pimenta, que tem 32 anos de trajetória nas pistas e lidera a Old Stock Race.

CASCAVEL – O Pedro Pimenta tem um jeito diferente de trabalhar com automobilismo, isso não dá para negar. Tem coisas que ele comenta com a maior naturalidade do mundo, talvez sem se dar conta de que destoa dos ritos do esporte. Como o que me falou agora há pouco, enquanto conversávamos sobre a terceira etapa da Old Stock Race, domingo agora, em que ele vai defender a liderança do campeonato em Interlagos.

O Pimenta simplesmente adotou um piloto – apadrinhou, como ele define. Ok, não chega a ser tanta novidade assim, se levarmos em conta que há muitos pilotos experientes que colocam estreantes sob sua tutela desportiva, a título de trabalho ou de participação no eventual sucesso. Não é o caso de agora. Não há dinheiro envolvido. Ele chegou até a usar o termo “inclusão social”, que não estou certo de ser o mais adequado à situação. De qualquer forma, achei muito bacana.

Bruno Boulle Matrai, o piloto em questão, corre na Opala 250, que é algo como uma classe de acesso à Old Stock Race. Na etapa passada, estava sem box em Interlagos. Pimenta acomodou carro, piloto e equipe dentro do box que já dividia com os outros pilotos de sua equipe, a Motorfast. Feito isso, o que chamou atenção do Pimenta foi o fato do preparador Adauto Faquini, que é tio do Bruno, ser cadeirante. Tem as pernas paralisadas.

MAQUINI BRUNO

Com um quinto e um terceiro lugar, Bruno Matrai ocupa o quinto lugar na classificação da Opala 250. A partir da etapa deste domingo, ele terá a instrução técnica e desportiva de Pedro Pimenta. 

Adauto foi quem construiu de cabo a rabo o carro do sobrinho, o Opala número 222 da Maquini Racing, que Bruno levou a um terceiro e a um quinto lugar nas duas corridas da etapa passada, que teve nove carros na pista. “Dá gosto ver o Adauto trabalhar. Ele pula da cadeira, vai para baixo do carro, mexe em amortecedor, mexe em tudo, o filho ajuda ele a voltar para a cadeira”, foi o que me falou o Pimenta. “Me chateou ver que eles estavam sem box. Lembrei na hora de quando comecei a correr. Daí nasceu a ideia de ‘adotar’ a equipe”, explicou.

A Maquini Racing é equipe nova. Além do Adauto e do Bruno, é composta pela Sílvia Faquini, a responsável por colocar tudo para funcionar, e pelos mecânicos Giovani Faquini, Alexandre Sanghy e Bruno Bastos. “Eles estão começando agora, e vão ficar no mesmo box que eu até o fim do campeonato. Vou procurar ensinar ao Bruno e à equipe a fazerem automobilismo como eu sempre fiz. Coisas de pista, análise de telemetria e de imagens onboard, o marketing e a fidelização dos patrocinadores, o que pode ser feito e como pode ser feito. Acho que tenho muito a contribuir com essa rapaziada”, arrisca o Pimenta. “É uma inclusão social que a WeCredit e o Grupo ODA me dão suporte para levar adiante. Isso me traz uma satisfação pessoal”.

Os carros da Opala 250 rendem 240 hp de potência, um pouco menos que os da Old Stock, que põem nas rodas traseiras cerca de 300 dos 370 cavalos que o motor têm de potência. Bruno está em quinto na pontuação. Com o Pimenta dando pitacos, aposto meus cobres que vai evoluir logo.

MAQUINI ADAUTO

A limitação física de Adauto Gomes Faquini não o impede de responder pela construção e preparação do carro que o sobrinho Bruno Matrai levou duas vezes ao pódio na etapa passada da Opala 250.

Eu e a Meca

O Mercedes-Benz C250 Turbo número 66 da CenterBUS-Sambaíba, meu próximo carro nessas andanças e aceleranças em pistas daqui e dali.

CASCAVEL – Um pouco de curiosidade, um monte de empenho, um pouco de apreensão, um monte de tesão, de tudo um pouco, ou um monte. É assim que surge, meio que como presente de aniversário, meu novo desafio nas pistas. Dois anos e meio depois de começar a correr, e sem ter entendido direito ainda o que estou fazendo no meio desse negócio, vou participar de uma etapa de Campeonato Brasileiro.

Serei um dos 41 sujeitos alinhados no grid de Interlagos na manhã de 27 de maio, no grid do Mercedes-Benz Challenge. Vai ser a terceira etapa da temporada em que a categoria se une à Copa Truck para dividir programação e prestígio em sete autódromos do Brasil e mais um de fora. Vou integrar a C250 Cup. Dei sorte com o número do carro: meu 66 de sempre está na frota da CenterBUS-Sambaíba, a equipe que vou defender a convite do Betão Fonseca e do multifunções Wagner Agostinho. Vai ser o meu carro nesta etapa, o 66.

Guiar uma C250 Turbo em Interlagos não chega a ser uma novidade. Tive essa oportunidade em dezembro de 2016, quando o Leandro Romera me recrutou para uma atividade de pista com clientes de uma empresa parceira da empresa dele. Não foi exatamente um teste de desempenho, já que naquela vez sempre havia um convidado me acompanhando do banco da direita. Agora serei eu comigo mesmo, talvez alguém no rádio. Bem, o que não falta numa etapa do Mercedes Challenge é tempo da pista para tentar me entender com o carro. O funcionamento prático de pneus slick ainda me é uma incógnita, apesar de eu já ter experimentado a novidade no Spyder com que estreei ano passado nas 500 Milhas de Londrina.

Desde o surgimento do Mercedes-Benz Challenge, em 2011, fui o narrador que mais transmitiu corridas da categoria, fosse pela internet, pela Rede TV! ou pelo BandSports, a casa atual. Octávio Muniz e Celso Miranda também já passaram pelo microfone do campeonato – é o Celso, neste ano, quem comanda as transmissões ao lado do Tiago Mendonça. Nunca pensei que um dia fosse pular o balcão, ou a mureta de box. Mas desafio feito é desafio aceito. “Tem coragem?”, foi o que me perguntou o Betão Fonseca, quando me fez o convite. Bem, o Betão e eu interagimos pouco, apesar de tantos anos de convivência profissional na categoria. Tivéssemos um pouco mais de contato e ele saberia que essa é a única coisa que não me falta.

Picoloko, Inspevel, Grupo ODA e WeCredit, os parceiros de sempre, juntam-se nessa iniciativa isolada à CenterBUS e à Sambaíba na relação de apoiadores. É a segunda vez que vou à pista numa corrida com transmissão ao vivo na televisão; a primeira foi a Cascavel de Ouro de 2016, quando o diretor de imagens só mostrou meu carro nas duas vezes em que rodei. Não quero rodar a Mercedes em Interlagos. Logo, se quiser aparecer na televisão, vou ter que fazer por merecer.

Conto com a torcida de vocês todos.

Preparei umas camisetas promocionais pra essa atípica participação num Campeonato Brasileiro. Espero fazer sobrarem algumas pra galera que me acompanha por aqui.

Na íntegra: Sprint Race 2018, 2/8

CASCAVEL – BandSports e PlayTV exibiram hoje cedo, enquanto eu voava de volta para casa, o VT com as corridas da terceira etapa da Sprint Race Brasil, disputadas domingo passado em Rivera. O Marcos Moschetta produziu, eu narrei. Como sempre trago esses VTs aqui ao blog, ei-lo, o da até então inédita etapa uruguaia.

A primeira etapa, no fim de março, aconteceu no autódromo de Curitiba. A terceira, no dia 16 de junho, vai levar a categoria de volta a Interlagos