Campeã do Brasil

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Segunda brasileira a conquistar um título internacional no automobilismo, a paulista Alline Cipriani é também a primeira campeã da movimentada história da TransAm GT na classe TA3

CASCAVEL – Brasileiros campeões no automobilismo internacional não são fato raro. Bem pelo contrário. Agora, se o assunto forem brasileiras campeãs a coisa muda de figura. A última que me vem à mente, não posso afirmar minha impressão de ter sido a única até então, foi a Suzane Carvalho, que faturou o título da classe B no Sul-Americano de Fórmula 3 de 1992.

Bem, a lista acaba de aumentar. A Alline Cipriani, guiando um G55 da Ginetta, traz para o Brasil o título da categoria TA3 da TransAm GT. A última das 11 etapas aconteceu dias atrás em Daytona, e o título da menina veio com um sexto lugar na corrida. Mark Boden, principal adversário dela na disputa pelo título, ficou em quarto com um Porsche 991 GT3. A decisão aconteceu só na última volta da etapa final e teve tons dramáticos – Boden, que seria campeão se vencesse a corrida, chegou a liderá-la por alguns instantes.

Alline tornou-se campeã à custa da consistência, para usar a definição que ela própria me deu. Terminou sete das 11 corridas no grupo dos cinco primeiros, com destaque para o segundo lugar na etapa de Pittsburgh. O título soma-se em seu currículo à taça do Brasileiro de Endurance e às duas conquistas que teve na FARA USA antes de interromper a carreira, em 2016, para aguardar devidamente a chegada do filho Enzo. As etapas de 2018 da TransAm GT aconteceram em Sebring, Road Atlanta, Homestead, Indianápolis, Pittsburgh, Mid-Ohio, Road America, Watkins Glen, Virginia, Austin e Daytona.

De quebra, Alline põe na estante de casa o troféu de melhor estreante do ano na TransAm GT norte-americana. Conquistas que pretende celebrar em solo brasileiro, no dia 22 de dezembro, quando estará no grid dos 500 Quilômetros de São Paulo com um modelo G50 da marca inglesa. Esio Vichiese vai ser um dos parceiros dela na corrida, que vai acompanhar a programação a etapa final do Paulista de Automobilismo.

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Alline disputou a temporada de 2018 pilotando o G55 do Team Ginetta USA e enfrentou outros 26 pilotos em sua categoria ao longo das 11 etapas que compuseram o calendário

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Calendário 2019: LDA

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O campeonato de Marcas & Pilotos da LDA mantém as mesmas classes de graduação praticadas no Paulista – Super, Light e Novatos. À frente, na foto, o carro dos líderes mineiros Wilton Pena e Lucca Paulinelli.

CASCAVEL – A Liga Desportiva de Automobilismo também já definiu e divulgou as datas de seu campeonato de automobilismo de 2019. Serão oito etapas, todas em Interlagos, com a temporada começando no segundo fim de semana do ano e, tal qual ocorre agora, terminando no último.

Presidida por Ernesto Costa e Silva, que por vários anos atuou como diretor de provas da Federação de Automobilismo de São Paulo, a LDA tem em 2018 o primeiro campeonato de sua história, lançado como alternativa ao Campeonato Paulista levado a efeito pela própria Fasp. O diferencial oferecido aos pilotos está nos custos de filiação e inscrição para as etapas, bem mais baixos que os praticados no Paulista.

O resultado inicial da novidade foi a divisão dos grids – um grande contingente que compunha o Paulista até o ano passado migrou de mala e cuia para a LDA, que tem em disputa os títulos das categorias Marcas (com as classes Super, Light e Novatos, as mesmas do Paulista), Hot Cars (com as divisões D1, D2, D3, D4, D5 e D8),  New Speed (A e B), Copa Opala, Turismo (A e B), Fórmula LDA, Clássicos de Competição (A e B) e Força Livre (com as subdivisões Protótipos e Turismo, ambas com classes A e B). As tabelas de classificação disponíveis no site da Liga revelam que 216 pilotos marcaram pontos em pelo menos uma etapa nos seis eventos já realizados neste ano.

As oito etapas do campeonato de  automobilismo da LDA estão marcadas para os fins de semana de 13 de janeiro, 10 de fevereiro, 3 de março, 5 de maio, 2 de junho, 14 de julho, 15 de setembro e 29 de dezembro.

 

Calendário 2019: Campeonato Paulista

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No começo do ano, antes de assumir o ritmo loucoda temporada de trabalho, conciliei participações no Paulista de Marcas, pela Alpie Competições, e no Fusca Cup, pela Wessler Racing.

CASCAVEL – A Fasp definiu o calendário do Paulista de Automobilismo de 2019. As dez etapas em Interlagos estão marcadas pra 27 de janeiro, 24 de fevereiro, 21 de abril, 19 de maio, 9 de junho, 7 de julho, 4 de agosto, 8 de setembro, 22 de setembro e 22 de dezembro.

O calendário prevê que a nona etapa pode ser transferida pra alguma outra data de outubro ou novembro no Velo Città – acho até que deveria haver mais etapas em Mogi.

Quem sabe ano que vem eu volte a participar de algumas etapas do Paulista.

Oito alaranjados na pista

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Antes de voltar a narrar as corridas da categoria, estive na pista com a CenterBUS-Sambaíba na etapa de Interlagos, com o carro número 66, claro. Larguei em nono e terminei em quinto. Deu pódio.

CASCAVEL – É semana decisiva para o Mercedes-Benz Challenge, que desembarca no Autódromo Internacional de Curitiba para a corrida que vai definir os quatro títulos brasileiros em disputa – CLA 45 AMG Cup, C250 Cup e a classe Máster das duas categorias. Vai ser, também, meu último compromisso de 2018 no que diz respeito à narração para transmissões ao vivo de corridas – a prova decisiva terá largada às 10h25 e será mostrada no BandSports, como sempre.

Uma final de campeonato para a qual a CenterBUS-Sambaíba se apresenta com carga total. Além dos carros dos paulistas Betão Fonseca e César Fonseca e do gaúcho Fernando Júnior na classe principal, a equipe de Taboão da Serra terá cinco representantes na classe C250 Cup. Ângelo Giombelli, cascavelense que dispensa apresentações à comunidade do automobilismo, volta ao cockpit do carro número 67. No 63 estará o campineiro Ivan Luís Camargo, que estreia nas competições depois de passar pelo devido treinamento na escola de pilotagem de Beto Manzini. O carro 65 será pilotado por Stefano Boiko Júnior. Os carros inscritos sob os números 167 e 168 serão conduzidos por Carlos Girola e Cristiano da Silva Tock, de Blumenau, que estreiam na categoria depois de passar pelas competições catarinenses de velocidade na terra.

“Todos esses pilotos deverão estar com a nossa equipe no campeonato de 2019”, segundo me antecipou o coordenador geral do time, Wagner Danilo Agostinho, que foi quem me deu todas as tintas do assunto quando fiz, em maio, uma participação na categoria pela própria CenterBUS-Sambaíba – foi pouco antes de eu voltar aos microfones da categoria nas transmissões do BandSports.

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O esquadrão da CenterBUS-Sambaíba no Mercedes-Benz Challenge. Com sede em Taboão da Serra, equipe alaranjada começa desde já a formar seu time de pilotos para o campeonato de 2019.

 

Na íntegra: Sprint Race 2018, 7/8

CASCAVEL – A sétima etapa da Sprint Race Brasil, que acompanhou na semana passada a programação da Cascavel de Ouro, foi um tanto diferente no que diz respeito à transmissão de televisão. Afinal, as duas corridas foram produzidas ao vivo para a televisão, com a geração de imagens da Master/CATVE. Foi a primeira vez que narrei uma etapa da Sprint tendo um comentarista – no caso, o piloto convidado Eduardo Serratto.

As corridas foram mostradas ao vivo para os telespectadores da CATVE e para o público de qualquer canto do mundo pela internet. Trago os dois VTs aqui ao blog, também, como sempre. Os títulos das duas classes serão decididos na etapa de 15 de dezembro em Interlagos. Se na GP o Cássio Cortes tem lá seu favoritismo, na Pro está tudo embolado na tabela de pontos – principalmente considerando que a peleia paulista vai ter 100 pontos em jogo.

Na íntegra: #GoldClassic 2018

CASCAVEL – Foram momentos muito intensos, esses que pilotos e equipes de quatro estados proporcionaram na última semana na pista de Cascavel. Ninguém podia imaginar, alguns meses atrás, que haveria um evento como esse às portas da Cascavel de Ouro, e menos ainda que seria tão instigante para quem viu e para quem correu.

A primeira edição da #GoldClassic foi um sucesso, posso afirmar sem medo de errar. “Ano que vem a Cascavel de Ouro vai fazer a preliminar para nós”, brincou um dos pilotos pouco antes do pódio, traduzindo o espírito dos mais de 50 que conduziram os 43 carros que de fato estiveram na pista. O pódio foi uma das coisas que deixaram um pouco a desejar: a premiação aconteceu no domingo sob chuva e vento, e isso compromete um pouco as coisas, alguns não apareceram para pegar o troféu, os que apareceram desceram rápido para fugir do aguaceiro e do frio. Faltou também a foto que pretendíamos produzir ao fim dos treinos extraoficiais de quinta-feira, com todos os carros na pista. Isso consome um tempão, estou acostumado a acompanhar ações assim em campeonatos aqui e ali, e tudo que não tínhamos disponível no cronograma era tempo. Para 2019 não deixo escapar.

Foi a primeira, como já citei, que trouxe não só um espetáculo de primeira, mas também uma série de itens para melhorarmos nas próximas. O evento despertou em parte dos pilotos a disposição de também organizarem corridas de clássico festivas em suas praças. Até em realização de campeonato alguém falou, coisa que está fora de questão. Só sei que a segunda edição da #GoldClassic em Cascavel sai no próximo ano. Considerando todo mundo que garantiu que volta, o grid já deve estar fechado. Tudo isso deve ter deixado bastante contente também o Dú Cardim, que partiu poucos dias antes do evento e que nos emprestou seu nome para os troféus dos vencedores.

A CATVE/Rede Cultura mostrou ao vivo as duas corridas da #GoldClassic/Troféu Dú Cardim, com narração de Osires Júnior e reportagem de Deivid Souza – os pilotos José Augusto Alves Júnior e João Cury participaram da transmissão como comentaristas convidados. E no fim, independente dos resultado de pista, todo mundo que veio saiu contente; meu troféu foi esse.

Na íntegra: Turismo Nacional 2018, 4/6

CASCAVEL – A correria dos últimos dias e das últimas semanas e dos últimos meses foi tamanha que esqueci de trazer aqui ao blog, para manter o padrãozinho da casa, as corridas da quarta etapa da Turismo Nacional. Provas disputadas em Interlagos no dia 1º de setembro, que postei em meu canal do YouTube tão logo a edição foi concluída.

Eu estava lá pertinho, em Mogi Guaçu numa etapa do Endurance Brasil, e quase tomei uma carona a São Paulo para participar como piloto das provas noturnas, mas preferi abdicar do plano maluco porque poderia haver algum atraso de programação na corrida longa do Velo Città – que não aconteceu, no fim das contas. Ultimamente tenho aberto mão de chances de correr para não pôr as coisas de trabalho em risco. Deve ser isso que alguns amigos definem como amadurecimento.

A quinta etapa da Turismo Nacional também já aconteceu. Foi aqui mesmo, em Cascavel, num fim de semana maluco em que narrei uma etapa do Endurance Brasil no Velopark no sábado à tarde e me mandei para Curvelo para narrar no dia seguinte a corrida do Mercedes-Benz Challenge. Sim, fim de semana maluco, porque além da agenda doida acabei me vendo atolado em meio a estradas de acesso a fazendas do interior mineiro perto das quatro da madrugada, culpa daquele dispositivo sem-vergonha de GPS que a locadora de carros me ofereceu.

Estou assustado. Ultimamente não fico abalado nem com o atoleiro numa rota errada em plena madrugada de clima modorrento. Ninguém amadurece tanto assim.