Na íntegra: Duas Horas de Guaporé

CASCAVEL – Vou dar uma pausa na agenda do dia para degustar, não sem antes compartilhar com vocês, a edição em vídeo das Duas Horas de Guaporé. Corrida que aconteceu no último dia 16, valendo pelo Campeonato Gaúcho de Superturismo.

Foi o fim de semana em que pude, enfim, participar de uma corrida em Guaporé, coisa que eu sonhava fazer bem antes de começar a correr. Fui à pista em dupla com o Bruno Ceccagno, com quem dividi o GM Corsa número 66 da Leandro Motorsport. Terminamos em quarto lugar na categoria TL, mas com a desclassificação técnica do carro vencedor fomos proclamados no pódio em terceiro lugar. O Telmo Júnior já despachou o troféu para Cascavel, o lugarzinho dele já está reservado na estante.

A edição é do Marcos Moschetta, com narração do irreverente Ademir Moreira – o “Perna”, para quem não o conhece pelo nome.

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Copo meio cheio

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Alexandre Papazissis, eu, Fernando Fortes e Marcelo Costa. Ao fim das contas, acabamos formando um time bem bacana com o Bujão, o Leandro e o Leonardo. A foto, como todas as do post, é do Rodrigo Ruiz.

SÃO PAULO – Todo mundo conhece a teoria do copo meio cheio ou meio vazio. Um copo contém água até a metade. Um pessimista que o avalia diz que ele está meio vazio; um otimista, que está meio cheio. Equivale-se à cascatinha dos dois vendedores de calçados que foram mandados a um país pobre da África pela fabricante. Um deles pegou o avião de volta no primeiro dia, alegou que lá ninguém usa calçados e não venderia para ninguém; o outro ficou e avisou a empresa para dar um gás na produção, observando que lá ninguém usava calçados, era uma clientela em potencial.

Atenhamo-nos à história do copo d’água, menos xenofóbica que a outra. Saí de Interlagos ontem à noite, na verdade já no início da madrugada de hoje, sem saber se o copo estava meio cheio ou meio vazio. Poderia avaliar o fim de semana sob os dois pontos de vista, com sobras. Dormi com essa dúvida. Quando acordei, dei de cara com o macacão de corrida pendurado no cabide ao lado da cama do hotel e tive certeza de que o copo da nossa presença nas 8 Horas de Interlagos estava meio cheio.

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Essa, acho, é da tomada de tempos da sexta-feira. O sol na cara ao fim da tarde é um problema nas subidas do Laranjinha e do Café. E também usa os espelhos retrovisores para judiar na tomada do S do Senna.

Se estivesse meio vazio, diria que meus companheiros de equipe me ferraram na sexta-feira quando me apontaram para ser o piloto do carro na tomada de tempos classificatória, da mesma forma como me ferraram quando fui o escolhido para levar o GM Celta da Tuta Racing-Leandro Motorsport à pista no treino de aquecimento e, mais ainda, para largar na corrida de ontem, as 8 Horas de Interlagos. Caramba, um deles não poderia ter assumido esse trabalho?

Mas o copo estava meio cheio. Alexandre Papazissis, Fernando Fortes e Marcelo Costa, todos eles bem mais experientes que eu nesse negócio de guiar carros de corridas, confiaram no meu taco para o treino classificatório. O Fernando disse que era por mérito, já que cada um de nós tinha feito um treino livre e o melhor tempo de volta era o meu – algo casual, uma circunstância de escolha dos pneus que deixou o carro melhor quando entrei na pista por volta do meio-dia de sexta do que para eles, que treinaram depois. Confiaram no meu taco para fazer a última verificação de tudo no treino de 20 minutos que antecedeu a largada, quando uma das tarefas era assentar devidamente as pastilhas de freio que acabavam de ser instaladas no carro. Igualmente, confiaram no meu taco para o primeiro turno da corrida, em que um ritmo mais lento que o dos caras lá da frente poderia potencializar a perda de terreno.

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O grid das 8 Horas de Interlagos não reuniu tantos carros quanto reuniria. Lamento por quem vinha e desistiu de vir. A festa estava ótima e a corrida foi divertidíssima.

Se o copo estivesse meio vazio, diria que somos uns ferrados, eu e meus companheiros de equipe. Caramba, tivemos que mexer nos freios do carro duas ou três vezes durante a corrida. E ainda teve aquele alternador que pifou já de noite, a três horas do fim, que nos custou meia dúzia de voltas nos boxes. E de novo dificuldades com os freios nos últimos turnos, o do Fernando e o do Marcelo, e mais o motor que abriu o bico a 25 minutos do término. Ah, não, é muita desgraça para um box só.

Como o copo estava meio cheio, e também para não ser injusto, a primeira parada para a ziquezira com as pastilhas nos custou pouco, só 75 segundos além dos quatro minutos do tempo mínimo de parada nos boxes. Rapaziada da equipe trabalhou rápido e bem. Quando sentei no carro pela segunda vez, decidiram usar o tempo da parada obrigatória de 15 minutos – todas as equipes tinham de cumprir um pit stop de 15 minutos na corrida, a qualquer tempo – para um reparo mais minucioso que se fazia necessário, até agora não sei direito o que era, já estava dentro do carro e não sei o que tanto mexiam. Mas funcionou. O carro que ganhou a corrida, não sei se por imprevisto ou por opção prévia dos Arias, teve até os discos de freio trocados. O motor quebrou? Fato, isso deixou todo mundo com cara de bunda no box. Isso porque, mesmo com todos os nossos percalços, ainda estávamos correndo atrás de pelo menos um lugar no pódio. Pelo transcurso da corrida, antes dos problemas começarem a visitar o nosso box e os dos nossos adversários, estávamos caminhando para um ótimo terceiro lugar, com pretensão sólida de brigar pelo segundo. As provas longas, que para mim ainda são meio que novidade, têm disso. E carro de corrida quebra, é uma máxima que temos de aceitar, todos nós que orbitamos, em qualquer nível, esse mundinho dos autódromos. O copo estava meio cheio, e o problema que nos tirou da corrida aconteceu no último turno, quando todo mundo já havia se divertido na pista, cada um no seu quadrado. Já imaginou se o carro quebra na minha mão nos primeiros minutos de corrida e fica todo mundo chupando o dedo? Não, nada disso. Aceleramos por mais de sete horas e meia. Foi muito bom.

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Estávamos a caminho de um pódio certo com o Celtinha preparado pelos gaúchos. Mas corridas, sobretudo as de longa duração, acabam nos pregando algumas peças. Paciência, vamos para a próxima.

Com o copo meio vazio, eu mesmo me sujeitaria a uma sessão de chibatadas pelo ritmo pífio no meu turno à noite. Nunca havia entrado numa pista à noite, só consegui assumir um ritmo razoável quando já estava na hora de fazer mais um pit stop e passar o carro ao Alexandre. A visibilidade estava horrível, já deixo para a próxima edição minha sugestão de que o regulamento libere o uso de faróis auxiliares – só podíamos usar os que são originais dos modelos de fabricação em série.

Mas o copo estava meio cheio, e saí contente já do meu primeiro turno na corrida. Largamos lá de trás do grid – não esqueçamos que quem fez a tomada de tempos fui eu… –, quando parei no box depois de 23 voltas já estávamos em quinto ou sexto. Nas minhas contas era sexto, o Marcelo Gomes jura de pés juntos que era quinto, ele acompanhava a corrida lá do fim da reta dos boxes e garante ter contado mais de uma vez. Fiz algumas ultrapassagens, uma delas um tanto ousada (estou começando a me acostumar aos carros dessa categoria), tive um ritmo muito constante da largada até a parada, recebi cumprimentos e tapinhas nas costas quando parei no box.

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Trabalho rápido já na calada da noite. Ainda não tínhamos desistido de lutar por um lugar no pódio. Ficou para a edição de 2018 das 8 Horas de Interlagos. Ou para alguma outra corrida que faremos juntos.

Tenho dado sorte com as equipes que cruzam o meu caminho nessa doideira de participar de corridas de carros. No caso de Interlagos, estávamos em ótimas mãos. O Leonardo “Tuta” Kubaski e o Leandro Silva são dois preparadores bastante reconhecidos pelos pilotos lá do Rio Grande do Sul. Leandro e Leonardo, que se recusaram a cantar umas modas nos intervalos entre os treinos. E mais o Alexandre Rheinlander, o não menos conhecido “Bujão”, que nos deu um suporte de primeiríssima linha, e o Júlio Taboas, que não só ficou conosco no rádio do começo ao fim da corrida como nos emprestou todo o conhecimento que tem desse negócio de corrida de carros, que não é pouco. Apesar das nossas caras de bunda ontem à noite, saímos todos contentes e satisfeitos, com nossos copos meio cheios. E já combinamos, os rapazes da equipe e mais o Fernando, o Marcelo, o Alexandre e eu, que vamos enchê-los em breve.

Sobre o grid abaixo do esperado já dei meu pitaco ontem. O transcorrer da prova e seu resultado estão nesse link no Speed On Line. E eu vou tratar de fazer as malas que daqui a pouco tomo o caminho de volta para casa. Tem gente importante me esperando lá.

 

(ATUALIZANDO EM 27 DE MARÇO, ÀS 22h05)

Só no último fim de semana, durante a primeira etapa do Dopamina Endurance em Viamão, é que peguei com o bujônico Alexandre Rheinlander as imagens da câmera onboard da corrida do mês passado. Coloco aqui só a primeira parte da corrida, que foi a que fiz, desde a largada. Também conduzi o carro no quinto turno, e acho até sorte não haver imagens daquilo. Nunca tinha guiado numa pista à noite e fiz um monte de bobagem.

As regras da 30ª Cascavel de Ouro

OURO

Gosto muito desta foto que o Vandré Dubiela produziu momentos antes da largada da Cascavel de Ouro do ano passado. Estou nela, inclusive. Encontre-me, se estiver desocupado

CASCAVEL – Post bastante específico e de leitura modorrenta; por outro lado, um dos que vão interessar a mais pessoas. Reproduzo aqui, ipsis literis, o regulamento técnico e desportivo da 30ª edição da Cascavel de Ouro, nossa menina-dos-olhos do automobilismo cascavelense. Temos neste ano limite estabelecido em 50 carros no grid. Meu palpite é de que chegaremos a 46. No ano passado chutei que seriam 38 e foram 38. Sou muito bom em palpites.

Dos 46 carros que imagino formarem o grid, um vai ser o meu. Não meu, claro; é do Edson Massaro. Mas na tarde de 23 de outubro será meu, do Djalma Fogaça e do Leandro Romera, meus parceiros na corrida. Aos vários outros amigos e ainda não amigos que estarão envolvidos, dentro ou fora da pista, seguem, portanto, as regras que o Automóvel Clube de Cascavel e a Federação Paranaense de Automobilismo definiram e fizeram circular ainda na semana passada.

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REGULAMENTO TECNICO E DESPORTIVO DE 2016.

1. DAS NORMAS GERAIS

A prova denominada “30ª CASCAVEL DE OURO”, realizar-se à no Autódromo Zilmar Beux de Cascavel, em Cascavel – Paraná nos dias 21, 22 e 23 de Outubro de 2016, com supervisão da Federação Paranaense Automobilismo.

1.2 Duração da Prova: A prova terá duração total de 04 (quatro) horas mais 1 (uma) volta, pelo circuito do autódromo, com 3.058 metros de extensão.

1.3 Número de Participantes: Será permito na prova um máximo de 50 (cinqenta) veículos distribuídos nas categorias que disputarão conforme critério estabelecido neste regulamento.

1.4 Dos Vencedores: Serão considerados como vencedores da “30ª CASCAVEL DE OURO“, os condutores do veículo que primeiro completarem o percurso previsto no artigo 1.2.

1.5 Quadro de Avisos: Todos os comunicados que forem emitidos pelos Comissários Desportivos, Direção de Prova e Organizador, durante os treinos e provas serão afixados no quadro oficial, existente na secretaria de prova do Autódromo.

1.6 A elaboração deste regulamento técnico e desportivo da prova “30ª CASCAVEL DE OURO é de autoria e responsabilidade do Organizador/Promotor, e aprovado pela Federação Paranaense de Automobilismo.

1.7 A prova será uma competição particular com características próprias, Extra Campeonato, Aberta, podendo dela participar pilotos de qualquer região do País, desde que devidamente habilitados, devendo seus veículos estar enquadrados neste Regulamento. Obrigatório a apresentação da carteira da CBA /2016 e ficha médica atualizada.

1.8 O Regulamento Particular da Prova da “30ª CASCAVEL DE OURO”, definirá além do horário de início da competição, os horários de Vistoria, Fechamento de Box e Briefing com os pilotos e responsáveis pelas equipes.

1.9 Briefing: O mesmo será realizado exclusivamente para o piloto, responsáveis pela equipe e a Direção de Prova, em local a ser designado no RPP, com a presença obrigatória dos mesmos.

2. NORMAS GERAIS DE SEGURANÇA

2.1 Somente a pista do circuito descrito neste Regulamento será usada pelos pilotos no transcorrer dos treinos e da prova. A multa pela transgressão deste artigo será de 05 UPs independentemente de outras sanções.

2.2 É proibida qualquer ajuda externa ao piloto no caso de quebra do veículo. Somente o piloto com auxílio de ferramentas ou objetos, que estiverem sendo transportados devidamente fixados a bordo do carro, poderão mexer no mesmo. Os carros que forem resgatados pelo resgate oficial e trazidos aos boxes poderão retornar a prova, após serem feitos os reparos necessários, salvo restrições técnicas.

2.3 Qualquer tipo de abastecimento fora da área dos boxes é terminantemente proibida, sob pena de imediata exclusão do concorrente da prova.

2.4 Todos os pilotos e equipes deverão providenciar em seus boxes extintor de incêndio do tipo pó químico, com carga de 12 quilos, vassoura de limpeza de combustível, mangueira com água corrente mínimo de 15 metros e 02 (dois) baldes de 20 litros com água sempre cheios, com cobertores dentro dos baldes.

2.5 O piloto quando na direção do carro, seja no treino ou na prova, deverá obrigatoriamente usar indumentária completa.

2.6 No caso de quebra de pára-brisa do carro, o piloto poderá prosseguir na prova, desde que esteja protegido por óculos especiais de competição ou viseira.

2.7 Todos os mecânicos abastecedores que atendem o veículo durante abastecimento são obrigados a usar macacão ,capacete, luvas, balaclava e botas de couro com sola de borracha, sem pregos usados na sua confecção, ou sapatilhas.

2.8 Os carros deverão percorrer o pit Lane na velocidade máxima de 60 km por hora.

2.9 Conforme Artigo 16 do anexo ¨J¨ da FIA/CBA, sugerimos para que os veículos utilizem um prolongamento do arco de segurança (Santo Antonio) sob a fixação do banco do piloto em forma de ¨¨X¨. Sobre este prolongamento deverá ser fixado o suporte do banco,este deverá fixar o banco pelas laterais. Se forem utilizados bancos com regulagem, o mesmo deverá ser fixado conforme artigo 16 do anexo ¨J¨ com calhas de aço e chapas de no mínimo 3mm, com fixações e travas eficientes. Exemplos fotos abaixo:

OURO SUPORTE

Suporte do Banco (Fixação Lateral) / Prolongamento Santo Antonio p/ fixação do banco

OURO SUPORTE 2

Suporte do Banco com regulagem (Sugestão)

3. DOS VEÍCULOS ADMITIDOS

A prova “30ª CASCAVEL DE OURO”, será disputada pelas seguintes categorias:

3.1 – Veículos enquadrados nas Categorias A – BTURISMO 1600, do Campeonato Paranaense de Marcas e do Campeonato Metropolitano de Marcas de Cascavel, com os Adendos em anexo. (Nota do blog: confira aqui o Adendo nº 1 e o Adendo nº 2)

4. SINALIZAÇÃO:

4.1 Durante os treinos, classificação e prova, a sinalização será feita de acordo com o anexo “J”, da FIA e sua inobservância poderá ser punida pelos comissários desportivos que poderá ser de multa, penalização em tempo ou exclusão da prova sem prejuízo de outras sanções previstas no Código Desportivo do Automobilismo / CBA 2016.

5. DA PREMIAÇÃO

5.1 Os 10 (Dez) primeiros colocados receberão os troféus:

1º Colocado – Troféu Cascavel de Ouro, mais R$ 20.000,00(vinte mil reais).

2º Colocado – Troféu de Prata, mais R$ 7.000,00 (sete mil reais).

3º Colocado – Troféu de Bronze, mais R$ 3.000,00 (três mil reais).

Obs. Somente 02 troféus por carro classificado do 4º ao 10º.

Pole position- R$ 1.000,00 (hum mil reais).

Melhor volta – R$ 1.000,00 (hum mil reais).

O carro que conquistar mais posições ao final da prova – R$ 1.000,00 (hum mil reais)

Para fazer jus à premiação estabelecida, todos os concorrentes cederão um espaço em seus carros divulgação dos patrocinadores designados pelo Organizador, além de complementar o mínimo 2/3 da prova, conforme Art.7.5.

6. SEGURANÇA CONTRA FOGO

6.1 Os veículos devem estar equipados com os dispositivos de proteção contra fogo (Ver ANEXO “J” FIA), devendo as proteções ser absolutamente estanques, à prova de escapamentos de qualquer tipo de fluído ou gases, a saber:

6.1.1 Proteção contra escapamento de gases e ácidos da bateria.

6.1.2 Proteção contra fogo, gases e fluídos entre o motor e o habitáculo do piloto.

6.1.3 Proteção contra vazamentos de combustíveis entre o compartimento do tanque e o habitáculo do piloto (chapa corta fogo).

7. DA VISTORIA E APRESENTAÇÃO DO VEÍCULO

7.1 Exclusivamente para este evento será estipulada uma Vistoria Técnica e Prévia e Obrigatória, com a apresentação dos veículos devidamente preparados que irão concorrer na prova.

7.1.1 O não comparecimento à Vistoria implicará no cancelamento da inscrição sem direito à devolução da taxa respectiva, salvo causa justificável e aceita pela Direção da Prova.

7.2 Os carros poderão ser examinados antes, durante ou depois da prova pelos Comissários Técnicos, podendo ser excluído no primeiro e segundo caso, e desclassificados no terceiro.

7.3 O exame realizado antes da corrida não torna válida qualquer irregularidade existente que não tenha sido constatada, significando que um veículo concorrente poderá ser desclassificado após a prova por irregularidades sobre as quais a Comissão Técnica não tenha pronunciado anteriormente.

7.4 O local, dia e horário da Vistoria Técnica serão determinados no Regulamento Particular da Prova.

7.5 Deverá ser reservada uma área na parte superior de cada número, medindo 12cm de altura por 50cm de comprimento para eventuais publicidades controladas pelo Organizador. O pára-brisa do carro será usado na faixa superior do mesmo, pelo organizador do Evento.

7.6 Quando a publicidade do organizador for conflitante com a do patrocinador do veículo, as áreas descritas deverão ficar disponíveis e em branco.

8. DAS INSCRIÇÕES

8.1 Os concorrentes, condutores e responsáveis pela sua equipe ao assinarem a ficha de inscrição, passarão a reconhecer, acatar e aceitar todas as normas do presente Regulamento e do Regulamento Particular. Não serão aceitas alegações de desconhecimento de suas determinações.

8.1.1 Deverão também os Pilotos e Responsáveis pelas equipes aceitar amplamente as disposições eventuais, os anexos emitidos, as Instruções Normativas da CBA / FPrA e toda a legislação desportiva aplicável .

8.2 As inscrições para as “30ª CASCAVEL DE OURO estarão abertas a todos os pilotos graduados “A” e “B” e pilotos de competição.

8.3 No ato da inscrição os pilotos apresentarão as respectivas Cédulas Desportivas.

8.3.1 Os documentos serão aqueles válidos para a temporada de 2016 ou do recibo da FAU de origem do piloto que comprove o recolhimento da taxa de expedição respectiva.

8.4 A taxa de inscrição será de R$ 1.800,00 (hum mil e oitocentos reais) por piloto inscrito. Obrigatoriamente dois pilotos por veículo, sendo permitida a inscrição de um terceiro. A taxa para uma terceira inscrição de um piloto será de R$ 1.250,00 (Hum mil duzentos e cinqüenta reais), e para as inscrições antecipadas o valor será de R$ 1.650,00 (hum mil seiscentos e cinqüenta reais), e para um terceiro piloto o valor da inscrição antecipada será de R$ 1.150,00 (hum mil cento e cinqüenta reais).

8.5 Para cada piloto inscrito serão distribuídos 05 (cinco) credenciais da seguinte maneira: 01 (uma) para piloto, 02 (duas) para Box, 02 (duas) para pit lane (mureta da pista).

8.6 As inscrições antecipadas serão feitas pelo telefone (045) 3324-5773 ou e-mail do clube autoclubecascavel@hotmail.com, ou via deposito bancário identificado no Banco Santander Agencia 3587, c/c 13 002119-2 em nome de: Automóvel Clube de Cascavel de 15 de Agosto de 2016 a 30 de Setembro de 2016 no Automóvel Clube de Cascavel,sito a rua Vicente Machado, 1180 – Centro das 14:00 hs as 18:00 horas,e a partir de 01 de Outubro de 2016 as inscrições serão feitas somente nos dias 21, 22 e 23 de Outubro de 2016 na Secretaria da Prova, após o inicio dos treinos somente com autorização dos Comissários Desportivos. Após efetivação da Inscrição em hipótese alguma será devolvido o valor da inscrição.

8.7 A escolha de Box será pela ordem de Inscrição, e sua chave e cadeados liberados somente após a efetivação da mesma.

9. TREINOS E PROVAS DE CLASSIFICAÇÃO

9.1 Todos os condutores deverão fazer um tempo que os classifiquem para poderem participar da Prova.

9.2 Para os treinos e tomadas de tempo, os concorrentes deverão obrigatoriamente afixar os números de identificação no seu carro.

9.3 Os treinos livres e oficiais serão realizados em dias e horários conforme constantes do Regulamento Particular da Prova.

9.4 Os organizadores se reservam o direito de interromper os treinos, caso necessário, pelo tempo que julgarem conveniente para limpar a pista ou retirar alguns veículos. O tempo de interrupção não será necessariamente reposto, a critério da Direção de Prova.

9.4.1 No caso de uma ou mais sessões de treinos, desta forma forem interrompidos, não aceitará qualquer reclamação sobre efeitos possíveis concernentes a classificação ou veículo.

9.4.2 Durante as sessões de treinos previstas neste regulamento, bem como Programa Oficial, as normas de disciplina e segurança serão as mesmas adotadas para a realização da prova.

9.5 Os treinos cronometrados serão efetuados conforme RPP.

A formação de grid para a prova serão com os carros que obtiverem menor tempo.

9.6 Todos os carros inscritos e em condições de participarem da prova com seus veículos deverão obrigatoriamente, na sessão de treinos classificatórios, percorrer um mínimo de uma volta cronometrada.

9.7 Fechamento de Box: Os carros que não comparecerem na saída dos boxes / até o horário de seu fechamento, largarão dos boxes após a passagem de todos os carros, ficando seus lugares vagos no grid.

9.8 A troca de piloto somente se fará na área dos boxes, devendo o piloto substituído assinar a súmula em local a ser designado pela Direção de Prova, sob pena de a substituição não ser considerada.

9.9 Um piloto somente poderá permanecer dirigindo 02 horas e 30 minutos consecutivas.

9.10 Cada concorrente ou condutor será diretamente responsável pela ordem e disciplina em seu Box e passível de punição pelos Comissários Desportivos .

9.11 Após o treino classificatório todos os veículos deverão se dirigir a Parque Fechado.

9.12 Após a prova o veículo será pesado em ordem de marcha.(de acordo com a sua chegada em parque fechado). Todos os veículos que necessitarem de peso complementar (lastro), deverão, no momento da vistoria prévia, comunicar a comissão técnica para que efetue a lacração do(s) lastros utilizados no carro.

10. LARGADA DA “30ª CASCAVEL DE OURO”

10.1 O grid de largada será formado por duas filas de veículos conforme a ordem dos melhores tempos realizados durante as sessões cronometradas.

10.2 A saída de Box será fechada 20 minutos antes da hora da largada. Todos os veículos que não tenham saído do Box até o momento, só poderão entrar na pista depois da passagem do último veículo pela saída de Box, que deverá ser sinalizada com 02 (dois) minutos antes do seu fechamento.

10.3 A aproximação da largada será sinalizada pela apresentação dos painéis:

10.3.1 Painel de 05 (cinco) minutos: começa a contagem regressiva. o acesso ao grid está proibido. todos os veículos que não tomarem seus lugares no devido prazo, largarão do último lugar ou dos Box .

10.3.2 Painel de 03 (três) minutos: evacuação geral da área de largada. todos devem abandonar a área exceto oficiais e condutores. a partir deste instante é proibido dar partida em seu veículo, empurrando-o sob pena de exclusão imediata.

10.3.3 Painel de 01 (um) minuto: os pilotos a bordo, com cinto de segurança atado, dão partida nos motores.

10.3.4 Painel de 30 (trinta) segundos: depois de mostrado este painel, a bandeira verde será mostrada na frente do grid, indicando que os veículos devem partir para uma ou mais voltas completa de apresentação, conservando-se nas posições que lhe foram atribuídas e seguindo o ritmo imposto pelo carro – madrinha.

10.4 Qualquer piloto que não puder largar deverá sinalizar o impedimento.

10.4.1 Seu carro será empurrado para os Box depois do início da volta de apresentação ele não poderá voltar para a corrida se não após a passagem do último carro pela saída dos Box, após a largada.

10.4.2 Se um veículo consegue partir depois do início da volta de apresentação e considerando – se que ele tenha permanecido na pista, poderá completar a volta de apresentação, mas não poderá fazer ultrapassagens devendo permanecer na ultima posição do grid.

10.4.3 O mesmo critério prevalecerá para aquele veículo que tenha largado na volta de apresentação e não consiga manter sua posição de largada.

10.5 Durante a volta de apresentação os veículos serão precedidos pelo Safety Car.

10.5.1 Os veículos deverão manter suas posições de largada durante esta volta.

10.5.2 Se por motivo de força maior for necessário interromper a prova antes do seu término, será mostrado a bandeira vermelha pelo Diretor de Prova, na linha Largada/Chegada e ao mesmo tempo a bandeira vermelha em todos os postos de sinalização, de acordo com o CDA-CBA 2016. Entende-se que se a bandeira vermelha for apresentada , todos os veículos deverão se dirigir ao Grid de Largada e os veículos que entrarem para o Box para reparos deverão largar do mesmo.

11. PARADA DE UM CARRO DURANTE A PROVA

11.1 Caso um piloto seja compelido à parar o carro, este deverá ser colocado para fora da pista em local seguro, tão logo seja possível, de modo que sua presença não constitua perigo ou prejuízo ao andamento normal da prova. Se o piloto não puder deslocar por ele mesmo o carro para fora de uma situação potencialmente perigosa, è dever do pessoal de resgate ajudá-lo.

12. TANQUES DE COMBUSTÍVEL E REPAROS

12.1 Durante o desenrolar da prova poderá ser trocada qualquer peça do motor, inclusive o mesmo, com autorização e supervisão dos Comissários Técnicos.

12.2 O combustível é aquele comercializado no posto de abastecimento do Autódromo Zilmar Beux de Cascavel, terminantemente proibido, uso de metanol ou aditivos que modificam octanagem do combustível.

12.3 A capacidade máxima dos tanques será o original do veículo.

12.3.1 – Capacidade máxima permitida do “cash tanque” é de 2 (dois) litros.

12.4 Os tanques de combustíveis dos carros deverão ser originais da marca e do modelo do veículo.

12.5 Os tanques de combustíveis dos carros deverão possuir dispositivos de segurança “RESPIRO” para o caso de ocorrer excesso de combustíveis durante a operação de abastecimento.

12.6 Cada carro inscrito deverá ter além de extintor obrigatório do carro, dois extintores em seu box com no mínimo 12 (doze) quilos de pó químico com o número do carro pintado .

12.7 O reabastecimento só será permitido no Box e de acordo com o estabelecido neste regulamento.

12.8 Todos os carros que entrarem na zona de desaceleração dos boxes deverão parar obrigatoriamente no seu Box .

12.9 Somente poderão fazer reparos dentro do circuito os próprios pilotos e unicamente com os recursos que possuírem dentro do seu próprio veículo.

12.10 Nenhum veículo poderá dar marcha ré nos Box com propulsão do motor, sob pena de exclusão da prova .

12.11 As equipes só poderão colocar seu carros dentro do Box para reparos com autorização da comissão técnica.

13. SISTEMA DE ABASTECIMENTO

13.1 Cada equipe inscrita deverá instalar em seu Box um sistema de abastecimento de seu veículo com as características seguintes, de conformidade com padrão estabelecidos pelo CDTN da CBA .

13.2 O sistema de abastecimento será formado pelos seguintes componentes:

13.2.1 Reservatório de armazenamento de combustível.

13.2.2 Torre de fixação do reservatório.

13.2.3 Conjunto de equipamentos para enchimento do reservatório.

13.2.4 Conjunto de equipamentos para abastecimento do veículo.

13.3 Reservatório de armazenamento, deverá possuir as seguintes características:

13.3.1 A capacidade máxima de combustível armazenada deve ser de 200 Litros.

13.3.2 O material utilizado na construção do reservatório deverá ser resistente à ação corrosiva do combustível e ser antiinflamável, de preferência em aço ou correlato.

13.3.3 Possuir o “respiro” na parte superior, com no máximo 2,5 polegadas de diâmetro. A cobertura do respiro deverá ser protegida por uma tampa tipo CHAPEU.

13.3.4 Para melhor escoamento do combustível, e permitido montar o reservatório com uma inclinação máxima de 5 graus em relação ao nível da água.

13;3.5 Quando do abastecimento de um veículo esta proibido qualquer reparo, somente após a retirada da mangueira de abastecimento do carro que os mecânicos poderão reparar um veículo.

13.4 Torre de Fixação do Reservatório: a base de suporte e fixação do reservatório deverá ser confeccionada de material resistente ao peso do conjunto. É vetado o uso de materiais de fácil combustão, tais como madeira, plástico, etc. A altura máxima do reservatório em relação ao solo é de 2 (dois) metros do piso até a parte mais alta .

13.5 Conjunto de equipamentos para enchimento do Reservatório: deverá ser utilizados um conjunto composto de mangueira/bomba/Manual/mangueira e flange. O enchimento deverá ser feito exclusivamente por meio de uma bomba manual com uma mangueira de no máximo 19 milímetros ou ¾ de polegadas de diâmetro e flange ligado na face oposta à saída de abastecimento do veículo. É proibido o uso de qualquer tipo de bomba por acionamento elétrico.

13.6 Conjunto de Equipamentos para Abastecimento de Veículo: deverá ser utilizado um conjunto composto de flange, mangueira, válvula de segurança. A flange de ligação do reservatório deverá ter o mesmo diâmetro do bocal de abastecimento. O diâmetro máximo deverá ser de 1,5 polegadas.

13.7 Dos Suportes de Mangueiras: para suportar o peso da mangueira cheia de combustível, poderão ser construídos tantos suportes quanto forem necessários ao longo desta, desde que estas não ultrapassem à altura da flange de ligação de mangueira no reservatório. É obrigatória a utilização de materiais não inflamáveis na construção dos suportes.

13.8 Não é permitido o uso de pressurização no reservatório de combustível, portanto o abastecimento deverá ocorrer por gravitação.

13.9 Da identificação da torre: na torre de abastecimento deverá ser instalada dentro do Box da equipe. Somente a mangueira de abastecimento poderá ser projetada para fora do box quando a operação de reabastecimento do veículo, devendo em seguida ao término da operação ser recolhida através do sistema de suportes para dentro do Box.

13.10 O local da instalação da torre e do combustível estocado (conforme 14.2) deverá ser identificado com faixas de solo de cor amarela, distantes um metro da base do suporte da torre, isolando a área delimitada de qualquer equipamento ou material. A largura da faixa deverá ter no mínimo 100 milímetros.

13.11 As equipes com dois ou mais veículos: se uma equipe for constituída de dois ou mais veículos na competição, poderá utilizar a mesma torre para abastecimento, desde que a mesma esteja identificada com os números dos veículos que dela se utilizam.

13.12 Inspeção do sistema de abastecimento: o sistema no que concerne à construção, instalação e operacionalidade serão inspecionados pela autoridade responsável, antes e durante a prova, podendo, no caso de irregularidade constatada, excluir a equipe da competição.

13.13 Será efetuados um teste com equipamento de abastecimento na sexta e sábado, para controle de vazamento. qualquer vazamento durante o abastecimento poderá eliminar o concorrente.

13.14 Na parada do veículo para abastecimento é opcional que o motor esteja desligado, porém, o piloto deverá manter as portas do veículo sempre abertas durante a operação.

13.15 O responsável pela operação de abastecimento deverá obrigatoriamente utilizar durante a operação, vestimenta completa (macacão, luvas, botas ou sapatilhas à prova de fogo, e balaclava)

13.16 É obrigatório durante a operação de abastecimento, que um auxiliar esteja preparado no local da operação com vestimenta de combate à incêndio .

13.17 Qualquer quantidade de combustível derramado pela equipe antes, durante ou após a operação de abastecimento será passível de penalização, que poderá variar de uma simples advertência até a desclassificação, a critério dos comissários desportivos. a equipe responsável pelo ocorrido deverá imediatamente remover do local, através do uso de produtos e materiais de limpeza todo o combustível derramado no local da passagem dos carros.

13.18. É obrigatório o mínimo de 05 (cinco) paradas para reabastecimento.

13.19 Esses procedimentos deverão ser observados durante os treinos e prova.

13.20 Na largada é obrigatório o máximo de 45 litros.

13.21 Na volta das paradas obrigatórias esta volta deverá ter no mínimo 4 minutos. O veículo que deixar o Box faltando ate 10 segundos deverá cumprir um Drive Throuhg, e o veículo que sair faltando mais de 11 segundos deverá pagar um ¨Time Penalty¨ou ¨Stop And Go¨da diferença.(EX.: um veículo saiu do Box e sua volta total deu 3,50 segundos, este veículo cumpre um Drive Through e se um veículo sair do Box com o tempo 3,49 segundos ou menos a diferença será paga com um ¨Time Penalty¨ ou ¨Stop And Go¨ da diferença em local determinado em RPP e direção de Prova.)

13.22 Nas 05 paradas obrigatórias cria-se 05(cinco) janelas com o tempo determinado para o reabastecimento conforme segue:

1ª janela – 0h35 min 0s a 0h50 min0s

2ª janela – 1h20 min 0s a 1h35 min0s

3ª janela – 2h00 min 0s a 2h15 min0s

4ª janela – 2h40 min 0s a 2h55 min0s

5ª janela – 3h20 min 0s á 3h35 min0s

13.23 O piloto que não cumprir a janela vai pagar ¨Time Penalty¨ de 04 (quatro) minutos em local determinado em RPP e Direção de Prova .Caso por um motivo de pista (Ex: Safety Car, Bandeira Vermelha etc) o piloto não poder cumprir a janela será acrescido no final da Prova 04 minutos.

14. DO MANUSEIO DOS COMBUSTÍVEIS

14.1 O transporte de combustíveis nas áreas externas e do Box deverá ocorrer através de rigoroso controle de segurança por pessoal devidamente habilitado para tal fim e em recipientes fechados.

14.2 É proibido armazenar combustível no Box em recipientes abertos sem proteção e em local com risco de combustão. A quantidade máxima de armazenamento é de 200 litros.

15. TÉRMINO DA PROVA

15.1 Terminada a prova os carros permanecerão em regime de “parque fechado” durante 30 (trinta) minutos e a retirada de qualquer veículo do local somente se dará com autorização expressa dos Comissários Desportivos. Todos os veículos que completarem 75% da prova deverão ser levados ao parque fechado. Somente os que cumprirem 2/3 da prova ou 75% receberão troféu.

15.2 As reclamações/recursos serão de acordo com CDA 2016, artigo 148 à 165.

16. PNEUS:

16.1 Os pneus serão na medida 185/60/14 com a marca a ser definida no RPP e obrigatoriamente lacrar 06 pneus novos por carro inscrito.

17. DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

17.1 Na inobservância deste Regulamento, as penalidades previstas na CBA serão aplicadas pelo órgão componente da FPrA, devidamente encaminhadas pelos Comissários Desportivos.

CASCAVEL ,01 de Agosto de 2016

JURACI MASSONI

PRESIDENTE – AUTOMÓVEL CLUBE DE CASCAVEL

RUBENS MAURILIO GATTI

PRESIDENTE – FPRA

Porsche GT3 Cup abre nova fase

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O carro número 0 de Cacá Bueno e Cláudio Dahruj, que voltam a correr em dupla no campeonato de longa duração que integra a temporada do Porsche GT3 Cup

SÃO PAULO – Tendo seu carro pintado, ou plotado, nas cores da Cimed, marca que patrocina a equipe de seus principais adversários na Stock Car (hum…), Cacá Bueno faz neste fim de semana, cá em Interlagos, sua estreia no Porsche GT3 Cup Challenge Brasil. Ele retoma com Cláudio Dahruj a dupla vice-campeã brasileira de GT em 2012, ano em que pilotaram um modelo Z4 da BMW na equipe de Antonio Hermann.

A etapa do Porsche GT3 Cup em Interlagos, quinta das nove que formam o calendário de 2016, é também a primeira das três que têm o formato de longa duração, experimentado no fim do ano passado em uma divertida corrida extracampeonato que pode ser vista na íntegra nesse link aqui, que reproduz a transmissão ao vivo em que narrei tendo o irreverente Paulo Gomes como comentarista.

Uma única corrida, tendo na pista os carros das duas categorias (Cup e Challenge). Serão 29 os carros na pista, com duplas que revelam, por exemplo, quatro pilotos que tiveram passagens pela Fórmula 1 – a saber, Nelsinho Piquet, Ricardo Zonta, Ricardo Rosset e Gaston Mazzacane. Zonta e Mazzacane também fazem suas estreias no campeonato.

A corrida vai ter transmissão ao vivo, a partir das 14h30 deste sábado na internet. Os fãs da categoria poderão acompanhar a transmissão pelo perfil de Facebook do campeonato, ou diretamente pelo canal de YouTube do Porsche GT3 Cup, ou ainda pelo site da categoria. Essas duas últimas opções valem, também, para os treinos classificatórios, que vão começar às 16h de hoje, sexta-feira. Essas transmissões terão minha narração, comentário do Marcelo Gomes e geração de imagens da MasterTV/CATVE. Haverá a exibição em VT pela Band tão logo terminem os Jogos Olímpicos do Rio.

Logo abaixo, ao fim do post, indico a lista das duplas que vão disputar a etapa de amanhã, que terá percurso de 300 quilômetros, ou duração máxima de dua horas e meia.

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O carro de Pedro Queirolo e Marcel Visconde, que venceram a prova experimental de dezembro. A foto foi feita nos treinos de ontem. Agora, o número no parabrisa é o 1.

00 – Ricardo Rosset/Lucas Foresti (Cup)

0 – Cacá Bueno/Cláudio Dahruj (Cup)

1 – Pedro Queirolo/Marcel Visconde (Cup)

2 – Márcio Basso/Nonô Figueiredo (Cup)

3 – Sérgio Jimenez/Rodrigo Baptista (Cup)

4 – Beto Leite/Alberto Valério (Cup)

5 – Pedro Piquet/Nelsinho Piquet (Cup)

6 – Ricardo Zonta/Alan Hellmeister (Cup)

7 – Miguel Paludo/Beto Gresse (Cup)

8 – Dario Giustozzi/Gaston Mazzacane (Cup)

12 – Christian Hahn/Renan Guerra (Challenge)

16 – Marcelo Hahn/Allam Khodair (Cup)

19 – Rodrigo Mello/Tom Filho (Challenge)

21 – Eloi Khouri/Marco Cozzi (Challenge)

25 – Maurício Salla/Guiulherme Reischl (Challenge)

27 – Nando Elias/Marçal Müller (Challenge)

34 – Maurizio Billi/Ricardo Maurício (Cup)

38 – Roberto Samed/Márcio Mauro (Challenge)

44 – Paulo Pomelli/Diego Nunes (Cup)

50 – Ramon Alcaraz/William Freire (Challenge)

52 – Clemente Lunardi/Beto Posses (Cup)

56 – Otávio Mesquita/Cristiano Piquet (Challenge)

69 – Sérgio Maggi/Mau Zanella (Challenge)

77 – Daniel Schneider/Ricardo Baptista (Cup)

81 – Gil Farah/Marcelo Franco (Cup)

88 – Eduardo Rocha Azevedo/Sylvio de Barros (Cup)

89 – Daniel Paludo/Carlos Ambrósio (Challenge)

90 – JP Mauro/Gabriel Casagrande (Cup)

91 – Luiz Arruda/Marcus Vario (Challenge)

Giombelli no grid

ANGELO GIOMBELLI

Ângelo Giombelli e Nelson Piquet aproveitaram a passagem do Porsche GT3 Cup por Cascavel em 2015 para relembrar histórias de seus bons tempos de pista: um vai tentar a primeira vitória na prova; o outro poderá aparecer na festa para celebrar os 40 anos de seu triunfo com um Super Vê

CASCAVEL – Ainda faltam quase cinco meses para a 30ª edição da Cascavel de Ouro, mas o burburinho de bastidores já começou. E um nome já confirmado no grid da corrida de 23 de outubro é o de Ângelo Giombelli. Que ainda não sabe com quem vai formar dupla ou trio, mas que acaba de bater o martelo com o Caio Carvalho para tentar a vitória na prova pilotando um dos carros da Sensei Sushi Bar-Sorbara Motorsport.

Toda a pompa em nome do Ângelo ocorre a partir dos três títulos brasileiros que ele conquistou na Stock Car de 1991 a 1993 em dupla com Ingo Hoffmann. Mas foi no automobilismo do Paraná que ele consolidou carreira a partir da década de 80. Na Cascavel de Ouro, sobretudo – inclusive, foi primeiro colocado em duas edições, embora não tenha nenhuma das cobrinhas na estante de casa.

Naquela época o regulamento da Cascavel de Ouro admitia qualquer tipo de carro e estabelecia percursos distintos para os carros de cada categoria, no sistema chamado de handicap, que quer dizer exatamente isso, a tentativa de compensar as deficiências de rendimento que uma categoria tinha em relação à outra. Sempre correndo com Opala, Ângelo foi primeiro colocado em 1986 e em 1987, mas sem ter aberto a vantagem de que precisaria para, no handicap, superar o Hot-Fusca de Dilso Sperafico e o Hot-Dodge de Aloysio Ludwig Neto, respectivos vencedores da prova naqueles anos.

Agora não tem handicap. Categoria única, pautada no regulamento técnico do Paranaense de Marcas & Pilotos 1.6. Se chegar na frente, leva e pronto.

Gaúchos dando aula

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CASCAVEL – Afirmar que o universo sul-rio-grandense dá aula ao resto do país quando o assunto é automobilismo às vezes beira a redundância, tamanhos são o empenho e a devoção da gauchada no fomento aos bons eventos. A nova cartada do lado de lá do Mampituba é o Festival Brasileiro de Endurance, programação que será desenvolvida pela primeira vez neste domingo, dia 3, em Viamão. A programação, extensa e das mais atrativas, destaca a disputa dos 500 Quilômetros de Tarumã. A Copa Classic e o Track Day Trofeo Experience Pirelli vão complementar a festa.

Haverá categorias para todos os tipos imagináveis de carros nos 500 km de Tarumã. Imagino quão metódico será o trabalho de organização do pódio no fim da tarde de domingo – nem tão fim da tarde assim, já que a largada será dada às 10h40 e a previsão de duração é de menos de cinco horas, caso não chova – não vai chover.

O material de divulgação que recebi da Glauce Schutz enumera os protótipos MR18, MRX, MCR, Tubarão, Tornado, Spyder, Scorpion e 1R, além de Porsche e Lamborghini, nas classes GP1, P2 e P3, além de uma infinidade de outros carros de turismo – as fotos que ilustram esse post, produzidas pelo Dudu Leal, dão uma leve ideia de quão variado é o grid gaúcho. A lista de inscritos apontava 26 carros até ontem. Deve passar de 30 até o início do primeiro treino livre, na manhã de sexta-feira.

Se há um lugar onde o Endurance sobrevive, todos sabemos, esse é o Rio Grande do Sul. Sobrevive muito bem, diga-se de passagem, com o fortíssimo Campeonato Gaúcho da categoria. Os 500 km vão valer pela abertura da temporada estadual, também, além de contar como primeira etapa do Campeonato Brasileiro de Endurance, cujas outras etapas serão os 500 km de Santa Cruz do Sul, em 19 de junho, os 500 km de São Paulo, dia 18 de setembro no Velo Città, e as 500 Milhas de Londrina, dia 26 de novembro.

ENDU 2Já que falei da gauchada, cabe menção rápida ao trabalho da AGA, Associação Guaporense de Automobilismo, no resgate da prova Seis Horas de Guaporé, que volta ao calendário com a décima edição de sua história. A corrida vai acontecer só no dia 10 de setembro. Ainda assim, Telmo Júnior e seu batalhão organizador já contabilizam 43 carros confirmados no grid. Vão passar dos 60, não tenho dúvida. Estou fora desse grid por ser fim de semana de Copa Petrobras de Marcas em Interlagos. Mas que o pé coçou, isso coçou.

Em termos de automobilismo a gauchada dá aula, não há como negar.

O pódio recusado

MATTHEIS

GUARULHOS – Não lembro qual foi a corrida. Talvez os Mil Quilômetros de Interlagos, ou 500 ou 300 Quilômetros de Interlagos. Alguns quilômetros de Interlagos, com certeza. E em 2009, quase certeza. A memória já não anda lá aquela maravilha toda.

Mas era Interlagos e a vitória foi do Audi TT, ou do Lamborghini Gallardo, ou do Ford GT, talvez até do Dodge Viper Competition Coupé – caramba, cadê minha memória? – de Xandy Negrão e seu filho Xandinho. Que estavam inscritos em trio. Andreas Mattheis, o grande Andreas, além de responder pela preparação da máquina foi, seria, um de seus pilotos. Mas, por uma questão de estratégia que não auscultei como deveria, visto que durante uma locução de arena a partir de determinado recinto fechado o coitado do locutor não tem informação de praticamente nada além de imagem de pista e cronometragem, Andreas não pilotou o carro na corrida. Havia treinado, parece, mas não correu. Estava lá, prontinho, de macacão, capacete ao alcance, mas durante a corrida não foi para a pista.

E depois da corrida, quando chamei o trio pelo sistema de som para que ocupasse o degrau mais alto do pódio, Andreas recusou-se a subir. Subiram pai e filho, não o Andreas. Xandy, abusando da irreverência que todo mundo conhece, até fez uma piada impublicável a plenos pulmões para que o parceiro integrasse a solenidade de premiação, mas a recusa foi mantida. “Não corri, não tenho o que fazer no pódio”. Sem nada de mágoa, bem pelo contrário, ouvi depois de gente da equipe que partiu do próprio Andreas, com a corrida em andamento, a decisão de manter na pista quem lá estava na máquina azul da Medley Sports. Pelo bem da equipe, abriu mão de correr. Não foi o primeiro que conheço a fazer isso. O Dener Pires, hoje diretor do Porsche GT3 Cup, também já abriu mão de participar de determinada prova de longa duração por igual estratégia. E Andreas, naquele início de noite em Interlagos, não foi ao pódio. Atitude extremamente decente, diria eu. Atitude óbvia para qualquer um que preze o bom senso, rebateria você, e eu daria razão a você.

Lembrei dessa historinha hoje, por acaso, e resolvi compartilhá-la com vocês. Quando topar de novo com o Andreas, vou cumprimenta-lo por aquilo. Poderia tê-lo feito quinta-feira à noite, quando dividimos o elevador. Mas não lembrei daquele dia na quinta-feira. Lembrei hoje.

E quando encontrar de novo o premiado piloto e chefe de equipe, vou perguntar-lhe se o carro da Medley Sports naquela corrida de Endurance em Interlagos era alemão, americano ou italiano.

ATUALIZANDO EM 25 DE MAIO, ÀS 21h37:

Depois de publicar o post, fui aos sites de busca da internet atrás de saber qual era o carro da equipe naquela corrida. Antes de encontrar a informação, que por certo está lá em algum lugar, notei a data de nascimento do Andreas e soube, com imperdoável atraso, que completou 60 anos ontem. Trabalhando nos boxes do Mercedes-Benz Challenge em Interlagos. O terceiro lugar do Rodrigo Hanashiro na corrida de hoje, que teve 40 carros no grid, não deixou de ser um bom presente.