Cascavelense no Porsche Cup?…

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David Muffato recebendo instruções de Vinícius Quadros, engenheiro do Porsche GT3 Cup, antes de seu primeiro teste com um carro da categoria, em Interlagos.

CASCAVEL – Nada certo, ainda, mas é muito possível que o automobilismo de Cascavel tenha, pela primeira vez, um representante no Porsche GT3 Cup Brasil. Pelo que observei a certa distância na sexta-feira em Interlagos, arriscaria apostar alguns cobres na presença de David Muffato no grid das nove etapas de 2017.

Faz tempo, e disso eu já sabia, que o David está ensaiando uma aproximação sem compromisso com a categoria. Faria um teste em dezembro, mas sua agenda de trabalho impediu a ida a São Paulo no dia em que houve uma atividade assim para alguns pilotos. Houve outra bateria de treinos experimentais anteontem cedo. Dener Pires avisou o David sobre a data umas duas semanas atrás, houve tempo de sobra para que a operação toda fosse programada e lá estava o David pronto para saber de fato como é acelerar um Porsche GT3 911 da geração 991. “Fazia tempo que eu queria conhecer o carro, conhecer a estrutura do campeonato mais de perto. Quando o Dener falou que haveria esse teste de fevereiro eu disse ‘opa!, vamos lá’, e dessa vez consegui me programar e fazer o teste”.

Para quem competiu por 13 temporadas na Stock Car, onde foi campeão em 2003, o comparativo entre os dois carros foi inevitável. Até porque seu primeiro referencial direto no Porsche Cup foi outro campeão da Stock, Max Wilson, um dos pilotos consultores da categoria – foi, também, o comentarista da minha primeira transmissão de TV, em 2009, para o finado Speed Channel. “Fiz uma sequência de voltas com pneus usados e os tempos foram muito bons, segundo a telemetria mostrou, comparando com uma volta do Max com pneus zero (quilômetro)”, contou. “E o carro me surpreendeu, um carro muito bom, prazeroso de guiar, e muito confortável”, frisou, estabelecendo o primeiro comparativo com o Stock Car.

Isso porque o habitáculo do Stock, ao que parece, não é dos mais hospitaleiros para grandalhões de mais de um e oitenta como David, Thiago Camilo e Átila Abreu, só para dar dois exemplos mais. “Uma coisa que eu sempre critiquei, não só eu como vários outros pilotos, é que o carro da Stock Car foi construído para pilotos que têm 1,72, 1,75. Eu e outros pilotos que têm mais de 1,80 sempre sofremos um pouco dentro dos carros da Stock, era desconfortável, tudo isso”, rememorou. “E no Porsche é o contrário, você se adapta rapidamente, você pode mexer o volante para cima ou para baixo, o banco, e fica muito confortável, dá tranquilidade e segurança para guiar”, ilustrou.

A avaliação do desempenho do GT3 Cup fluiu igualmente em forma de comparativo. “Me surpreendeu, porque a potência dele é maior que a do Stock. De curvas o Porsche é um carro muito bom, como o Stock também é. Só nas freadas é que a gente consegue ser um pouquinho mais agressivo com o Stock. Mas achei muito legal. O prazer de guiar um carro rápido como o da Porsche que guiei na sexta-feira me deixou muito feliz. O carro é muito, muito bom”, falou.

David Muffato não foi o primeiro cascavelense a acelerar um carro da categoria. Pedro, seu pai, teve essa experiência quase dois anos atrás, na programação da única etapa que o Porsche GT3 Cup realizou em Cascavel em suas 12 temporadas de história. Daniel Kaefer, no mesmo dia, teve experiência parecida e ensaiou uma estreia efetiva na categoria, mas preferiu continuar disputando a Copa Petrobras de Marcas, onde está desde 2014.

David pode ser o primeiro piloto da cidade a alinhar num grid. É uma hipótese que ele não faz a menor questão de descartar. Pelo contrário. “Vamos ver. Agora é questão de conversar com o Dener, e conforme as coisas acontecerem pode ser que eu vá correr de Porsche em 2017”. Deve correr. E por que esse palpite meu? Nada científico, nem fruto de alguma informação privilegiada que eu tenha conseguido com o Dener, o Vini, o Enzo, a Regina ou qualquer outro integrante do staff (tentei aportuguesar, como sempre, mas “estafe” fica horrível). É apenas palpite, mesmo. E porque tenho dito desde que trocou a Stock Car pela Fórmula Truck, em fins de 2013, que o David tem o perfil de um piloto de ponta do Porsche GT3 Cup. Parece que vou poder conferir isso.

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