Marcas & Pilotos 1.6: unificação já!

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A oitava edição do Festival Brasileiro de Marcas & Pilotos 1.6, em Curvelo, tem 19 carros inscritos. Poderiam ser bem mais, considerando que há mais de 200 carros da categoria pelo Brasil.

CASCAVEL – Como o assunto interessa a bem mais pessoas que as de um grupo distinto em rede social, reproduzo aqui uma discussão que propus, prolixa como tudo em que meto a mão, no grupo “Marcas & Pilotos 1.6 Brasil” do Facebook. O assunto não é novo, claro. Quaisquer pitacos da parte de vocês serão bem-vindos.

“Vou me estender um pouco, eu sei. Mas peço a atenção de todos os amigos do grupo para uma discussão que ocorre, via de regra, nos grupos  e WhatsApp dos vários envolvidos com os campeonatos de Marcas & Pilotos 1.6: o REGULAMENTO TÉCNICO.

O assunto ganhou força na última semana, por conta da realização do 8ª Festival Brasileiro da categoria em Curvelo, no Circuito dos Cristais. Lá, o trabalho da Federação Mineira e do Automóvel Clube de Belo Horizonte foi suficiente para reunir 19 carros. Não é um grid ruim, tendo-se em vista todas as dificuldades que os organizadores tiveram de superar, sobretudo por conta da mudança de planos dos últimos meses. Vamos lembrar que em Guaporé, no ano passado, foram 17 carros. Nossa categoria tem potencial suficiente para facilmente extrapolar o limite físico de carros de qualquer autódromo do Brasil em um evento que deveria congregar e confrontar, de fato, pilotos e equipes de todos os campeonatos regionais de Marcas 1.6 do país – e são muitos.

Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais têm seus bons campeonatos estaduais. Goiás, em termos práticos, absorveu em sua Copa Centro-Oeste os carros do campeonato do Distrito Federal, dada a desativação do autódromo de Brasília. Existe ainda a versão Norte-Nordeste, que pode mostrar algum crescimento diante da recente inauguração do autódromo da Paraíba em São Miguel de Taipu, cidade localizada entre Campina Grande e a capital João Pessoa. No Rio, também por conta da extinção do autódromo, parte dos pilotos abandonaram o esporte, outra parte distribuiu-se entre os campeonatos que restaram. Já houve disputas do Campeonato Carioca no pequeno Mega Space, na mineira Santa Luzia. Aqui no Paraná, por fim, o Campeonato Estadual reforça os formatos das três versões de campeonatos metropolitanos existentes em Cascavel, Londrina e Curitiba. Suponho, com ponderação e sem dados de grande apuração, que somos uma família de mais de 200 carros de competição. Isso tudo sem contar as versões de acesso com carros carburados, como a Turismo 1600 paranaense ou mesmo a Classic Cup paulista.

Em se tratando da categoria Marcas & Pilotos 1.6, somos uma família gigantesca composta por Chevrolet Celta, Chevrolet Classic, Chevrolet Corsa, Fiat Uno, Fiat Palio, Ford Fiesta, Ford Ka, Peugeot 207, Renault Clio e VW Gol, alguns desses modelos em mais de uma versão. Posso ter esquecido algum modelo que eventualmente integre esse ou aquele campeonato. Não temos há décadas o apoio de montadora alguma e aprendemos a nos virar sem as montadoras. O automobilismo de competição segue muitíssimo bem a essência humana de saber se virar diante das adversidades.

Sei de muitos amigos que estão se torcendo por não terem ido a Curvelo disputar o Festival Brasileiro de 1.6. Boa parte deles alega dificuldade logística por conta da geografia. Ok, cada qual tem seu motivo. Mas noto, em vários grupos de WhatsApp de que participo, um geral descontentamento de pilotos e equipes diante de alegadas discrepâncias no regulamento técnico da competição, que acabariam favorecendo esse ou aquele modelo de carro, que acabam diminuindo as chances daquele outro modelo.

Equalizar as regras para que carros de diferentes pesos e potências, convenhamos, não é tarefa das mais fáceis. O saudoso Campeonato Brasileiro de GT conseguiu essa façanha em um nível louvável. O mesmo pode ser dito da Fórmula Truck, com seus caminhões de seis marcas, cada qual com seu peso e sua potência diferentes, e que oferecem o mesmo potencial de rendimento – na Truck, isso é fato, a vantagem de uma marca sobre a outra na pista é resultado do potencial de investimento de cada equipe. E o que fazer no caso do nosso Marcas & Pilotos 1.6, que alguns chamam de “Marquinhas”?

Bairrista que sou, volto ao exemplo do Paraná. Como já mencionei, aqui são três campeonatos diferentes. Nos dois últimos anos, o trabalho conjunto da Federação Paranaense com os clubes promotores resultou na unificação do regulamento técnico. Posso tranquilamente embarcar o meu carro de Marcas do Metropolitano de Cascavel (supondo que eu tivesse um) para uma corrida em Londrina ou Curitiba sem ter que trocar um mísero parafuso. Há, claro, algumas pendências para que a precisão dessa equalização seja ainda maior. O trabalho é gradativo.

Promover essa unificação no âmbito nacional é missão trabalhosa, mas consideravelmente fácil. Dependeria, claro, de bom senso das equipes de todos os estados, que inevitavelmente tentariam puxar a brasa para suas sardinhas – isso também é da essência humana –, e de pré-disposição dos dirigentes de federações e Confederação.

Estamos em vias de escolha de um novo presidente e uma nova diretoria para a CBA. Milton Sperafico, do Paraná, atual primeiro vice-presidente da CBA, e Waldner Bernardo, o “Dadai”, de Pernambuco, presidente da federação estadual, encabeçam as duas chapas que vão disputar o voto dos presidentes de federações no dia 17 de janeiro. Há reprovação da comunidade automobilística a nomes que têm larga influência sobre o que se faz e o que se deixa de fazer quanto aos regulamentos impostos aos pilotos.

A busca pela unificação, somada ao apontamento de nomes que teriam contribuído em larga escala para o regulamento se tornar pouco atrativo, leva a outra cobrança, essa de caráter imediato. A informação não deve ser confidencial, afinal. Waldner Bernardo e Milton Sperafico poderiam nos apresentar por aqui, mesmo a título de compromisso com essa família de mais de 200 carros (que respondem, se o número estiver correto, pelo sustento de mais de mil profissionais do automobilismo), os nomes dos dirigentes que vão integrar a diretoria no novo mandato da CBA. Até para que saibamos com quem teremos de gestionar essas adaptações, todas elas vislumbradas para que a nossa “Marquinhas” – e sei que esse apelido irrita muita gente – se torne ainda mais forte.

Conversei rapidamente com o Dadai na última sexta-feira. Sei que, por motivos seus, está fora do alcance de contatos pelo menos até quarta-feira. Sperafico, por sua vez, não tem perfil no Facebook, motivo pelo qual tomo a licença de chamar à conversa o jornalista Alan Magalhães, que encabeça um trabalho de promoção de suas propostas de campanha. Qualquer que seja o sucessor de Cleyton Pinteiro no comando da CBA, é com ele que vamos contar para fortalecer ainda mais os campeonatos metropolitanos, estaduais e interestaduais de Marcas & Pilotos 1.6. E também o Festival Brasileiro.

Grato desde já pela participação sadia de todos na discussão. Um forte abraço e os votos de sucesso aos amigos que neste domingo têm seus 19 carros na pista em Curvelo.

Luc Monteiro”

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A Cascavel de Ouro, também pautada no regulamento técnico de Marcas & Pilotos 1.6, teve 42 carros inscritos para a edição de 2016, disputada no dia 23 de outubro

Na íntegra: Metropolitano de Cascavel, 6/6

LONDRINA – Terminou, claro, a temporada de 2016 do Campeonato Metropolitano de Marcas & Pilotos de Cascavel. Thiago Klein levou a Paraguay Racing ao bicampeonato na categoria A, enquanto Miguel Laste comemorou o título da B pela Sérgio Ferrari Racing Team.

A etapa final, disputada no Autódromo Zilmar Beux noss dias 3 e 4 de setembro, valeu também como encerramento do Campeonato Paranaense. Gustavo Magnabosco chegou ao título pela terceira vez, tendo Klein, vencedor das três últimas corridas, como vice.

As duas corridas da etapa final, produzidas pelo Beto Borghesi para o programa “Velocidade Máxima”, seguem reproduzidas aqui.

(ATUALIZANDO EM 27 DE SETEMBRO, À 0h38):

Como promessa é dívida, seguem aqui, também, as corridas da etapa final da categoria Turismo 1600, que teve Juliano Silva como campeão pela Sete Motorsport.

Na íntegra: Metropolitano de Cascavel, 5/6

VIAMÃO – O fim de semana lá em Cascavel é de decisão de títulos no Metropolitano de Marcas & Pilotos, com as provas da sexta etapa, uma hoje e outra amanhã. Mas sempre é tempo de compartilhar com a audiência o VT das provas da quinta etapa, disputada no mês passado. Produção do Beto Borghesi, que narrei nos últimos dias, antes de vir ao Rio Grande amado para mais uma etapa da Fórmula Truck.

E, em atualização do post de dias depois, trago aqui também o VT das provas da quinta etapa da Turismo 1600.

Na íntegra: Metropolitano de Cascavel, 4/6

SÃO PAULO – Passando por aqui para tirar a poeira do blog e para compartilhar com vocês a edição do programa “Velocidade Máxima”, do Beto Borghesi, que traz as provas da quarta etapa do Campeonato Metropolitano de Marcas & Pilotos de Cascavel. As corridas no Autódromo Zilmar Beux aconteceram no dia 12 de junho.

As vitórias foram de Thiago Klein, da Paraguay Racing, na categoria A, e de Caíto Carvalho, da Sensei Sushi Bar-Sorbara Motorsport, na categoria B. A quinta e penúltima etapa do Metropolitano está confirmada para 7 de agosto.

 

(ATUALIZANDO EM 5 DE AGOSTO, ÀS 9h43):

Coincidentemente promovo estando de novo em São Paulo a atualização do post trazendo, enfim, as provas da quarta etapa da categoria Turismo 1600. E olhe que a rapaziada lá em Cascavel já está com os carros nos boxes do autódromo para o início dos treinos da quinta e penúltima etapa.

Da Turismo 1600 pro Marcas & Pilotos

CLIOCASCAVEL – O recorte dado à foto eliminou a marca d’água com a assinatura da fotógrafa. Como crédito é coisa com que não brinco, friso logo que é da lavra da Sandra Zama.

Enfim, esse é o Renault Clio com que o Marco “Tico” Romanini disputou as últimas temporadas do Metropolitano de Marcas & Pilotos de Cascavel. E também as duas últimas edições da Cascavel de Ouro. E depois da abertura do campeonato de 2016, antes mesmo de ter confirmada sua estreia na nacional Copa Petrobras de Marcas, decidiu encostar o carrinho lá na sede da Stumpf Preparações para algo que o futuro reserve aos dois, piloto e carro.

Passei por lá, pela Stumpf, vi lá o Cliozinho do Tico, amuado em seu cantinho. Deu dó. Esse carro precisa voltar a se divertir, pensei. E, na falta de coisa melhor pra dar a ele, conversei com um e outro e decidi, com os devidos avais dos envolvidos, que esse vai ser meu próximo parceiro de pista. É com o Cliozinho que vou para a pista já neste fim de semana, na minha primeira participação no Metropolitano de Marcas & Pilotos. Quem me acompanha por aqui sabe que encarei algumas maluquices na pista do ano passado para cá, na categoria dos carburados, a Turismo 1600. Liderei minha última corrida até quebrar a homocinética, algo que jamais esperava. Antes disso, cavei um segundo lugar no complemento da primeira etapa – nos dois carros, revezando com o Felipe Carvalho o Gol que ele havia acabado de trazer de Curitiba. Antes, tinha vindo um segundo lugar na Classic Cup em Curitiba, e também um nono lugar na estreia, soma de um abandono numa bateria e de um sétimo lugar na outra.

Sei pouco do assunto, em termos práticos, e o ideal seria continuar aprendendo na Turismo 1600. Por outro lado, tenho outra pretensão maluca, que é a de participar em outubro da Cascavel de Ouro, e fazer algumas corridinhas no Marcas antes disso seguramente vai ser bem útil para já ir pegando a mão da coisa no que diz respeito a conduzir um injetado. Nada de grandes pretensões quanto à estreia de domingo, além de momentos agradáveis com os amigos de sempre e os novos. A classe B, na qual me incluo, deverá ter sete ou oito participantes. Se sobrar um trofeuzinho na base da sorte já será pretexto para uma boa comemoração lá no Bar do Zé na terça-feira da semana que vem.

Na íntegra: Metropolitano de Cascavel, 3/6

PINHAIS – O sábado de trabalho vai ser bastante exigente. Então, sem maiores delongas, seguem aqui as corridas da terceira etapa do Campeonato Metropolitano de Marcas & Pilotos lá de Cascavel, que aconteceram no último domingo no Autódromo Zilmar Beux. A edição é do Beto Borghesi e da equipe do programa “Velocidade Máxima”.

Na íntegra: Metropolitano de Cascavel, 2/6

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O Gol da Sensei-Sorbara Motorsport, com que disputei a prova da Turismo 1600 formando dupla com o Felipe Carvalho, dono do carro: foi minha despedida provisória das pistas

CASCAVEL – Por motivos, como diria o macaco-de-auditório daquele talk show luso, a série de transmissões das provas do Campeonato Metropolitano de Automobilismo de Cascavel em vídeo-teipe começa da segunda etapa.

Se por um lado não tempos a primeira, por outro abrimos as exibições do ano para quem é de fora de Cascavel em grande estilo: o site da revista Racing traz em primeira mão as corridas das categorias Marcas & Pilotos e Turismo 1600, antes mesmo de sua apresentação em várias emissoras paranaenses dentro do “Velocidade Máxima”, programa que leva a produção do Beto Borghesi.

Para ver as corridas, que eu mesmo narrei, basta acessar o site da Racing nesse link aqui. Para ilustrar o post, em vez de uma foto aleatória, escolhi uma das que o Sérgio Sanderson fez do carro com que participei da corrida da Turismo 1600 em dupla com o Felipe Carvalho. Preciso dar um retorninho aos meus patrocinadores, afinal – que foram, a saber, Casa Wireless, Grupo Oda, Inspevel Inspeções Automotivas, Abraplac, ABS Sports, Sensei Sushi Bar e Auto Posto Maçarico. E essa, como já contei aqui, deve ter sido minha última corrida no ano.

Aí você pergunta: ué, o Luc correu e narrou a corrida? E eu resposto que sim, foi isso mesmo.