O ano da Ginetta

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Fruto de um projeto arrojado, o G60-LT é a arma da Ginetta para uma meta ousada: superar as marcas já consagradas na prova e vencer no ano de estreia nas 24 Horas de Le Mans

CASCAVEL – Para quem acompanha as principais provas mundiais de longa duração, a notícia do dia ficou por conta da apresentação do G60-LT, modelo de fábrica que a Ginetta vai lançar no automobilismo nas 24 Horas de Le Mans deste ano. A meta da marca inglesa para o evento de estreia não tem nada de modesta: arrebatar a vitória na classificação geral. No Mundial de Endurance, o carro avaliado em US$ 3 milhões terá preparação a cargo da equipe Manor e seus pilotos ainda não estão escalados.

A Ginetta, aliás, espera para 2018 a temporada mais movimentada de sua atuação nas pistas. Não só pela ousada incursão por Sarthe, mas pela difusão de suas ações no automobilismo norte-americano. É o que concluo do rápido bate-papo que tive há pouco com o Adolpho Rossi, brasileiro que vive na Flórida e que que coordena ao lado da esposa Alline – eles dois são pilotos, também – as atividades do Team Ginetta USA. Acompanhei de perto a atividade da equipe quase dois anos atrás, num evento da FARA USA em Homestead. Neste ano as ações vão bem além da liga baseada na Flórida e passa a integrar duas das principais ligas profissionais da terra do Tio Sam.

O campeonato da FARA USA, com sete corridas no ano, vai começar nos dias 17 e 18 de fevereiro, com a Miami 500 Road Racing. Além disso, o Team Ginetta teve seus carros homologados para integrar o grid de duas ligas profissionais. Uma delas é a TransAm, com calendário de 12 etapas, a primeira delas no dia 4 de março em Sebring. Um G55 já está confirmado no campeonato, em que a equipe estreou como convidada no ano passado conquistando o segundo lugar na etapa de Austin, no Circuit of the America, e mais carros deverão ser anunciados nesse grid nas próximas semanas. Outro desafio do time será o Pirelli World Challenge, que terá a primeira de suas 11 etapas, o GP de St. Petersburg, no dia 11 de março. Será o terceiro ano de homologação das G55 na categoria, que integra a programação preliminar das etapas da Fórmula Indy.

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O modelo G55 da Ginetta, que já integrava as disputas do Pirelli World Challenge, está homologado também para a TransAm, depois da estreia com segundo lugar em 2017 no COTA, em Austin.

Além disso tudo tem o trabalho já feito visando participação na NASA, que nada tem a ver com os foguetes alinhados em Cabo Canaveral – é a sigla para National Auto Sport Association, liga de torneios regionais que tem muitas dezenas de eventos por ano. O principal deles é a disputa das 25 Horas de Thunderhill. Ah, essas provas longas… Os protótipos G57 da marca incorporaram, desde o fim da última temporada, as últimas especificações da fábrica para as corridas da NASA e da FARA

Mesmo com mais de 30 fins de semana de corrida agendados, o Team Ginetta prepara edições do Ginetta Day. São eventos de track day em que todos, desde nós simples mortais, terão a oportunidade de acelerar em pistas consagradas até pela Fórmula 1 e pela Indy, casos de Road Atlanta, Watkins Glen, Road America, Mid-Ohio, Barber e Austin.

Na carona da estreia em Le Mans, o Team Ginetta incluiu no pacote de atrativos um item bastante sedutor para quem gosta de corridas: os pilotos da equipe em todos esses campeonatos terão credenciais para circular pela área vip da marca durante as 24 Horas. E tudo isso emoldura a expectativa pelo lançamento do Ginetta de rua, um superesportivo construído de fibra de carbono e equipado com motor Chevy. Haja fôlego! A agenda do Team Ginetta está bem esmiuçadinha no kit de boas-vindas, que está disponível nesse link aqui. Vai ser, repito, um ano bastante movimentado. Imagino que o Adolpho e a Alline possam pôr o Enzo para trabalhar, também. Está com quase um ano, afinal, já está na hora de arregaçar as mangas.

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As unidades do modelo G57 do Team Ginetta, sensação da última temporada nas provas da FARA USA, também estarão em ação nas corridas da NASA.

 

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Só brasileiros no Team Ginetta

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Giulio Borlenghi, que na última semana foi ao pódio do Brasileiro de Turismo em Santa Cruz do Sul, busca voltar à liderança do campeonato pilotando o protótipo G57 ao lado de Valter Pinheiro

CASCAVEL – Daqui a pouco tomo o caminho de Santa Cruz do Sul para mais uma etapa do Dopamina Endurance, como comentei dia desses. Durante o fim de semana vou tentar reservar algumas atenções, também, para outra corrida de longa duração, essa um tanto mais longe de casa. É a Memorial 500, quarta etapa da FARA USA, no traçado “infield” do Homestead Motor Speedway. Como sempre, um grupo numeroso de pilotos brasileiros estará na pista.

O quesito brasileiros na pista destaca sempre o Team Ginetta USA, que atua sob a batuta do brasileiro Adolpho Rossi. No caso específico da Memorial 500, que terá largada no domingo às 14h de Brasília para 500 quilômetros ou quatro horas de disputas, apenas gente aqui do país estará no comando dos carros da equipe. O revolucionário protótipo Ginetta G57, que dominou o início da temporada, será pilotado pelo paulista Giulio Borlenghi e pelo carioca Valter Pinheiro. Giulio busca recuperar a liderança da categoria principal, depois da pane que o impediu de completar a última corrida. Valter, para quem não lembra, é o que pilotou um Lotus Evora para nos tempos da finada GT Brasil.

Os outros quatro carros do Team Ginetta USA no grid são o G55. Elias Azevedo, líder da classe 2, retoma a dupla com Ramon Alcaraz. Ésio Vichiese e Maurício Salla estarão juntos em outro G55. Os outros dois exemplares terão duas duplas formadas por pilotos que até o ano passado disputaram o Mitsubishi Lancer Cup – José Berenger/Bernardo Parnes e Carlos Quintela/Vital Menezes. Cássio Homem de Mello, vice-líder da classe, não participa desta corrida.

Adolpho tem dezenas de corridas no currículo, seja como piloto ou como chefe de equipe. A Memorial 500, aposto eu, é a que vai acompanhar com mais expectativa em toda a vida. Não pelos eventos de pista, mas pela chegada iminente do Enzo, seu filho com a também piloto Alline Cipriani. Esperam a chegada do menino para segunda-feira. Se for veloz como o pai e a mãe, pode chegar antes.

Por falar no FARA USA, não dá para deixar de lembrar, também, outro trio brasileiro que estará em ação na corrida de domingo. Marcello Sant’Anna, Sérgio Laganá e William Freire serão os pilotos do Lamborghini da Auto+ Racing.

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Sérgio Laganá, William Freire e Marcello Sant’Anna, todos eles pilotos paulistas, formam o trio que compete na FARA USA com o Lamborghini da Auto+ Racing

 

Um G57 a mais!

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Os norte-americanos Gar Robinbson e Lawrence Loshak vão correr com um dos G57 do Team Ginetta USA, inscrito sob o número 74. Os demais carros da equipe estarão na pista com pilotos brasileiros.

CASCAVEL – O sempre atrativo FARA USA retoma sua temporada neste fim de semana, com a Sunset 500, em Homestead. É a terceira etapa do campeonato, que teve a primeira corrida em novembro e a segunda em fevereiro – as duas aconteceram no Homestead Motor Speedway. O Team Ginetta USA, liderado pelo brasileiro Adolpho Rossi, dominou tanto a Miami 500 quanto a Homestead 500. O time vem com novidades para a corrida de domingo agora, inclusive.

Um dos Ginetta G57, nova sensação da competição, terá dois norte-americanos como pilotos, graças a uma parceria fechada com a Pennzoil. A marca adquiriu os direitos sobre o carro, que segue com preparação a cargo do time de Adolpho. Gar Robinson, campeão da Trans-Am Series em 2015, e Lawrence Loshak, pentacampeão da SCCA, vão revezar comando do carro durante as cerca de quatro horas de corrida. No outro G57 – sim, agora são dois! – estarão os brasileiros Artur Fortunato, vencedor a corrida do mês passado ao lado de Giulio Borlenghi, e Elias Azevedo. Borlenghi estará em Goiânia participando da primeira rodada dupla do Campeonato Brasileiro de Turismo pela equipe Full Time, do Mau Ferreira.

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O outro exemplar do modelo Ginetta G57 terá os brasileiros Artur Fortunato, vencedor da etapa anterior, e Elias Azevedo como pilotos na Sunset 500, terceira etapa do FARA USA.

Tal qual na Homestead 500, a equipe terá também quatro modelos G55 na pista, na classe MP-2a. Cássio Homem de Mello e Ricardo Barbosa buscam em dupla a segunda vitória consecutiva. Ramon Alcaraz, que em fevereiro teve Elias Azevedo como parceiro, passa a formar dupla com Júlio Martini, que no último sábado venceu as Três Horas de Tarumã em sua categoria, a P3, pilotando o protótipo Tubarão 8 em dupla com Marcelo Viana. Adolpho Rossi volta à ativa também como piloto para correr ao lado de Esio Vichiese. O quarto carro será pilotado por Jesse Gröse e Alessio Bellucci. A etapa de 40 dias atrás, aliás, só teve brasileiros no pódio da MP-2a. Vitória de Homem de Mello/Barbosa, com segundo lugar de Alcaraz/Maurício Salla e terceiro de Azevedo/Martini.

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Cássio Homem de Mello foi o quarto da classe MP-2a em novembro, em dupla com seu pai Eduardo, e venceu a corrida de fevereiro ao lado de Ricardo Barbosa, seu parceiro na etapa deste domingo.

Haverá, claro, vários outros pilotos brasileiros em ação em Homestead. Cinco deles vão competir com os Lamborghini da Dopamina Racing. Marcello Sant’Anna e William Freire, que em Viamão conquistaram o terceiro lugar geral nas Três Horas de Tarumã, terão também o Sérgio Laganá como parceiro no comando do modelo RE-X. Adalberto Baptista e Marcelo Franco vão revezar o LP600+. Ah, e a corrida de domingo será a terceira de um calendário de oito. Tem muita história para ser contada até o fim do ano a respeito do FARA USA.

 

A festa foi do Team Ginetta

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O revolucionário G57 que Borlenghi e Fortunato levaram à vitória na segunda etapa da temporada do FARA USA – a primeira aconteceu em novembro. A foto, como todas as do post, são do Chris Green.

CASCAVEL – A correria da semana foi monstruosa e mal tive tempo para cumprimentar devidamente os amigos do Team Ginetta USA pelo excepcional desempenho na Homestead 500, no último domingo. Foi um domínio acachapante, como diriam os jornalistas da época em que eu consumia revistas que falavam de Fórmula 1, ainda na pré-adolescência.

Contando com uma série de pilotos brasileiros, a equipe chegou à segunda vitória consecutiva na classificação geral do Florida Racing Championship, campeonato da FARA USA que tem suas etapas nas pistas de Homestead, Sebring e Daytona. Giulio Borlenghi, que havia conduzido o novo protótipo da marca inglesa à vitória na Miami 500 formando dupla com Mike Simpson em novembro, repetiu o resultado, desta vez ao lado de seu compatriota Artur Fortunato. A dupla, obviamente, também foi a vencedora de sua categoria a FP-1. Sem querer desmerecer o talento do Giulio e do Artur, parece mesmo ser um carro fantástico, o novo G57. Vê-lo em ação nas pistas da nova série brasileira de Endurance seria algo fantástico, não dá para negar.

Bem, saiamos dos devaneios e voltemos à corrida de domingo no Homestead Motor Speedway. Onde não teve para mais ninguém no pódio da classe MP-2a, que acabou formado pelas três duplas inscritas com os modelos G55 do Team Ginetta USA. Cássio Homem de Mello e Ricardo Barbosa foram os vencedores da prova, três voltas à frente de Ramon Alcaraz e Maurício Salla, que ficaram em segundo. A terceira posição coube a Elias Azevedo e Júlio Martini. Na classificação geral, os G55 da equipe preencheram da sexta à oitava posição.

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Elias Azevedo, Júlio Martini, Maurício Salla, Ramon Alcaraz, Cássio Homem de Mello e Ricardo Barbosa: pódio 100% brasileiro e 100% do Team Ginetta na classe MP-2a da Homestead 500.

Houve mais um carro da Ginetta no grid, o simpático G40 que Ésio Vichiese revezou com o norte-americano Ethan Law. Ésio era o líder da classe MP-4a quando abandonou a corrida por conta de um acidente.

A Sunset 500, terceira etapa do FARA USA, voltará reunir os dezenas de pilotos e equipes da liga norte-americana no dia 2 de abril, novamente no circuito misto de Homestead. A sequência do calendário determina a Memorial 500, dia 28 de maio também em Homestead, a Sebring 500, dia 9 de julho, a Summer Challenge 500, dia 27 de agosto em Homestead, a Race of Champions, dia 8 de outubro em Daytona, e a Miami 500, dia 10 de dezembro.

 

Invasão brasileira

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A Miami 500, em novembro último, abriu a temporada do FARA USA, que tem levado à Flórida um número cada vez maior de pilotos brasileiros. A foto, conforme mostra o lacre no cantinho, é do Chris Green.

SÃO PAULO – É um termo que a mídia do esporte gosta bastante de usar, esse do título. Bastante usado quando há uma leva de competidores brasileiros em alguma disputa de âmbito internacional, e cai como uma luva para o que acontece neste fim de semana nos arredores de Miami. Falo do Homestead Motor Speedway, onde amanhã mais de uma centena de pilotos vão participar da primeira corrida de 2017 do FARA USA.

Vai ser, na verdade, a segunda etapa da temporada, que começou em novembro do ano passado com a Miami 500, que teve piloto brasileiro no topo do pódio: Giulio Borlenghi formou dupla com o inglês Mike Simpson, acho que é primo do Bart, e conduziu à vitória geral o novíssimo modelo G57 do Team Ginetta USA. O próprio Borlenghi encabeça a lista de brasileiros inscritos no evento do fim de semana. A bordo do mesmo G57 que tem despertado suspiros entre os pilotos de provas longas, ele formará dupla com o paulista Artur Fortunato, fera da Fórmula 3.

Adolpho Rossi, que é quem orquestra as ações do Team Ginetta USA no belíssimo campeonato da Flórida, terá seis carros na pista no fim de semana. Cinco deles com competidores brasileiros. Além do Giulio e do Arturzinho, haverá duplas com a bandeira verde-amarela em três dos quatro modelos G55 do grid. Falo de Elias Azevedo/Júlio Martini, Ramon Alcaraz/Maurício Salla (não confundam com o bonachão Maurizio Sala) e Ricardo Barbosa/Cássio Homem de Mello – o Edu, pai do Cássio que formou dupla com ele na peleia de novembro, desta vez fica nos boxes dando palpites. Outro carro inscrito pela equipe é o G40, que terá o brasileiro Ésio Vichiese correndo em dupla com o norte-americano Ethan Law.

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Marcello Sant’Anna, formando trio com Sérgio Laganá e William Freire, vai competir em Homestead com um Lamborghini igualzinho – inclusive no layout – a esse da equipe que venceu em novembro as 12 Horas de Tarumã. Na foto de Tarumã aparecem Henrique Assunção, Fernando Fortes, Andersom Toso, Pedro Queirolo, Fernando Poeta e o Marcello.

Sobre a participação do Team Ginetta eu já havia falado dias atrás aqui mesmo no blog. Mas haverá mais, bem mais brasileiros competindo em Homestead. Três deles vão pilotar o Lamborghini LP600 da Dopamina Mindful Drink. Marcello Sant’Anna, que guiou um carro igualzinho nas 12 Horas de Tarumã do ano passado – ele integrou as equipes de dois carros, inclusive o protótipo vencedor na classificação geral –, terá como parceiros Sérgio Laganá e William Freire, que venceram uma série de corridas na extinta GT Brasil.

Outra dupla da antiga GT brasileira tem Guilherme Figueirôa e Júlio Campos. No FARA USA, eles integram um trio com o Marcel Visconde – Júlio compete regularmente na Stock Car, enquanto Guilherme e Marcel estão entre os pilotos mais experientes do Porsche GT3 Cup Brasil. Estão em Homestead com a Scuderia 111 para disputar a etapa de amanhã pela Scuderia 111, também a bordo de um Lamborghini LP 600.

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Guilherme Figueirôa, Júlio Campos e Marcel Visconde voltam ao Homestead Motor Speedway, onde competem com o Lamborghini LP 600 da Scuderia 111

Já que falei de Porsche, um dos carros da marca na Homestead 500 vai ter piloto brasileiro, também. É o Beto Monteiro, que reveza com o Carlos Crespo, dos EUA, uma 911 Supercup da equipe Curva 1 Racing. O Beto vive fazendo testes para equipes do automobilismo norte-americano e soma uma série de participações no FARA USA. Pernambucano, é o piloto brasileiro de atuação mais eclética nas pistas na atualidade – lembro que tempos atrás escrevi um material sobre ele ter competido com uma dúzia de tipos diferentes de carros em uma única temporada.

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Beto Monteiro levou o número 88 que o acompanha há vários anos para a Flórida e o estampou na lateral do Porsche 911 Supercup que pilota em dupla com Carlos Crespo

Mas não, não acabou. A lista de brasileiros no evento do fim de semana em Homestead tem mais gente. O Cláudio Ramenzoni abriu mão de disputar as 8 Horas de Interlagos para formar com o Witold Ramasauskas Phellip – sim, é brasileiro, para quem não o conhece – a dupla do BMW E36 da TLM Motorsports. Ainda não vi fotos do carro, mas imagino que tenham aplicado a logo da Poraquê Solar ao layout.

Acho muito provável que haja bem mais compatriotas nossos na lista de inscritos da prova, à qual não tive acesso por pura falta de tempo. É dia de corrida por aqui também e estou quase perdendo o horário do café da manhã do hotel antes de ir para Interlagos. A programação da Homestead 500 prevê para hoje um treino livre, a tomada de tempos classificatória e o início da série de corridas de meia hora que marca a preparação dos pilotos para o evento principal de amanhã.

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Witold Ramasauskas Phellip e Cláudio Ramenzoni, dupla aqui de São Paulo que participa das provas do fim de semana em Homestead com um BMW. E que tal o estilão do Cláudio?…

Team Ginetta, a bola da vez

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Acompanhei o Team Ginetta durante a Homestead 500 do ano passado, quando a equipe comemorou pódios em várias categorias. O parrudo G57, galo de briga da vez, ainda não havia sido incorporado ao time.

CASCAVEL – Cá no Brasil, em se tratando de provas de automobilismo de longa duração, estamos de olho nas 8 Horas de Interlagos. A primeira edição vai ser daqui a dez dias, um desafio novo e de boa envergadura para o Interlagos Motor Clube e para os rapazes e moças da organização. Enquanto isso, uma série de outros brasileiros segue de olho em outra corrida longa, também marcada para 18 de fevereiro. É a Homestead 500, segunda etapa da temporada do FARA USA.

Um campeonato bem interessante, o FARA USA. Tive a oportunidade de testemunhar na Homestead 500 do ano passado o motivo de vários pilotos daqui se meterem em voos de várias horas para disputar corridas na Flórida. Fui para lá a convite do Team Ginetta, que tem brasileiros à frente – Adolpho Rossi e Alline Cipriani, que aguardam para fim de maio a chegada do Enzo, um provável piloto da equipe para daqui a 16 ou 18 anos.

E é ele, o Team Ginetta, a bola da vez do campeonato. Contando agora com o cobiçado modelo G57, a equipe abriu a temporada vencendo a Miami 500, também em Homestead, no mês de novembro. A vitória na estreia do carro foi consumada pelo britânico Mike Simpson e pelo brasileiro Giulio Borlenghi. Na corrida de daqui a dez dias, dois brasileiros estarão a bordo do G57: Borlenghi formará dupla com Artur Fortunato, fera da nova geração que conheci fazendo bonito nas corridas de Fórmula 3 no Brasil.

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O pomposo e veloz G57 do Team Ginetta é a bola da vez do FARA USA. O carro estreou com vitória na classificação geral da Miami 500, quase três meses atrás, com os pilotos Giulio Borlenghi e Mike Simpson.

Giulio e Artur não serão, logicamente, os únicos pilotos do Team Ginetta na Homestead 500. A equipe terá outros quatro carros na pista, todos do modelo G55. Três deles serão conduzidos por duplas brasileiras: Elias Azevedo/Júlio Martini, Ramon Alcaraz/Maurício Salla e Cássio Homem de Mello/Ricardo Barbosa. Dois norte-americanos vão revezar a pilotagem do quarto exemplar. O Adolpho não descarta a inscrição de um quinto G55. A simpática G40 com que me enamorei no ano passado também estará no grid, tendo como pilotos o brasileiro Ésio Vichiese e o norte-americano Ethan Law.

Isso sem contar vários outros amigos do Brasil que vão estar por lá pilotando carros de outras marcas. Sei que essa lista terá os nomes do Marcello Sant’Anna, do Cláudio Ramenzoni e do Witold Phellip. E serão muitos mais.

De pai para filho

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Edu caiu de cabeça no mundo das corridas há umas quatro décadas. Acabou arrastando o filho Cássio para o mesmo caminho. Hoje e amanhã os dois correm em dupla em Homestead 

SÃO PAULO – Eduardo Homem de Mello é, assumidamente, um dos maiores contadores de vantagens que conheço. Sujeito sem papas na língua para quaisquer situações. “Ranzinza para alguns, polêmico para muitos, insuportável para a maioria, mas acima de tudo um ser humano fantástico!”, segundo a autodefinição que ilustra uma de suas redes sociais. Proclama aos quatro ventos (por que dizem “quatro ventos”?) ser tetracampeão mundial de um campeonato paulista, justificando que ninguém mais no mundo conquistou tais títulos. Faz sentido. Para ele, pelo menos.

Conheci o Edu a partir do trabalho que exerceu por cerca de 15 anos como comentarista nas transmissões da Fórmula Truck. Nunca dividimos a cabine de transmissão da Truck, quando eu cheguei para narrar algumas corridas ele já havia saído, mas já fizemos essa dobradinha de microfones em alguns outros campeonatos. Não tive competência suficiente, nesses anos todos, para me indispor com o Edu ranzinza, polêmico e insuportável. Nem ele e nem eu fazemos questão.

Edu é um daqueles sujeitos que dizem e fazem o que lhes dá na telha. Como piloto de corridas, sempre mandou aplicar a seus capacetes a pintura listrada de François Cevert – no começo do ano, aliás, ele me presenteou com uma das peças de seu acervo particular, é o capacete que protege minha cabeça oca quando participo de uma corridinha aqui, outra ali. Neste fim de semana o Edu realiza um sonho que, sem eufemismos, me causa uma invejinha: vai correr ao lado do filho, Cássio, que foi campeão da DTM Pick-up, além de vice-campeão e recordista de vitórias da Stock Júnior. Lembro de ter narrado participações dele na Stock Car Light na década passada, também. Andava meio afastado das corridas.

Eles vão revezar a pilotagem de um Ginetta G55 durante a programação da Miami 500, no Homestead Motor Speedway, prova válida pela liga Fara USA. Integram o Team Ginetta USA, equipe liderada pelo brasileiro Adolpho Rossi. Correr em dupla com o filho vai tornar o Edu ainda mais insuportável. Paciência, é por uma boa causa.

Há uma porção grande de pilotos do Brasil participando do evento, sei que a lista passa pelos nomes de outros amigos, como Vinicius Margiota, Beto Monteiro e Elias Azevedo, pelo menos. Que todos eles se divirtam bastante. Na próxima eu volto lá para participar da festa com eles.

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O G55 do Team Ginetta USA que Eduardo e Cássio Homem de Mello vão pilotar em Homestead na etapa deste fim de semana do Fara USA