Eu e a Meca

O Mercedes-Benz C250 Turbo número 66 da CenterBUS-Sambaíba, meu próximo carro nessas andanças e aceleranças em pistas daqui e dali.

CASCAVEL – Um pouco de curiosidade, um monte de empenho, um pouco de apreensão, um monte de tesão, de tudo um pouco, ou um monte. É assim que surge, meio que como presente de aniversário, meu novo desafio nas pistas. Dois anos e meio depois de começar a correr, e sem ter entendido direito ainda o que estou fazendo no meio desse negócio, vou participar de uma etapa de Campeonato Brasileiro.

Serei um dos 41 sujeitos alinhados no grid de Interlagos na manhã de 27 de maio, no grid do Mercedes-Benz Challenge. Vai ser a terceira etapa da temporada em que a categoria se une à Copa Truck para dividir programação e prestígio em sete autódromos do Brasil e mais um de fora. Vou integrar a C250 Cup. Dei sorte com o número do carro: meu 66 de sempre está na frota da CenterBUS-Sambaíba, a equipe que vou defender a convite do Betão Fonseca e do multifunções Wagner Agostinho. Vai ser o meu carro nesta etapa, o 66.

Guiar uma C250 Turbo em Interlagos não chega a ser uma novidade. Tive essa oportunidade em dezembro de 2016, quando o Leandro Romera me recrutou para uma atividade de pista com clientes de uma empresa parceira da empresa dele. Não foi exatamente um teste de desempenho, já que naquela vez sempre havia um convidado me acompanhando do banco da direita. Agora serei eu comigo mesmo, talvez alguém no rádio. Bem, o que não falta numa etapa do Mercedes Challenge é tempo da pista para tentar me entender com o carro. O funcionamento prático de pneus slick ainda me é uma incógnita, apesar de eu já ter experimentado a novidade no Spyder com que estreei ano passado nas 500 Milhas de Londrina.

Desde o surgimento do Mercedes-Benz Challenge, em 2011, fui o narrador que mais transmitiu corridas da categoria, fosse pela internet, pela Rede TV! ou pelo BandSports, a casa atual. Octávio Muniz e Celso Miranda também já passaram pelo microfone do campeonato – é o Celso, neste ano, quem comanda as transmissões ao lado do Tiago Mendonça. Nunca pensei que um dia fosse pular o balcão, ou a mureta de box. Mas desafio feito é desafio aceito. “Tem coragem?”, foi o que me perguntou o Betão Fonseca, quando me fez o convite. Bem, o Betão e eu interagimos pouco, apesar de tantos anos de convivência profissional na categoria. Tivéssemos um pouco mais de contato e ele saberia que essa é a única coisa que não me falta.

Picoloko, Inspevel, Grupo ODA e WeCredit, os parceiros de sempre, juntam-se nessa iniciativa isolada à CenterBUS e à Sambaíba na relação de apoiadores. É a segunda vez que vou à pista numa corrida com transmissão ao vivo na televisão; a primeira foi a Cascavel de Ouro de 2016, quando o diretor de imagens só mostrou meu carro nas duas vezes em que rodei. Não quero rodar a Mercedes em Interlagos. Logo, se quiser aparecer na televisão, vou ter que fazer por merecer.

Conto com a torcida de vocês todos.

Preparei umas camisetas promocionais pra essa atípica participação num Campeonato Brasileiro. Espero fazer sobrarem algumas pra galera que me acompanha por aqui.

Anúncios

Um pensamento sobre “Eu e a Meca

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s