Reginaldo no Jô

CASCAVEL – Foi casualidade eu estar acordado por volta das duas da madrugada, hoje, quando a Globo exibiu a entrevista de Reginaldo Leme a Jô Soares. O “Programa do Jô” já havia mostrado, instantes antes, um papo legal com o Ney Matogrosso.

Jô comprometeu, na condução da entrevista, o conteúdo que poderia extrair de uma figura como Reginaldo, com seus 40 anos de peregrinação no automobilismo. De qualquer modo, quem frequenta o mundinho das corridas, de perto ou do sofá de casa, vai querer ver e ouvir o bate-papo. A entrevista está postada aqui, no blog do próprio Reginaldo – que, como vocês perceberão por longos minutos, já foi até jogador de beisebol.

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Nelson, sem papas

O vídeo caiu na rede agora há pouco, pelo Twitter, chamou-se atenção para a aparência do então garoto Celso Miranda. “Faz um tempinho e alguns quilos”, reconheceu o próprio Celso.

Entrevista de 1994, dada pelo Nelson Piquet ao “Roda Viva”. Ouvir o Nelsão falando, por mais conhecido e batido que seja o enredo, é sempre uma aula de espontaneidade.


Abrindo o vídeo na página do YouTube, e está aqui, você encontra ícones para todas as partes da entrevista. Vale a pena.

Baixo na pauta

Mesmo para os que conhecem a história de cabo a rabo, vale a pena ler a matéria sobre Roberto Pupo Moreno que o Allkart.net publicou. Quem indicou o link, lá no Twitter, foi o Renan do Couto, autor do material.

Moreno, no fim de 2011, emprestou a experiência dele ao Itaipava GT Brasil, atuando como comentarista na transmissão das etapas do Velopark e de Interlagos para o Speed Channel e a Band. Deve correr na categoria em 2012.

Nelsão rasga o verbo

O “Supermotor”, programa de Celso Miranda, teve na edição do início desta semana uma participação mais que especial. A de Nelson Piquet. Que nunca foi famoso por ter trava na língua e que, na entrevista, viabilizada por seu parceiro das antigas Eduardo Homem de Mello, manteve o hábito de rasgar o verbo. Na alça de mira do ex-piloto, a Confederação Brasileira de Automobilismo.

Não há o que comentar. Melhor é assistir. Foi postada na internet em cinco partes. Aí acima você tem a primeira. Caso seu navegador não conduza às demais, aqui estão os links para a parte 2, a parte 3, a parte 4 e a parte final.

Emerson, Kaká e Wilsinho

Deu boa audiência e grande repercussão, nas últimas semanas, a entrevista que os pilotos da família Fittipaldi deram ao “Linha de Chegada Entrevista”, do SporTV. O barão Wilsão, Emerson, Wilsinho, Christian e Pietro, o caçula do “clã” de pilotos – esse é um termo bastante usado pelo colega Luiz Aparecido quando se refere aos Sperafico – garantiram um bate-papo dos mais interessantes com Reginaldo Leme. Foi uma hora de programa, haveria assunto para mais umas três semanas, no mínimo.

Só assisti ao programa no feriado de dias atrás. E lembrei que há pouco mais de três anos, durante uma das etapas do GT Brasil, que à época ainda não levava o nome da Itaipava, meu colega locutor Kaká Ambrósio comemorou o que definiu como um troféu em sua carreira jornalística: gravou uma entrevista com Emerson e Wilsinho, em plenos boxes de Interlagos.

Os dois, naquele campeonato, disputavam o GT Brasil formando dupla num dos Porsche da equipe chefiada pelo Washington Bezerra. Foi um grande marco na história da categoria, também, ter os irmãos Fittipaldi na pista. E a etapa de Interlagos coincidiu com o momento em que Wilsinho completou 50 anos de carreira, e foi um auê daqueles. Momentos legais, enfim.

Entendi, claro, toda a euforia do Kaká. Qualquer bate-papo com gente que tem tantas e tão boas histórias para contar é motivo de orgulho. Perguntar as horas para caras como Emerson e Wilsinho já é um marco na vida de simples mortais. Mas cadê a tal entrevista, afinal? Fui atrás do Kaká, que tem se dedicado à captura de trombadinhas e instituições afins pelas cercanias de São Paulo. Ele, de pronto, providenciou o envio do material, que preparou para o programa que apresentava na hoje finada RaceTV. Postei em minha conta no YouTube. Ei-lo:


A RaceTV faliu, fechou, sei lá o que houve. Nem quero saber. Não existe mais. Mas me deixou, digamos, uma grande saudade, que se torna ainda maior depois dos acontecimentos dos últimos dias.

Águas passadas. E aplausos aos Fittipaldi, sempre.

As 24 Horas de Interlagos vêm aí!


Dia desses, durante uma passagem por São Paulo, estive na Interlagos Eventos Esportivos. Sempre vou lá quando estou na terrinha, é verdade, mas este caso a que me refiro foi marcado por um lance especial. Aproveitamos a passagem por lá para gravar um bate-papo com o diretor de provas Sérgio Berti e o promotor de eventos Antonio de Souza Filho.

O assunto foi o resgate das 24 Horas de Interlagos. A corrida vai acontecer em 2012, 41 anos depois de ter sido disputada pela última vez, mantendo vários dos princípios das quatro primeiras edições, que datam da década de 60 do século passado.

A ideia é reunir em Interlagos, no último fim de semana de janeiro, pilotos amadores e profissionais, gente de todos os cantos do país. O grid terá 60 vagas e as inscrições já vão sendo registradas. O site da corrida traz todas as informações que vocês possam querer encontrar.

A história toda está muitíssimo bem contada e o evento está bem explicado por Sérgio e Toninho no vídeo aí de cima.

Senna na roda

O sucesso da TV agora à noite foi a reapresentação, pela TV Cultura, de um programa de quase 25 anos atrás, em que Ayrton Senna foi o entrevistado do “Roda Viva”.

A edição do programa de entrevistas é clássica, embora eu nunca a tivesse assistido. Vi pela Cultura e, depois lendo alguns amigos no Twitter, percebi que vários foram ver os CQCs da vida e perderam o “Roda Viva”.

A eles, pois, uma segunda chance – a versão do YouTube, com legendas em inglês. Começa com o vídeo aí de baixo:


Para quem tiver dificuldade em seguir acompanhando o programa, basta clicar aqui na parte 2, na parte 3, na parte 4, na parte 5.

Programa de formato legal, entrevista realmente válida, que mostrou o mesmo Ayrton que estou conhecendo através do livro do Ernesto Rodrigues, “O herói revelado”.

Até Rubens Barrichello, então um fedelho de 14 anos, apareceu no “Roda Viva”. Foi chamado de “baritchelo” e vislumbrou a possibilidade de “formar uma primeira fila brasileira” com Senna, “talvez os dois na mesma equipe”.

Eu me diverti, particularmente, com as aparências que tinham 25 anos atrás nomes como Galvão Bueno, Fernando Calmon, Marcelo Rezende, Reginaldo Leme. Cláudio Carsughi não mudou nada.

Sou o único a alimentar a impressão de que ninguém envelhece?