Na íntegra: Metropolitano de Marcas de Cascavel, 6/6

GOIÂNIA – Já está na rede, enfim, o vídeo editado da corrida mais aguardada de todos os tempos nas galáxias próximas ao bairro Pioneiros Catarinense, que tem exatamente esse nome, moro lá há coisa de mais de um ano e jamais compreendi essa concordância. Enfim, temos aqui as provas da categoria N na sexta e última etapa do Metropolitano de Marcas & Pilotos de Cascavel. Que marcou o título do Gelson Veronese. Que marcou um show do vice-campeão André Soffa, que estabeleceu o novo recorde do Autódromo Zilmar Beux e só não dominou a etapa porque queimou uma relargada e tomou um pênalti. Que marcou a primeira vitória do garoto Lorenzo Massaro, na dupla com o não tão garoto Cleves Formentão. Que teve um acidente pavoroso entre o Marcos Cortina e o Cido Morais, e o Cortina até lançou uma campanha para levantar fundos que lhe permitam comprar outro monobloco de carro para continuar correndo. Que serviu para eu voltar a uma pista de corridas depois de nove anos.

Já falei bastante aqui no blog sobre quão divertida foi, para mim, a participação nessa corrida. O que me intrigava, até ontem, era como lidar com isso – com o fato de ter estado na pista e, dias depois, narrar uma corrida da qual eu mesmo participei. Vou falar “o Luc Monteiro” ou “eu”? Ou peço ao Beto Borghesi para simplesmente ignorar o meu carro na hora de editar o material? É um dilema ético, filosófico e, como definiria um antigo guru do automobilismo, “esperafêutico e isóscele”. “Esperafêutico” é um vocábulo que deve estar no mesmo dicionário de onde o Beto Pandini extraiu seu peculiar “inserindípito”.

Sou cético quanto aos métodos como lidei para resolver meus dilemas de adjetivos inexistentes. Nada que vá prolongar minha passagem pelo purgatório, quando lá chegar para uma inevitável escala. Lá pelos idos dos anos 50 ou 60, e quem me contou isso foi o Américo Teixeira Júnior, Wilson Fittipaldi, o Barão, pai de Emerson e Wilsinho, disputava corridas de motos em Interlagos e ele próprio era quem narrava as corridas em seguida. É um precedente de respeito para o meu caso. O próprio Beto Borghesi, que é piloto de automobilismo há várias décadas e que hoje em dia responde pela produção de vídeo das corridas do Metropolitano – essa, inclusive -, também já narrou corridas das quais ele próprio participou como piloto. Não é um absurdo tão grande, enfim.

Enfim, em consideração a você que leu até aqui em vez de acionar a barra de rolagem até o fim do post, como fez a maioria, encerro a lenga-lenga e publico a corrida, que vai integrar a programação do “Velocidade Máxima” que o Borghesi mantém na grade de várias emissoras do Paraná.

Quanto às categorias A e B, já foram exibidas no “Velocidade Máxima” e podem ser vistas e revistas aqui.

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