Sertanejão na veia

CASCAVEL – Sérgio Reis foi a primeira referência que tive de música sertaneja na vida, aos três ou quatro anos, quando ganhei um violãozinho de madeira com quatro cordas feitas de algum metal que não devolvia qualquer som e, sem dar importância a isso, passava as tardes brincando com aquele violãozinho imaginando estar tocando “Menino da porteira”, o sucesso do Sérgio.

“Filho adotivo” é uma das poucas músicas que me emocionam de verdade. Embora sua história não passe nem perto da minha, invariavelmente encho os olhos d’água quando me atrevo a tocá-la, hoje com um violão de verdade.

Sertanejão na veia

CASCAVEL – Tributo duplo na semana. Inezita Barroso recebendo em seu programa Milionário & José Rico. O Zé foi embora na semana passada; a Inezita, no último domingo.

Sertanejão na veia

CASCAVEL – Fui buscar na internet um vídeo de Rolando Boldrin apresentando “Vide vida marvada”, um de seus maiores sucessos. Desde sexta-feira elegi esse poema sertanejo para postar nesta semana.

Encontrei esse, onde Boldrin profetiza, em bom verso:

“Minha terra é uma grande pessoa, meu país é a criança pura, boa, inocente

É também o sofrido adolescente, ou então o jovem combativo e sonhador

E agora, em tempo novo, redivivo, eis que meu país se prepara em tom definitivo

Para ser tratado de senhor. Senhor Brasil.”

Sertanejão na veia

CASCAVEL – Hoje vai uma dose dupla de peças que talvez nem se enquadrassem na série. Apesar de gravadas por nomes que fazem sucesso no estilo sertanejo, são duas músicas que mantiveram grupos pop nas paradas de sucesso na década de 80 – época em que ainda se dizia “paradas de sucesso”.

“Ando falando sozinho”, disponível em sua versão original nesse clipe do Polegar, foi regravada recentemente por Jadson & Jadson. Ficou assim.

Caso parecido envolve “Com todos, menos comigo”. Das várias duplas sertanejas que a regravaram eu gosto da versão de Dalvan & Donizetti, até porque aprecio de maneira especial a interpretação do Dalvan, aquele que fazia dupla com o Duduca – faz de novo, com um Duduca novo, enquanto Donizetti é aquele que fez sucesso quando moleque cantando “Galopera”. Essa música, também nos anos 80, estourou com o Dominó, que surgiu pouco antes do Polegar e tinha um estilão, sei lá, meio estranho.

Ei-la, com Dalvan & Donizetti. Aliás, por onde anda o Dalvan, hein? Ainda vive em Jundiaí?

Sertanejão na veia

AMIGOS

CASCAVEL – Um dos grandes baratos que a Globo fez acontecer para o público da música sertaneja, isso lá pelos idos dos anos 90, foi o especial “Amigos”, que depois virou programa regular da emissora, tendo no palco as três duplas de maior projeção da época.

Além das apresentações das duplas propriamente ditas, era interessante acompanhar formações improvisadas como, sei lá, Zezé di Camargo & Chitãozinho, Leandro & Xororó ou Luciano & Leonardo. Quando a iniciativa fez dez anos, saiu esse especial do vídeo que traz, nos minutos finais, umas presepadas reveladas pelos próprios cantores.

Eu mentiria se dissesse que já assisti a um show “Amigos”. Mas já escutei um. Foi em 1996 ou 1997, no Estádio do Café, em Londrina. Um sábado. Eu estava lá para acompanhar uma etapa do Paranaense de Automobilismo, e o autódromo fica ao lado do local do show. Providenciamos uns comes e uns garrafões de vinho, eu e mais uma meia dúzia de amigos, e lá fomos para a área de escape da curva mais próxima – justamente a Curva do Estádio. Não dá para negar que alguns de nós tinham a intenção insana de pular o muro do estádio para ir lá ver o show, intenção prontamente abortada diante da presença de um segurança a cada dois metros na área ao redor. Bebemos vinho e ouvimos “Amigos” do começo ao fim, até Sandy & Júnior, ainda crianças, participaram do show.

Naquela noite optamos por dormir no autódromo, mesmo, dentro dos carros ou em colchões nos boxes. Ninguém de nós terminou o show em condições propícias para dirigir até o hotel.