#DataLuc no Metropolitano de Marcas A

FINAL MARCAS

CASCAVEL – Não é por não haver viagem agendada que a semana não vai ter automobilismo na minha agenda. Afinal de contas, o Campeonato Metropolitano de Marcas & Pilotos de Cascavel terá no domingo, dia 6, véspera de feriado, as corridas de sua sexta e última etapa no Autódromo Zilmar Beux. Será dia de definição dos títulos das três categorias em disputa: A e B, que compõem o mesmo grid, e N, que tem grid em separado por conta da diferença técnica e de rendimento dos carros.

Na categoria A, considerada a principal, três pilotos vão para a corrida de domingo com chances de título. Curiosamente, por conta de uma particularidade do regulamento que explico ao fim do post, os “campeonáveis” são o primeiro, o segundo e o quarto colocado na tabela atual.

Thiago Klein, piloto do Gol número 3 da Paraguay Racing-Stumpf Preparações, Edoli Caús Júnior, inscrito com o Celta número 2 da Caús Motorsport, e Marco Romanini, titular do Clio número 88 da Stumpf Preparações, são os pilotos ameaçados com a conta da festa do título no domingo. Dessa lista, Caús é o único que já tem título no campeonato – foi campeão em 2009. O terceiro colocado na pontuação, e já fora da disputa pelo título, é o atual campeão Leandro Zandoná, que corre com o Fiesta número 8 da Ferrari Motorsport. Observem que são quatro marcas, quatro modelos e quatro equipes diferentes à frente da tabela, o que prova o equilíbrio alcançado nesta 15ª temporada do Metropolitano.

(Aqui, parênteses para um pitaco que acrescento minutos depois da postagem: a afirmação de que Zandoná está fora da disputa pelo título também não é uma ciência exata; sempre há que se considerar a possibilidade de desclassificações envolvendo Klein, Caús ou Romanini, o que muda totalmente a conta do campeonato.) 

Para que se esmiúcem as chances de título de cada um dos três, é necessário que se compreendam algumas particularidades do regulamento. São seis etapas, cada etapa composta por duas corridas. Cada corrida premia os dez primeiros colocados com pontos, desde que perfaçam no mínimo três quartos da distância percorrida pelo vencedor. A razão de pontuação a esses dez é de 20 pontos, 15, 12, 10, 8, 6, 4, 3, 2 e 1. Há, ainda, um ponto de bonificação ao piloto que obtiver a pole position. Como em cada bateria ocorre a intervenção programada do safety car, os três primeiros no instante dessa neutralização também ganham pontos de bônus – 3 para o líder, 2 para o vice-líder e 1 para o terceiro colocado. Cada piloto terá descartadas, ao fim do campeonato, as três baterias em que tiver somado menos pontos. Simples, né?

Aí há mais uma particularidade. Neste ano, como forma de motivar todo mundo a participar de todas as corridas, o Automóvel Clube de Cascavel instituiu uma bonificação a mais. Os pilotos que participarem das seis etapas terão acréscimo de 25% em sua pontuação de chegada em cada bateria da quinta etapa, que aconteceu no fim de semana do Dia dos Pais, e acréscimo de 50% na pontuação de chegada das corridas de domingo próximo – por “pontuação de chegada”, entenda-se a posição final na corrida, sem acréscimo sobre os pontos de bonificação. Há outra bonificação no regulamento por participação, em que o piloto inscrito na etapa recebe 3 pontos. Como todos os envolvidos na disputa pelo título confirmaram presença na etapa decisiva, não vou considerar esse bônus

Para os candidatos ao título, a pontuação de chegada nas duas baterias de domingo vai valer, respectivamente, 30 pontos, 22,5, 18, 15, 12, 9, 6, 4,5, 3 e 1,5. Vamos às combinações de resultado de que Klein, Caús e Romanini precisam para levantar a taça de campeão de 2015.

Thiago KLEIN (VW Gol/Paraguay Racing), 165,00 pontos

FINAL KLEIN

Pela condição de líder, é obviamente o único que depende apenas de seus próprios resultados para ser campeão. Com o terceiro lugar em uma das duas corridas do domingo, ou um quarto e um quinto, já elimina Romanini da disputa pelo título. Sua maior preocupação é mesmo Caús, que se marcar todos os pontos que lhe são possíveis obriga o líder da temporada a terminar as duas corridas em segundo, estando também na vice-liderança no momento das neutralizações. Se Klein dominar a primeira bateria, por exemplo, passa a depender do nono lugar na prova final para comemorar o título. O piloto da Paraguay Racing tem um quinto, um sexto e um sétimo lugar para descartar até agora. Joga fora 18 pontos, portanto.

Edoli CAÚS Júnior (GM Celta/Caús Motorsport), 132,25 pontos

FINAL CAUS

Uma fração de pontos tirou de Caús a chance de depender só de seus resultados para ser bicampeão metropolitano. Se marcar a pole e ganhar as duas corridas, liderando as duas no instante da neutralização, depende de Klein não ser o segundo colocado em uma delas. Se conquistar um primeiro e um segundo lugar, considerando essas posições também no safety car do 15º minuto, precisará contar com terceiros lugares de Klein, que precisaria ocupar no máximo um terceiro lugar em uma das duas neutralizações. Terminar a primeira bateria atrás do líder do campeonato, em qualquer posição, acaba com sua pretensão de campeonato – é de se esperar uma primeira bateria bastante agressiva de Caús, que, para efeito de descarte obrigatório, desfaz-se de duas corridas que abandonou, que não lhe vão custar ponto algum, e de outra em que ficou em sétimo lugar.

Marco ROMANINI (Renault Clio/Stumpf Preparações), 104,75 pontos

FINAL ROMANINI

A conta que Romanini faz é a de conquistar a segunda pole consecutiva, vencer as duas baterias e ocupar a liderança no neutralizado das duas. Com isso, somaria 67 pontos aos 104,5 que já tem. Chegaria a 171,5. Nesse caso, dependeria de Caús ser terceiro nas duas corridas, podendo até estar em segundo em uma das duas entradas programadas do safety car. E, se tirar proveito máximo do fim de semana, Romanini dependerá de Klein marcar dois quintos lugares para superar o companheiro de equipe por menos de meio ponto. O que Romanini precisa para ser campeão, no fim das contas, é encarnar Scott Dixon no fim de semana. A única vantagem que tem sobre os demais é a de não se desfazer de ponto nenhum, já que tem três abandonos em corrida para descartar.

A classificação bruta do campeonato aponta Romanini em quarto. À sua frente, em terceiro com 121 pontos, está Zandoná. O campeão de 2014, contudo, não tem direito aos bônus de 25% e 50% sobre a pontuação de corrida por ter se ausentado da quarta etapa do campeonato – viajou ao Nordeste do país por conta de um compromisso profissional. Logo, mesmo que obtenha proveito máximo da etapa, marcará 20 pontos pela vitória em cada uma das baterias, 3 pontos pela liderança na neutralização de cada uma e mais 1 pela pole. Neste caso, chega a 168 pontos brutos, mas tem de descartar três oitavos lugares, que são seus piores resultados no ano – as duas corridas que não disputou na quarta etapa não podem ser aplicadas para efeito de descarte. Com o descarte, e já considerados os 3 pontos do bônus de participação na etapa, chega a 162. Klein, na pior das hipóteses, vai fechar o ano com 164.

#DataLuc na Truck

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CASCAVEL – Fim de semana de Fórmula Truck em Campo Grande, e na falta de coisa melhor pra fazer rabisquei aqui alguns dados sobre corridas da categoria na cidade. Nada de muito relevante, mas que pode servir para alguma coisa aqui ou ali:

– A corrida chegou a 30 voltas em três oportunidades, coincidentemente nas três primeiras edições da etapa, em 2001, 2003 e 2004. Em 2007 foram 27 voltas, quatro a mais que nas corridas de 2006 e 2010. A corrida com menos voltas, por conta do número de intervenções do Pace Truck, foi a de 2008, com 20 – não computada, logicamente, a de 2005, suspensa por conta de um acidente com 19 caminhões antes mesmo da linha de largada;

– Em 2008, Wellington Cirino conquistou a pole cravando exatamente o mesmo tempo de volta no treino classificatório e também no Top Qualifying: 1min47s089, com média de 115,406 km/h;

– O recorde de pole em Campo Grande é de Leandro Reis, primeiro no grid de 2010 com uma volta em 1min46s216, a 116,352 km/h; Leandro está fora do grid atual, o que é um desperdício – é um pilotaço;

– A volta mais rápida da Fórmula Truck na pista de Campo Grande foi executada por Danilo Dirani no warm up para a etapa de 2010, 1min45s649, com média de 116,979 km/h;

– Já a volta mais rápida da história em corridas foi de Roberval Andrade, com Scania, na edição passada, em 2010, 1min47s648.

– Quanto às melhores voltas em corrida, é um dado que possibilita traçar alguns pontos de vista sobre a evolução dos caminhões. A elas: 2001 – Wellington Cirino (Mercedes-Benz), 1min51s994;  2003 – Djalma Fogaça (Ford), 1min47s917; 2004 – Fabiano Brito (Volvo), 1min49s237; 2006 – Renato Martins (Volkswagen), 1min49s733; 2007 – Renato Martins (Volkswagen), 1min51s293; 2008 – Valmir Benavides (Volkswagen), 1min49s471; 2010 – Roberval Andrade (Scania), 1min47s648;

– Cirino foi o único piloto a extrair pontuação máxima de uma etapa em Campo Grande. Isso ocorreu em 2001, quando fez pole, liderou de ponta a ponta (logo, era o primeiro durante a intervenção programada do Pace Truck, que à época ocorrida depois de 12 voltas, instante das bonificações na pontuação) e venceu. Na mesma ocasião, tornou-se o único vencedor a assinalar também o ponto extra pela volta mais rápida;

– Também é de Cirino o recorde de vitórias em Campo Grande. Ganhou lá quatro vezes, em 2001, 2003, 2008 e 2010, sempre com caminhões Mercedes-Benz. Os outros vitoriosos foram Leandro Totti (Ford), em 2004, Vinicius Ramires (Mercedes-Benz), em 2006, e Roberval Andrade (Scania), em 2007.

#DataLuc na Stock Car

STOCK CAR 0 LARGADA (DB)

SALVADOR – Reta final de temporada e o #DataLuc se vê obrigado a dar pitacos onde não é chamado. Como na decisão do título da Stock Car. Acompanhei hoje no CAB as duas corridas da penúltima etapa, vencidas por pilotos do quase finado #StockCarLucTeam, Allam Khodair e Sergio Jimenez.

A Stock despede-se da Bahia tendo oito pilotos na disputa pelo título de 2014, que será definido em Curitiba, daqui a exatos 15 dias. Nada de rodadas duplas para a etapa final, que terá corrida única com pontuação em dobro em relação ao que se atribui na primeira e mais extensa corrida de cada etapa.

Duas equipes entram na decisão com seus dois pilotos – a Full Time Sports, com Rubens Barrichello e Khodair, e a Prati-Donaduzzi/Mico’s Racing, com Júlio Campos e Antonio Pizzonia. A Mobil Super Racing, com Átila Abreu, a RCM-Ipiranga, com Thiago Camilo, a Voxx Racing, com Jimenez, e a Red Bull Racing, com Cacá Bueno, também estão nesse páreo.

Como a Stock Car não atribui pontos de bonificação por façanhas como pole position ou melhor volta, fica fácil até demais traçar as combinações de resultados de que cada um desses oito precisa para comemorar o título, todas esmiuçadas aí abaixo. Cito os resultados dos adversários de cada finalista, digamos assim, como desempenho máximo admitido para cada possível combinação, acho que isso fica claro. Até hoje ninguém reclamou, talvez porque ninguém leia o BLuc, outrora definido como “blog macambúzio” por um distinto colega que aufere audiência mais abundante a partir das coisas que escreve e publica.

E como o blog não tem verba para pagar seu próprio fotógrafo – não tem verba para nada, na verdade –, tive de pinçar as fotos que as assessorias de imprensa anexaram a seus press releases durante o fim de semana soteropolitano, todas distribuídas ao longo desse post. A foto que abre o post foi feita pelo Duda Bairros; Miguel Costa Jr. foi quem fotografou Barrichello e Khodair; Carsten Horst assinou as imagens de Abreu e Camilo; Vanderley Soares produziu as de Campos e Pizzonia; Bruno Terena, a de Cacá Bueno; e a Fernanda Freixosa foi quem contribuiu com a foto do Jimenez, vencedor da segunda corrida de hoje.

Vamos às combinações de resultados que cada piloto espera na etapa do dia 30 em Curitiba, pois.

Rubens BARRICHELLO (Medley-Full Time Sports), 198,0 pontos

STOCK 1 BARRICHELLO (MCJr)

Um quarto lugar na etapa final garante o título a Barrichello sem a necessidade de Maurício Ferreira e sua trupe fazerem contas durante a corrida. Se terminar entre quinto e oitavo, só depende de Abreu não ser o vencedor. Ficando em nono ou décimo, precisará que Abreu seja no máximo terceiro. Considerando a décima posição, Camilo não pode vencer – a partir daqui, consideremos que sua distância para Abreu tem de ser de no máximo sete posições. Ficando entre 13º e 16º, não poderá contar com vitória de Campos – sendo 13º ou 14º, não poderá ver Camilo em segundo. Em 15º, não poderá ter Camilo em terceiro. Em 16º, precisará de Camilo em quinto. Ficando em 17º, dependerá de Campos em terceiro e Camilo em décimo, sem que o vencedor seja Pizzonia – lembrando sempre que Abreu pode terminar no máximo sete posições à sua frente. Esta combinação vale também para um 18º lugar do ex-piloto de Fórmula 1, acrescentando-se o veto à eventual vitória de Jimenez e de Bueno. Se ficar em 19º, dependerá de Pizzonia, Jimenez e Bueno não vencerem, de Campos ficar fora do pódio, de Camilo ser oitavo e de Abreu ser 12º. Com um 20º lugar, Barrichello terá de esperar Campos em quinto, Camilo em nono e Abreu em 13º – Pizzonia, Jimenez, Bueno e Khodair não podem vencer, neste caso. Imaginando uma corrida catastrófica a todo mundo que pensa em título, Barrichello fica com a taça mesmo sem pontuar, desde que a vitória não seja de Jimenez, Bueno ou Khodair, que Pizzonia seja no máximo terceiro, que Campos não seja um dos cinco primeiros, que Camilo fique no máximo em décimo e que Abreu não vá além do 19º lugar.

Átila ABREU (Mobil Super Racing), 183,5 pontos

STOCK 2 ABREU (CH)

Vencendo em Curitiba, depende de Barrichello no máximo em quinto. Se ficar em segundo, vai esperar o atual líder do campeonato fora do grupo dos oito primeiros. Ficando em terceiro, não pode contar com Barrichello entre os dez melhores da corrida e nem com vitória de Camilo. Para facilitar, a partir daqui, sua vantagem sobre Barrichello no resultado final terá de ser de oito posições ou mais para qualquer combinação de resultados, estamos entendidos? Pois bem. Em quarto ou quinto, também depende de Camilo não vencer. Em sexto ou sétimo, precisará que o vencedor não seja Campos e que Camilo seja no máximo terceiro. Do oitavo lugar em diante, Abreu terá de estar no máximo quatro posições atrás de Camilo para seguir com a conta do título. No que diz respeito a Campos, se o paranaense for segundo, Abreu tem de terminar em nono; com Campos de terceiro em diante, o atual vice-líder precisa estar no máximo oito posições atrás dele para tirá-lo da disputa. Abreu elimina a ameaça de uma vitória de Pizzonia se terminar em sétimo lugar; aniquila a ameaça de uma vitória de Jimenez ou Bueno se ficar em oitavo. Se Pizzonia ou Jimenez forem segundo, já eliminadas as possibilidades anteriores, Abreu os tira da disputa ficando em 13º.

Thiago CAMILO (RCM-IPIRANGA), 174,5 pontos

STOCK 3 CAMILO (CH)

O primeiro título de Camilo na Stock Car só acontecerá, primeiro, se ele for um dos nove primeiros na etapa de Curitiba. Conseguindo, aí começam as contas. Se vencer, dependerá de Barrichello ser nono e de Abreu não ser o segundo. Terminando em segundo, terá de esperar que Campos não vença, que Abreu seja sexto e Barrichello fique fora da lista dos 12 primeiros. Ficando em terceiro, o grandalhão dependerá de Campos ser no máximo segundo, de Abreu ficar em oitavo e de Barrichello não ser um dos 15 primeiros. O quarto lugar dará o título a Camilo se os resultados máximos de seus adversários foram o segundo lugar de Campos, o nono de Abreu e o 16º de Barrichello. Terminando em quinto, precisará de Campos em terceiro, Abreu em décimo e Barrichello em 18º. Se ficar entre sexto e nono, passa a monitorar também o resultado de Pizzonia, Jimenez e Bueno, que não podem vencer – com as combinações improváveis atreladas a seu oitavo ou nono lugar, Camilo também não pode contar com vitória de Khodair.

Júlio CAMPOS (Prati-Donaduzzi/Mico’s Racing), 167,5 pontos

STOCK 4 CAMPOS (VS)

A matemática permite ao meu conterrâneo paranaense ser campeão até se terminar a etapa de Curitiba em quinto, embora um 20º lugar de Barrichello, um 13º de Abreu ou um oitavo de Camilo, por exemplo, já lhe inutilizem a possibilidade. Se vencer, considerando a conta do título, Campos dependerá de Abreu fora da lista dos cinco primeiros e de em Barrichello em 13º. Se for segundo, terá de esperar Camilo em quinto, Abreu em décimo e Barrichello em 17º. O terceiro lugar atrelará o título de Campos a limitações como Camilo em sétimo, Abreu em 12º e Barrichello em 19º, desde que a vitória não seja de seu companheiro Pizzonia. Para ser campeão terminando a corrida em quarto, Campos vai esperar Camilo em oitavo, Abreu em 13º e Barrichello em 20º – nesse caso, Pizzonia também não pode ganhar.

Antonio PIZZONIA (Prati-Donaduzzi/Mico’s Racing), 158,5 pontos

STOCK 5 PIZZONIA (VS)

Tem até a chance de ser campeão terminando a etapa de Curitiba em segundo, desde que Campos não seja um dos cinco primeiros, Camilo fique no máximo em décimo, Abreu não passe do 14º lugar e Barrichello não esteja entre os 20 que marcam pontos. Difícil. Melhor contar com a vitória. Nesse caso, vai esperar que Campos não seja o segundo, que Camilo fique em sexto, que Abreu seja o décimo e que Barrichello não passe da 17ª posição.

Sérgio JIMENEZ (Voxx Racing Team), 158,0

STOCK 6 JIMENEZ (FF)

Foi bacana ver a festa do sócio e da equipe pela primeira vitória (nossa sociedade, cabe citar, nunca vingou, mas sempre é tempo…). Para ser campeão, contudo, ele vai depender de vencer de novo em Curitiba – se for segundo, no mínimo empata em pontos com Barrichello, que já venceu duas vezes. Vencendo, Jimenez dependerá de Campos não ser o segundo, além de contar com Camilo em sexto, Abreu fora da lista dos dez primeiros e Barrichello no máximo em 18º.

Cacá BUENO (Red Bull Racing-A. Mattheis), 157,0 pontos

STOCK 7 BUENO (BT)

Para entrar no assunto do título o pentacampeão terá obrigatoriamente de contar com a vitória que ainda não lhe sorriu em 2014. Sua matemática é bem parecida com a de Jimenez – vai precisar que Campos não seja o segundo, que Camilo fique no máximo em quinto, com Abreu em 11º e Barrichello em 18º.

Allam KHODAIR (Full Time Sports), 153,0 pontos

STOCK 8 KHODAIR (MCJr)

A vitória de hoje em Salvador manteve o japa-turco-libanês (ele já me disse que só tem ligação com uma dessas três etnias, não lembro qual, não importa agora) na caça ao título. Sua única possibilidade de sair campeão passa igualmente pela conquista de mais uma vitória em Curitiba. Mas não é só isso!, como diria aquela propaganda do Polishop. Vencendo, ele depende Campos em quinto, Camilo em oitavo, Abreu em 12º e Barrichello em 19º.

#DataLuc no Brasileiro de Turismo

TURISMO - LARGADA (DB)

CASCAVEL – A segunda temporada da categoria de acesso à Stock Car formatada em 2013 como Campeonato Brasileiro de Turismo conhecerá seu campeão no dia 2 de novembro, com a 12ª corrida do calendário em Viamão, no Autódromo Internacional de Tarumã. Será o oitavo evento da competição em 2014, ano em que se lançou o formato de rodadas duplas, praticado na abertura da temporada em Interlagos, nas duas etapas disputadas em Goiânia e também em Curitiba.

As 11 primeiras corridas marcaram a aparição de nove pilotos no pódio do Brasileiro de Turismo. Quem colecionou mais troféus foi Guilherme Salas. O paulista da W2 Racing venceu seis vezes e conquistou um segundo lugar. O gaúcho Márcio Campos, pela Sicredi Racing, somou seis pódios – duas vitórias, dois segundos e dois terceiros lugares. Alimentando uma nova rivalidade nas pistas, Salas e Campos são os principais candidatos à taça reservada ao campeão.

A disputa pelo título envolve outros três nomes. O paulista Raphael Abbate, companheiro de equipe de Salas, está em terceiro lugar no campeonato depois de duas vitórias, um segundo e dois terceiros lugares. Foi ao pódio cinco vezes, mesma quantia acumulada pelo mineiro Edson Coelho Júnior, da RSports, que somou três segundos e dois terceiros lugares e está em quinto na tabela. O quarto é o paulista Marco Cozzi, com uma vitória, dois segundos e um terceiro lugar.

Outros quatro pilotos conquistaram troféus na segunda edição do Brasileiro de Turismo. O mato-grossense João Pretto, que disputou parte da temporada pela Mottin Racing, obteve um segundo lugar, resultado que também levou o gaúcho Gabriel Robe ao pódio uma vez, igualmente pela equipe de Luciano Mottin. O catarinense Tito Morestoni, pela RSports, somou um troféu de terceiro lugar. Pedro Boesel, nas corridas que disputou pela mesma RSports, obteve três terceiros lugares.

Cinco dos 20 pilotos que vão disputar o título na corrida em Viamão mantêm chances de repetir o título conquistado em 2013 por Felipe Fraga, que defendeu a W2 Racing. O paraense radicado em Tocantins estreou na atual temporada na série principal da Stock Car pela equipe de Mauro Vogel e conquistou duas vitórias – uma delas em sua corrida de estreia, em que aderiu ao então inédito formato de disputa em duplas e atuou ao lado do paranaense Rodrigo Sperafico.

Sem mais delongas, depois de muito usar o ábaco do #DataLuc para quilos e mais quilos de papel rabiscado, vamos à versão resumida do que cada um dos cinco postulantes ao título precisa para levantar o troféu e assumir a conta do jantar de todo mundo na noite de 2 de novembro em Viamão – estarei lá; portanto, podem incluir meu nome na lista de comensais. Vale lembrar que essa etapa final valerá o dobro da pontuação habitual.

Eu gosto desse lance de pontos em dobro na última etapa. Aumenta a disputa, sem dúvida.

Guilherme SALAS (SP/W2 Racing), 176 pontos

TURISMO - SALAS (DB)

Líder da temporada com seis vitórias em 11 corridas, será campeão sem fazer contas se terminar a etapa de Tarumã entre os três primeiros colocados. Se ficar em quarto ou quinto, depende da vitória não ser de Márcio Campos. Com um sexto ou um sétimo lugar, precisará que o vencedor seja qualquer piloto diferente de Campos ou de Raphael Abbate. Um 17º lugar de Salas não só elimina Marco Cozzi e Edson Coelho da disputa pelo título como também pode lhe render o título, caso Campos seja 12º e Abbate fique fora do grupo dos sete primeiros.

Márcio CAMPOS (RS/Sicredi Racing), 164 pontos

TURISMO - CAMPOS (FN)

Para conquistar o quinto título em cinco disputados – um na categoria Novatos do Gaúcho de Marcas & Pilotos e três no Mercedes-Benz Grand Challenge –, o piloto da Sicredi Racing dependerá diretamente da colocação final de Guilherme Salas. Vencendo a corrida, Campos precisará que o adversário não suba ao pódio. Sendo segundo, dependerá de Salas no máximo em oitavo, desde que Abbate não vença. Com qualquer resultado entre terceiro e 14º em Viamão, Campos, para ser campeão, precisará estar sete posições à frente de Salas – sendo terceiro, depende também de Abbate não vencer; em quarto, de Abbate ser no máximo terceiro. ficando entre quinto e 14º, Campos não poderá estar a mais que duas posições de Abbate. O 15º lugar não serve para o título do gaúcho.

Raphael ABBATE (SP/W2 Racing), 158 pontos

TURISMO - ABBATE (DB)

Tem chance de ser campeão até se terminar a etapa em 11º, desde que Salas não esteja entre os 20 que marcam pontos e Campos seja no máximo 20º, sem que a vitória seja de Marco Cozzi ou Edson Coelho Júnior. Caso vença, para ser campeão, Abbate dependerá do companheiro de equipe não ser um dos seis primeiros colocados. Se for segundo, precisará de Salas no máximo em 11º, com Campos fora do pódio. O terceiro lugar garante o título a Abbate se Salas não ficar entre os 12 primeiros e Campos for no máximo sexto. Com o quarto lugar, o piloto precisará que Salas seja no máximo 14º e que Campos não passe do oitavo lugar.

Marco COZZI (SP/Carlos Alves Competições), 136 pontos

TURISMO - COZZI (AS)

Vice-campeão em 2013, tem na conquista da vitória na etapa de Tarumã sua única possibilidade de ser campeão. Mas não depende só de si: além de ganhar a corrida, depende de Salas terminar no máximo em 18º, Campos ficar de 12º para trás e Abbate não ser um dos oito primeiros. Qualquer desfecho que fuja desta combinação adiará o sonho do título em pelo menos um ano.

Edson COELHO Júnior (MG/RSports), 133 pontos

TURISMO - COELHO 2 (LS)

Depois de ter liderado o campeonato à custa da boa regularidade e de ter sido apontado como favorito ao título, é o piloto que vive a situação mais difícil entre os que decidirão o título em Viamão. Para manter o assunto, precisa antes de mais nada conquistar sua primeira vitória na categoria. A partir disso, torcer para que os resultados mais positivos de seus adversários sejam um 18º lugar de Salas, um 12º de Campos e um 10º de Abbate.

(Num lembrete à moda da casa, como ainda não descobri a ferramenta para indicar o crédito no cantinho da foto, menciono aqui os fotógrafos que contribuíram para ilustrar o post: Duda Bairros produziu as fotos da largada, do Salas e do Abbate; Fernando Nunes mandou a foto do Campos; a do Cozzi foi feita pelo André Santos; o xará Luciano Santos fez a foto do Coelho)

A maioridade da Truck

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CASCAVEL – Qualquer um que frequente ou acompanhe o ambiente da Fórmula Truck, assiduamente ou não, há de conhecer bem as duas figuras aí da foto. Renato Martins, ainda recordista de vitórias e de participações em corridas da categoria, foi seu primeiro campeão, em 1996, ano em que pilotou um Scania. Voltou a ser campeão em 2006, já com um Volkswagen. Parou de correr em 2012 e, desde o ano passado, atém-se ao comando de sua equipe, a RM Competições, que tem cinco caminhões no grid e lidera a temporada atual com duas vitórias de Leandro Totti. Ao lado do Renato está o Orlei Silva, também aqui de Cascavel, fotógrafo da Fórmula Truck desde sempre.

E por que cargas d’água publicar uma foto do Renato e do Orlei? O blog virou coluna social ou coisa do gênero? Não, nada disso. É que Renato e Orlei são os dois únicos participantes do ambiente da Fórmula Truck que estiveram em absolutamente todos os eventos da história da categoria – inclusive nas quatro etapas realizadas em 1995 em caráter de demonstração, que levaram a Truck a ser homologada pela CBA como Campeonato Brasileiro de automobilismo.

E apesar dessa trajetória toda já estar às portas da casa de duas décadas, a história da categoria sob a condição oficial, como Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck, atinge sua maioridade hoje. Foi no dia 28 de abril de 1996 que 13 caminhões foram alinhados no grid de largada do Autódromo Internacional Nelson Luiz Barro, na gaúcha Guaporé, para a primeira etapa do primeiro campeonato. Não encontrei aqui nenhuma foto daquela corrida, mas aí estão os participantes na linha de chegada, momentos antes da largada histórica, todos com o Aurélio Félix, criador da Truck.

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E como teria sido a corrida? Não tenho qualquer lembrança, e é possível que os gaúchos que lá estiveram em 28 de abril de 1996 possam rememorar algumas coisas aí na área de comentários. Mas o #DataLuc foi buscar os resultados daquele primeiro evento, disputado em rodada dupla com soma de tempos – o sistema de etapas em rodadas duplas vigorou até o campeonato de 2000. Ei-los, os resultados:

Grid de largada – primeira bateria: 1º) Renato Martins (SP), 1min43s108; 2º) Sérgio Drugovich (PR), 1min45s883; 3º) Vignaldo Fízio (SP), 1min46s802; 4º) Wagner França (SP), 1min47s572; 5º) Vanderlei Souza Brito (PR), 1min48s218; 6º) Tiago Brison (PR), 1min48s447; 7º) José Zapelini (SC), 1mn48s655; 8º) Pedro Rodrigues Alves (MS), 1min49s382; 9º) Eduardo “Macarrão” Fráguas (SP), 1min49s835; 10º) Clóvis Navarro (SP), 1min50s257; 11º) Gilberto Hidalgo Gimenez (SP), 1min50s963; 12º) Gino Pica (SP), 1min51s875; 13º) Francisco San Martin (SP), 1min52s964; média do 1º: 107,537 km/h.

Grid de largada – segunda bateria: 1º) Renato Martins (SP); 2º) Sérgio Drugovich (PR); 3º) Vignaldo Fízio (SP); 4º) Wagner França (SP); 5º) Vanderlei Souza Brito (PR); 6º) Tiago Brison (PR); 7º) José Zapelini (SC); 8º) Pedro Rodrigues Alves (MS); 9º) Eduardo “Macarrão” Fráguas (SP); 10º) Clóvis Navarro (SP); 11º) Gilberto Hidalgo Gimenez (SP); 12º) Gino Pica (SP); 13º) Francisco San Martin (SP).

Resultado final – após 26 voltas: 1º) Renato Martins (SP), 46min02s290; 2º) Sérgio Drugovich (PR), a 3s644; 3º) Vignaldo Fízio (SP), a 1min20s971; 4º) Gilberto Hidalgo Gimenez (SP), a 1min47s178; 5º) Wagner França (SP), a 1min47s825; 6º) Francisco San Martin (SP), a 1min55s100; 7º) Eduardo “Macarrão” Fráguas (SP), a 2min44s754; 8º) José Zapelini (SC), a 1 volta; 9º) Tiago Grison (PR), a 2 voltas; 10º) Pedro Rodrigues Alves (MS), a 4 voltas; 11º) Vanderlei Souza Brito (PR), a 5 voltas; não completou: Clóvis Navarro (SP), a 12 voltas; melhor volta: Martins, na 3ª, 1min43s879, média de 106,739 km/h.

E a propósito da foto que abre o post, ela me rendeu um dinheirinho. Falei ao Orlei em Curitiba que precisaria de uma foto de dois personagens da Fórmula Truck e que tinha certeza de que ele pediria a outro fotógrafo para produzi-la. Ele duvidou, claro, e pagou para ver. Até poderia ter montado tripé e acionado disparador automático da câmera, essas coisas, claro. Mas concluiu que não valia a pena ter todo esse empenho para economizar a conta de um almoço. Sorte minha.

Os 100 pilotos

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CASCAVEL – Aí estão os 25 pilotos que, pouco mais de dois meses atrás, participaram da última corrida da temporada da Fórmula Truck, em Brasília. Com esse grupo, a categoria chegou a um total de 98 participantes ao longo de seus então 18 campeonatos de história, saldo apurado com uma mãozinha do DataLuc.

Pois bem, a marca de 100 pilotos está garantida, segundo texto que distribuímos há pouco, via assessoria de imprensa. Isso porque já estão confirmadas para 2014 as estreias de Jaidson Zini e Marcello Cesquim, ambos paranaenses. É bem provável que na primeira corrida, em Caruaru, a Truck já ultrapasse a casa da primeira centena. As equipes estão em ritmo frenético de negociação com os pilotos que buscam um lugar no grid.

Quanto a foto aí acima, caso alguém não tenha conseguido identificar todo mundo, eu ajudo. Em pé: Edu Piano, João Maistro, Ronaldo Kastropil, Pedro Muffato, Geraldo Piquet, André Marques, Valmir Benavides (que ganhou a corrida), a presidente da categoria, Neusa Navarro, Beto Monteiro, Luiz Lopes, Jansen Bueno, José Maria Reis, Raijan Mascarello, Alberto Cattucci e Leandro Reis; agachados: Régis Boessio, Roberval Andrade, Wellington Cirino, Felipe Giaffone, Adalberto Jardim, Leandro Totti, Paulo Salustiano, Diogo Pachenki, Djalma Fogaça, Débora Rodrigues e Alex Caffi. Nem todo mundo dessa lista vai participar do campeonato de 2014.

#DataLuc na GT3

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CASCAVEL – A GT3, categoria principal do Campeonato Sudamericano de Gran Turismo, tem uma situação bastante curiosa envolvendo a decisão do título de 2013. Isso porque o principal adversário apontado pela tabela de classificação ao líder Marcelo Hahn é, também, seu maior aliado.

É muito simples. Vencedor de oito das 12 corridas já disputadas, Hahn lidera o campeonato com 224 pontos. Tem 37 de vantagem sobre Allam Khodair, vice-líder, que é seu parceiro na pilotagem do Lamborghini LP600 Evolution número 16 da Bläu Motorsport. A diferença na pontuação está no fato de Allam não ter participado das corridas da quarta etapa, no mês de julho em Interlagos – naquele mesmo fim de semana, enquanto Hahn conquistava uma vitória e um segundo lugar correndo ao lado de Marcos Gomes, o japa-turco-libanês (nunca sei definir sua etnia com precisão) estava correndo na Europa pelo FIA GT Series.

Marcelo e Allam serão parceiros, claro, na disputa das corridas de sábado e domingo em Buenos Aires. Cada corrida valerá 20 pontos ao vencedor. Os irmãos paranaenses Wagner e Fábio Ebrahim, que pilotam o Audi R8 LMS Ultra número 20 da Ebrahim Motors/Audi Top Service, aparecem logo a seguir na classificação, com 165 pontos. Em termos práticos, considerando que a dupla da Bläu será mantida até o fim do campeonato, os Ebrahim representam a única ameaça ao título de Hahn.

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Um quinto e um sexto lugar neste fim de semana fecham a conta do título para o incansável Marcelo Hahn sem que precise recorrer ao ábaco. Isso considerando que Wagner e Fábio vençam as duas provas e repitam a dose nas de 6 e 7 de dezembro no Velo Città, em Mogi Guaçu. Haveria um empate em pontos e Marcelo, por ter mais vitórias, garantiria o título.

Por outro lado, se terminar a primeira corrida à frente do Audi preparado nas cercanias do autódromo de Curitiba, Hahn poderá pôr a mão para fora do carro e comemorar seu primeiro título na categoria.

Isso em termos práticos, como citei dois parágrafos atrás. A diferença entre Marcelo e Allam é de 37 pontos e continuar em 37 pontos com quaisquer resultados em Buenos Aires. Com 40 em disputa no Velo Città, vai que o Khodair resolva formar outra dupla, ganhe as duas corridas e conte com a ausência ou um azar improvável do parceiro de vários anos para tomar-lhe o título.

Seria um desfecho de campeonato digno de filme. Mas esqueçam. É só um devaneio meu, mais um.

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