“Os campeões e eu”

ATJ Os campeões e eu - CapaCASCAVEL – Reza o mantra que todo ser humano deve plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. No meu caso, penso ter cumprido a cota vegetal nas aulas práticas de Agricultura Geral que tive com o professor Darci na sexta série do ginásio, 25 anos atrás, na horta do Colégio Castelo Branco – alguma coisa que deixei lá deve ter germinado. Quanto ao filho, o Luc Júnior garante meu carimbo azul na ficha de afazeres para durante a vida. O livro…

Bem, esse é algo que me atormenta um pouco, devo confessar. Sempre achei que todo jornalista que se preze tem uma obrigação quanto a escrever seu livro um tanto maior que a humanidade em geral abrangida pelo mantra citado. É missão ainda mais complicada diante das nuances dos nossos tempos digitais. No meu caso, de forma especial, uma vez que não me considero, cá com meus botões, exatamente um jornalista que se preze.

O que o Américo Teixeira Júnior acabou de fazer pode me levar a rever alguns conceitos. Talvez na contramão do propósito de quem se predispõe a assinar um livro, mas em consonância com as novas demandas – sobretudo no que diz respeito a custos e logísticas gráficas. “Os campeões e eu”, seu primeiro livro (e já sei que não terá sido o último), saiu na praticíssima versão e-book. Adquiri o meu poucos minutos atrás, aproveitando o preço promocional de R$ 24,90, e já tenho o arquivo em formato PDF devidamente armazenado no computador. Antiquado que sou, pretendo imprimi-lo para ler – o que não configura crime contra o direito autoral, ao contrário de xerocopiar as páginas de uma publicação impressa.

O Américo está na minha restrita lista de profissionais que recomendo de olhos fechados. Logo, atesto “Os campeões e eu” antes mesmo de lê-lo. Uma obra de 102 páginas em que o Américo mescla as trajetórias de Fittipaldi, Piquet e Senna a seu próprio caminho rumo à condição de jornalista especializado em automobilismo. O enredo é convidativo.

Os exemplares digitais de “Os campeões e eu” podem ser adquiridos a partir desse link aqui.

Meu respeito pelo trabalho do Américo vai além do reconhecimento ao bom profissional que é, e aqui nem entra nossa boa amizade. Tem uma ponta de gratidão nisso, também. Foi ele quem me abriu espaço, lá em 2001, para pela primeira vez escrever num veículo respeitado de bom alcance. E aquela edição da “Racing”, já toda surrada, está guardada com carinho especial lá em casa. Foi a edição número 66, o que não deixa de ter seu significado.

AMERICO

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Capacetes nobres

CAPACETES

CASCAVEL – Dias atrás, durante um evento do Mitsubishi Lancer Cup em Goiânia, caí numa roda de bate-papo com alguns pilotos, o assunto era a personalização de capacetes. Vários de nós concordamos que a pintura do capacete de Piquet é a melhor de todas e não se fala mais nisso, e alguém falou algo sobre um leilão de capacetes do qual havia participado tempos atrás, e acabamos mudando de assunto.

Lembrei dessa conversa agora há pouco, vendo no site da Stock Car o anúncio de um leilão beneficente que terá como peças réplicas dos capacetes de Nelson Piquet, Ingo Hoffmann e Cacá Bueno, ação coordenada pela Corsa e que teve a colaboração de três grandes meses da arte de personalização – ou customização, como se diz hoje – de capacetes de competição. Toda a renda será revertida ao Instituto Ingo Hoffmann. Todos os detalhes sobre a iniciativa estão nesse link aqui.

Esse casco do Piquet ficaria lindo na minha estante. O do Alemão, idem. Quebrar o porquinho lá de casa não está totalmente fora de cogitação.

Em estado puro

PIQUET 1

PINHAIS – É só eu não estar em casa para chegar visita. Murphy, de fato, não perdoa.

Enquanto eu me virava para sanar uma viagem suspensa pela falta de um aeroporto na nossa pujante Cascavel, é essa a definição que ouço de quatro em quatro anos, o ambiente aqui no Autódromo Internacional de Curitiba fervia com um sobrenome ilustre na pista.

Nelson Piquet, 62, e seu filho Pedro, 16, estiveram na pista pilotando os carros do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil, competição que encerra com a quinta etapa, neste fim de semana, chega à segunda metade de sua décima temporada. Pedrinho, que há três semanas conquistou o título da Fórmula 3 Brasil, experimentou dois modelos do 911 GT3 Cup – da geração 991 e da geração 997. Nelsão, que jamais havia pilotado um Porsche de competição, provou um 991 e teve sua primeira surpresa antes mesmo de ocupar o cockpit: o carro trazia o layout da Brabham BT 49C que pilotou no primeiro de seus títulos mundiais, em 1981.

As impressões dos dois sobre o dia de ação na pista de Curitiba estão no press-release que o Beto Pandini colocou nas caixas de e-mails dos jornalistas agora há pouco. Um pouquinho mais pode ser visto, também, no vídeo que já começa a ganhar compartilhamentos nas redes. Ao fim do vídeo, um gesto sintetizando o estilo que Galvão Bueno definiu genialmente, dois ou três anos atrás, como “Nelson Piquet em estado puro”.

PIQUET 2

Tal pai, tal filho

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CASCAVEL – Acima, Long Beach, pista de rua, 15 de março de 1981. Nelson Piquet pilota seu Brabham no GP dos EUA-Oeste. Era a primeira etapa do Mundial de Fórmula 1, que terminaria sete meses depois e confirmaria o primeiro dos três títulos do piloto brasileiro.

Abaixo, Nova Santa Rita, autódromo do Velopark, 1º de abril de 2014. A foto tirada pelo engenheiro Felipe Vargas e divulgada pela Autotrac mostra o layout do carro de Pedro Piquet, filho de Nelson, que estreia neste fim de semana na Fórmula 3 Brasil. A primeira rodada dupla terá suas corridas sábado e domingo em Viamão, na pista de Tarumã, na mesma programação da Copa Petrobras de Marcas.

Os saudosistas do automobilismo já têm por quem torcer em 2014 na categoria, que passa a ter todas as suas etapas em pistas brasileiras.

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As “besteiras” de Piquet

CASCAVEL – O vídeo aí acima foi postado no canal “Sennavive“, do YouTube. Quem o postou indicou como título “Entrevistador detona Piquet na cara dele”.

Devo supor que o autor do título não conhece o Jorge Guirado, entrevistador em questão, e desconhece sua amizade de longa data com Piquet, fator que franqueou a abordagem irreverente do início do trecho publicado.

Esse, senhoras e senhores, é o programa “Bate-Papo de Esportes”, levado ao ar sempre às segundas-feiras pela CATVE, aqui de Cascavel. Esta edição, especificamente, foi gravada num fim de tarde de sexta qualquer em 2005. Jorjão aproveitou a vinda de Piquet à cidade para um evento direcionado a frotistas.

Eu estava no estúdio, convidado pelo próprio Jorge a participar da entrevista. Mas só havia cinco lugares à bancada, que acabaram ocupados pelos pilotos David Muffato e Pedro Muffato, o Jorjão, o Nelson e o Luiz Silvério. Já que estava por ali, fiquei até o fim. Produzi uma abertura de página para a edição de sábado do meu jornal, falando dos planos revelados por Nelson para a carreira do filho Nelsinho, e uma outra para a edição de terça, lida só depois do programa ter sido exibido, em que Nelson dava alguns conselhos a quem administrava o autódromo de Cascavel. Nesta de terça publiquei a foto dos cinco à mesa. Não tenho mais a foto.

Foi nesse dia que ouvi pela primeira vez, do próprio Piquet, que durante a ultrapassagem citada no post anterior ele pôs a mão direita para fora do cockpit e mostrou o dedo do meio a Senna.