Sertanejão na veia

CASCAVEL – Quem me conhece um tantiquico sabe que, por alguns anos, estive envolvido com shows sertanejos. Eu era metade de uma dupla sertaneja, e agora há pouco, coincidentemente, estava comentando algo a respeito com a Rita, minha namorada. Nesse tempo de cantorias em bares e casas e festas particulares toquei e cantei muita coisa.

Uma das centenas de músicas que passaram pelo repertório que marcou essa trajetória efêmera me traz um certo incômodo. É “Filho adotivo”, eternizada pelo Sérgio Reis. O motivo disso tem comprovação quase matemática: nunca consegui cantar essa música sem chorar antes do fim, qualquer que fosse a ocasião. Fato que me causa estranheza, posto que – apesar de meu pai ter morrido há mais de 16 anos – não tenho qualquer identificação com a belíssima letra da canção, escrita por Arthur Moreira e Sebastião Ferreira da Silva, segundo descobri agora em breve pesquisa na internet.

Posso ouvir “Filho adotivo” milhares de vezes sem a menor influência emocional. Mas, a menos que queiram me ver chorando, não me peçam para cantá-la em qualquer roda de viola.

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