O Fitti-V de Emerson à venda!

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Emerson Fittipaldi a bordo do Fitti-V em fins da década de 60, pouco antes de tomar o caminho da Europa para conquistar o mundo. Em dois anos foram fabricados 52 unidades desse carro.

CASCAVEL – Se há uma coisa que recebo quase diariamente é informação de carros de corrida que estão à venda em vários cantos do Brasil. Motivo pelo qual quase deixei de dar a devida atenção ao telefonema que recebi do Anderson Portes, piloto aqui de Cascavel que queria falar sobre um carro de corridas que tem para vender. Mas não era sobre o Ford Ka com que atua no Metropolitano de Marcas & Pilotos. Sei lá por quais meios, o Portes está envolvido na negociação do Fitti-V com que Emerson Fittipaldi disputou algumas temporadas do Campeonato Brasileiro de Fórmula V há cinquenta anos.

Emerson e Wilsinho Fittipaldi comandaram a fabricação de 52 unidades do Fitti-V quando o Brasil importou o regulamento da categoria que já existia na Europa havia alguns anos. O que veio parar no Sul do país, que Emerson conduziu na conquista do título brasileiro de 1967 vencendo cinco corridas, completa 50 anos de fabricação em 2017 e já foi visto em exposição e mesmo em pleno uso em uma série de eventos relacionados ao automobilismo de coleção e de competição. Um exemplar raro que, nas viagens que ainda proporciona ao passado das corridas de automóveis, chega aos 170 km/h.

 

O carro é o mesmo que Felipe Massa, então piloto da Sauber na Fórmula 1, testou na década passada para uma reportagem do “Auto Esporte”, à época apresentado pela Silvia Garcia – hoje quem comanda o programa dominical na Globo é a queridíssima Millena Machado. “Até que acelera, a caranguinha aqui”, testemunhou Massa, em depoimento onboard que pode ser visto na reportagem do AE. “Vivi o passado nesse carro, foi uma experiência que não vou esquecer pelo resto da minha vida”. Vale – e muito – ver o vídeo.

A relíquia está à venda por R$ 105 mil. Quem tiver real interesse na aquisição pode contatar o Portes por e-mail – o endereço dele é anderson@eurotec.net.br. É de se imaginar que o simpático carrinho vá parar na sala de algum apaixonado por automobilismo, como excêntrica peça de decoração. A nós, não custa sonhar vê-lo no grid de alguma corrida de carros clássicos dessas que existem aqui e ali. Sonhar é de graça.

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“Os campeões e eu”

ATJ Os campeões e eu - CapaCASCAVEL – Reza o mantra que todo ser humano deve plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. No meu caso, penso ter cumprido a cota vegetal nas aulas práticas de Agricultura Geral que tive com o professor Darci na sexta série do ginásio, 25 anos atrás, na horta do Colégio Castelo Branco – alguma coisa que deixei lá deve ter germinado. Quanto ao filho, o Luc Júnior garante meu carimbo azul na ficha de afazeres para durante a vida. O livro…

Bem, esse é algo que me atormenta um pouco, devo confessar. Sempre achei que todo jornalista que se preze tem uma obrigação quanto a escrever seu livro um tanto maior que a humanidade em geral abrangida pelo mantra citado. É missão ainda mais complicada diante das nuances dos nossos tempos digitais. No meu caso, de forma especial, uma vez que não me considero, cá com meus botões, exatamente um jornalista que se preze.

O que o Américo Teixeira Júnior acabou de fazer pode me levar a rever alguns conceitos. Talvez na contramão do propósito de quem se predispõe a assinar um livro, mas em consonância com as novas demandas – sobretudo no que diz respeito a custos e logísticas gráficas. “Os campeões e eu”, seu primeiro livro (e já sei que não terá sido o último), saiu na praticíssima versão e-book. Adquiri o meu poucos minutos atrás, aproveitando o preço promocional de R$ 24,90, e já tenho o arquivo em formato PDF devidamente armazenado no computador. Antiquado que sou, pretendo imprimi-lo para ler – o que não configura crime contra o direito autoral, ao contrário de xerocopiar as páginas de uma publicação impressa.

O Américo está na minha restrita lista de profissionais que recomendo de olhos fechados. Logo, atesto “Os campeões e eu” antes mesmo de lê-lo. Uma obra de 102 páginas em que o Américo mescla as trajetórias de Fittipaldi, Piquet e Senna a seu próprio caminho rumo à condição de jornalista especializado em automobilismo. O enredo é convidativo.

Os exemplares digitais de “Os campeões e eu” podem ser adquiridos a partir desse link aqui.

Meu respeito pelo trabalho do Américo vai além do reconhecimento ao bom profissional que é, e aqui nem entra nossa boa amizade. Tem uma ponta de gratidão nisso, também. Foi ele quem me abriu espaço, lá em 2001, para pela primeira vez escrever num veículo respeitado de bom alcance. E aquela edição da “Racing”, já toda surrada, está guardada com carinho especial lá em casa. Foi a edição número 66, o que não deixa de ter seu significado.

AMERICO

Verba para Fittipaldi

SÃO PAULO – O José Cruz publicou hoje em seu blog no UOL esta nota aqui, informando que o governo brasileiro aprovou uma verba de R$ 1 milhão de reais da Lei de Incentivo ao Esporte para Emerson Fittipaldi aplicar na carreira de seu neto Pietro no automobilismo dos Estados Unidos. O menino foi campeão em 2011, aos 15 anos, da Limited Late Model, categoria de base da Nascar.

Compartilhei o link da postagem do José Cruz no Twitter e no Facebook. Tenho lá minhas óbvias considerações sobre o que um governo deve fazer com dinheiro público, algo que o próprio texto do José Cruz aborda com muita propriedade.

Nesse link aqui o ISG nos revela que há uma verba de mais de R$ 15 milhões aprovada pelo Ministério do Esporte para a Copa do Mundo de Automobilismo. O proponente é o Instituto Emerson Fittipaldi. Notei que não há nada na lista de verbas aprovadas que tenha sido proposto pela Confederação Brasileira de Automobilismo.

Aí abaixo, na área de comentários, reproduzi alguns que recebi pelo Twitter. E você, o que acha? É ilegal? É imoral? Engorda?

Emerson não foi barrado

Aí que, tipo assim, pode ter havido injustiça no que Emerson Fittipaldi escreveu ontem no Twitter. Ou, principalmente, no que se interpretou de seu post.

Primeiro, e talvez principal da questão, Emerson não foi barrado no autódromo. E nem disse que foi. A lamúria que ele registrou foi sobre não ter sido autorizado a falar com Bernie Ecclestone e Tamas Rohonyi. Estava aqui dentro, pois.

Aí abaixo está um comunicado enviado pela imprensa oficial do evento à assessoria do ex-piloto.

Eu mesmo li na timeline tuítica que Emerson havia sido barrado. Associei isso ao post dele e embarquei na onda. Não acho ético remover o que publiquei ontem, e que centenas de leitores viram. Mas fica claro que, neste episódio específico, a organização do evento não pisou na bola. Roseli também não.

Pisada de bola

“Queria ver Bernie/Tamás mas infelismente 1mulher chamada Roseli nao autorizou.Obrigada #f1br fui muito melhor recebido pela #NASCAR @NASCAR”.

Foi isso, ipsis litteris, o que Emerson Fittipaldi acabou de postar em sua conta no Twitter. Às 15h32.

Não é problema meu, e talvez a única ordem que Roseli tenha recebido foi a de não permitir a entrada de ninguém sem credencial, e a regra se aplicaria a Emerson, Barack Obama, Luc Monteiro, Buda, qualquer um.

Mas deixam a desejar, os organizadores da corrida. Roseli e todos os seus colegas de ofício escalados para o fim de semana em Interlagos teriam, por obrigação moral, de assimilar um pingo de noção do que é graças a esse senhor que atende pelo nome Emerson Fittipaldi que eles, Roseli e seus colegas, têm um trabalho extra entre hoje e domingo. Bernie Ecclestone e Tamas Rohonyi devem ter corado quando ficaram sabendo quem acabou de ser barrado no baile.

Outra pisada de bola dos organizadores, que já barraram previamente a vinda da família de José Carlos Pace, que dá nome ao autódromo.

No GP do Brasil de dois anos atrás, Emerson esteve conosco, também, aqui na área do Porsche GT3 Cup. Na foto, de 2009, ele dá entrevista aos jornalistas Evelyn Guimarães, do site Grande Prêmio, Natali Chiconi, então no Tazio – agora rebatizado TazioAutosport -, e Luiz Alberto Pandini, da assessoria de imprensa da categoria.