#DataLuc no Metropolitano de Marcas A

FINAL MARCAS

CASCAVEL – Não é por não haver viagem agendada que a semana não vai ter automobilismo na minha agenda. Afinal de contas, o Campeonato Metropolitano de Marcas & Pilotos de Cascavel terá no domingo, dia 6, véspera de feriado, as corridas de sua sexta e última etapa no Autódromo Zilmar Beux. Será dia de definição dos títulos das três categorias em disputa: A e B, que compõem o mesmo grid, e N, que tem grid em separado por conta da diferença técnica e de rendimento dos carros.

Na categoria A, considerada a principal, três pilotos vão para a corrida de domingo com chances de título. Curiosamente, por conta de uma particularidade do regulamento que explico ao fim do post, os “campeonáveis” são o primeiro, o segundo e o quarto colocado na tabela atual.

Thiago Klein, piloto do Gol número 3 da Paraguay Racing-Stumpf Preparações, Edoli Caús Júnior, inscrito com o Celta número 2 da Caús Motorsport, e Marco Romanini, titular do Clio número 88 da Stumpf Preparações, são os pilotos ameaçados com a conta da festa do título no domingo. Dessa lista, Caús é o único que já tem título no campeonato – foi campeão em 2009. O terceiro colocado na pontuação, e já fora da disputa pelo título, é o atual campeão Leandro Zandoná, que corre com o Fiesta número 8 da Ferrari Motorsport. Observem que são quatro marcas, quatro modelos e quatro equipes diferentes à frente da tabela, o que prova o equilíbrio alcançado nesta 15ª temporada do Metropolitano.

(Aqui, parênteses para um pitaco que acrescento minutos depois da postagem: a afirmação de que Zandoná está fora da disputa pelo título também não é uma ciência exata; sempre há que se considerar a possibilidade de desclassificações envolvendo Klein, Caús ou Romanini, o que muda totalmente a conta do campeonato.) 

Para que se esmiúcem as chances de título de cada um dos três, é necessário que se compreendam algumas particularidades do regulamento. São seis etapas, cada etapa composta por duas corridas. Cada corrida premia os dez primeiros colocados com pontos, desde que perfaçam no mínimo três quartos da distância percorrida pelo vencedor. A razão de pontuação a esses dez é de 20 pontos, 15, 12, 10, 8, 6, 4, 3, 2 e 1. Há, ainda, um ponto de bonificação ao piloto que obtiver a pole position. Como em cada bateria ocorre a intervenção programada do safety car, os três primeiros no instante dessa neutralização também ganham pontos de bônus – 3 para o líder, 2 para o vice-líder e 1 para o terceiro colocado. Cada piloto terá descartadas, ao fim do campeonato, as três baterias em que tiver somado menos pontos. Simples, né?

Aí há mais uma particularidade. Neste ano, como forma de motivar todo mundo a participar de todas as corridas, o Automóvel Clube de Cascavel instituiu uma bonificação a mais. Os pilotos que participarem das seis etapas terão acréscimo de 25% em sua pontuação de chegada em cada bateria da quinta etapa, que aconteceu no fim de semana do Dia dos Pais, e acréscimo de 50% na pontuação de chegada das corridas de domingo próximo – por “pontuação de chegada”, entenda-se a posição final na corrida, sem acréscimo sobre os pontos de bonificação. Há outra bonificação no regulamento por participação, em que o piloto inscrito na etapa recebe 3 pontos. Como todos os envolvidos na disputa pelo título confirmaram presença na etapa decisiva, não vou considerar esse bônus

Para os candidatos ao título, a pontuação de chegada nas duas baterias de domingo vai valer, respectivamente, 30 pontos, 22,5, 18, 15, 12, 9, 6, 4,5, 3 e 1,5. Vamos às combinações de resultado de que Klein, Caús e Romanini precisam para levantar a taça de campeão de 2015.

Thiago KLEIN (VW Gol/Paraguay Racing), 165,00 pontos

FINAL KLEIN

Pela condição de líder, é obviamente o único que depende apenas de seus próprios resultados para ser campeão. Com o terceiro lugar em uma das duas corridas do domingo, ou um quarto e um quinto, já elimina Romanini da disputa pelo título. Sua maior preocupação é mesmo Caús, que se marcar todos os pontos que lhe são possíveis obriga o líder da temporada a terminar as duas corridas em segundo, estando também na vice-liderança no momento das neutralizações. Se Klein dominar a primeira bateria, por exemplo, passa a depender do nono lugar na prova final para comemorar o título. O piloto da Paraguay Racing tem um quinto, um sexto e um sétimo lugar para descartar até agora. Joga fora 18 pontos, portanto.

Edoli CAÚS Júnior (GM Celta/Caús Motorsport), 132,25 pontos

FINAL CAUS

Uma fração de pontos tirou de Caús a chance de depender só de seus resultados para ser bicampeão metropolitano. Se marcar a pole e ganhar as duas corridas, liderando as duas no instante da neutralização, depende de Klein não ser o segundo colocado em uma delas. Se conquistar um primeiro e um segundo lugar, considerando essas posições também no safety car do 15º minuto, precisará contar com terceiros lugares de Klein, que precisaria ocupar no máximo um terceiro lugar em uma das duas neutralizações. Terminar a primeira bateria atrás do líder do campeonato, em qualquer posição, acaba com sua pretensão de campeonato – é de se esperar uma primeira bateria bastante agressiva de Caús, que, para efeito de descarte obrigatório, desfaz-se de duas corridas que abandonou, que não lhe vão custar ponto algum, e de outra em que ficou em sétimo lugar.

Marco ROMANINI (Renault Clio/Stumpf Preparações), 104,75 pontos

FINAL ROMANINI

A conta que Romanini faz é a de conquistar a segunda pole consecutiva, vencer as duas baterias e ocupar a liderança no neutralizado das duas. Com isso, somaria 67 pontos aos 104,5 que já tem. Chegaria a 171,5. Nesse caso, dependeria de Caús ser terceiro nas duas corridas, podendo até estar em segundo em uma das duas entradas programadas do safety car. E, se tirar proveito máximo do fim de semana, Romanini dependerá de Klein marcar dois quintos lugares para superar o companheiro de equipe por menos de meio ponto. O que Romanini precisa para ser campeão, no fim das contas, é encarnar Scott Dixon no fim de semana. A única vantagem que tem sobre os demais é a de não se desfazer de ponto nenhum, já que tem três abandonos em corrida para descartar.

A classificação bruta do campeonato aponta Romanini em quarto. À sua frente, em terceiro com 121 pontos, está Zandoná. O campeão de 2014, contudo, não tem direito aos bônus de 25% e 50% sobre a pontuação de corrida por ter se ausentado da quarta etapa do campeonato – viajou ao Nordeste do país por conta de um compromisso profissional. Logo, mesmo que obtenha proveito máximo da etapa, marcará 20 pontos pela vitória em cada uma das baterias, 3 pontos pela liderança na neutralização de cada uma e mais 1 pela pole. Neste caso, chega a 168 pontos brutos, mas tem de descartar três oitavos lugares, que são seus piores resultados no ano – as duas corridas que não disputou na quarta etapa não podem ser aplicadas para efeito de descarte. Com o descarte, e já considerados os 3 pontos do bônus de participação na etapa, chega a 162. Klein, na pior das hipóteses, vai fechar o ano com 164.

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