Pioneiros da velocidade

Imagem Kickante

CASCAVEL – O Paulo Peralta é um sujeito que tenho a curiosidade de conhecer. Cheio de boas iniciativas para quem gosta desse nosso mundinho das corridas. A nova ação dele é o livro “Pioneiros da velocidade – a F-1 antes do Emerson”, que fala dos quatro brasileiros que disputaram o Mundial nos anos 50, época do tal Campeonato de Condutores.

O livro esmiúça as carreiras de Chico Landi, Gino Bianco, Hermando da Silva Ramos e Fritz d’Orey. Passa, também, pela trajetória de Emerson Fittipaldi, essa já bem mais difundida na cultura de boxes.

Para viabilizar o projeto, o Peralta abriu uma campanha de crowdfunding, nome para mim quase impronunciável para o que é, na verdade, uma vaquinha eletrônica. As alternativas para quem estiver disposto a contribuir estão nesse link aqui, do site Kickante. É uma proposta que merece, sim, a colaboração de quem consome o passado e o presente do automobilismo.

A ilustração do post tem sido utilizada pelo Paulo para divulgar a campanha. A capa do livro ainda não foi diagramada.

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O áudio vazou

PINHAIS – A comunicação interna durante uma transmissão de TV, fundamental para o bom andamento do trabalho, demanda alguns cuidados. Sobretudo para que a audiência não tenha acesso a conteúdos como esse de hoje cedo, durante o treino classificatório do GP da Hungria de F-1, de Galvão Bueno para os integrantes de sua produção, sobre Felipe Massa.

Era para ter ficado só nos fones de quem trabalhava na transmissão. O Dú Cardim fuçou até disponibilizar no link a seguir o que meu bróder Jorge Guirado chamaria de “babada”: http://twitpic.com/e8y8ts

Highlights

CASCAVEL – Nada de Mônaco/1984, até porque o confronto direto no principado não chegou a acontecer. A primeira grande batalha entre Ayrton Senna e Alain Prost na Fórmula 1 aconteceu em 1985, no GP de San Marino. O vídeo aí abaixo mostra bastante do duelo. Mostra, também, que Senna tinha uma pilotagem encardida, no bom sentido do termo.

A corrida em Imola foi a terceira do Mundial de 1985. Prost havia vencido no Brasil e batido em Portugal; Senna, que tinha parado com pane elétrica em Jacarepaguá, vinha da histórica vitória no Estoril. Eles dividiam a vice-liderança com nove pontos, três atrás de Michele Alboreto, segundo colocado nos dois GPs.

Senna, que em San Marino obteve sua segunda pole-position, liderou até a volta 57, quando abandonou com o tanque de combustível da Lotus vazio. Foi quando surgiu a Ferrari de Stefan Johansson em primeiro, mas o sueco também ficou sem gasolina e parou instantes depois. O primeiro lugar caiu no colo de Prost, que ganhou a corrida. Só que a festa do francês durou pouco – com a McLaren um quilo e meio abaixo do peso mínimo, ele foi desclassificado. Elio de Angelis, que tinha combustível suficiente na Lotus, foi declarado vencedor.

Thierry Boutsen, da Arrows, foi o segundo colocado, mais de uma volta atrás do italiano. Patrick Tambay, com a Renault, ficou em terceiro. A corrida marcou a primeira participação de Senna no GP de San Marino – em 1984 ele não havia conseguido classificar a Toleman para o grid, única vez que ocorreu em sua carreira.

Há 30 anos

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CASCAVEL – A McLaren lembrou hoje cedo, em sua conta no Twitter, que há exatos 30 anos, em 25 de março de 1984, Ayrton Senna estreava na Fórmula 1 no GP do Brasil, em Jacarepaguá, de Toleman-Hart. “O resto é história”, escreveu o tuiteiro da equipe, coberto de razão.

A corrida de estreia durou míseras oito voltas para Senna, que parou com problemas no turbo. Vitória de Alain Prost, com a McLaren. Com direito à execução do “Tema da Vitória” pela Globo – a transmissão ao vivo da corrida pela emissora foi resgatada no YouTube em sete partes, todas reproduzidas aí abaixo. E evidencia, a partir de determinado comentário feito por Galvão Bueno, que as pendengas decorrentes da preferência de cada equipe por um ou outro piloto já eram pauta na F-1 dquela época.

PARTE 1

PARTE 2

PARTE 3

PARTE 4

PARTE 5

PARTE 6

PARTE 7

Pace, 1975


Essa aqui pode, deve, aparecer na série que o Victor Martins está publicando com as 10 melhores GPs do Brasil de todos os tempos. Compacto de dois minutos e meio da corrida de 1975, vitória de José Carlos Pace em dobradinha com Emerson Fittipaldi.

Narração de Luciano do Valle e comentário de Giu Ferreira para a TV Cultura. Chama atenção o público, parece bem mais numeroso que nos dias de hoje. Chama atenção, sobretudo, o que surge aos 2min08s do vídeo, em meio às pessoas que rodeiam “Moco”.

Foi por essa corrida que Pace acabou emprestando seu nome ao autódromo. E ontem li no Twitter que a família dele não foi credenciada para a corrida de domingo. Troço estranho.