Piquet no 21

CASCAVEL – Fuçando algumas quinquilharias na internet, acabei achando sem querer essa entrevista que o Nelson Piquet deu aqui em Cascavel ao Jorge Guirado, no “Bate-Papo de Esportes”.

Essa versão, com pouco mais de dez minutos, está um tanto resumida e tudo indica que tenha sido reexibida em 2007, quatro anos depois de ter sido gravada. Acompanhei a entrevista no estúdio do Canal 21, hoje CATVE, em 2005, quando ele veio à cidade para um encontro com empresários atendidos por sua empresa de rastreamento via satélite. David Muffato, Pedro Muffato e Luiz Silvério – que entrou mudo e saiu calado – estão na bancada, também.


Só o Nelsão para dizer com tanta propriedade que Emerson Fittipaldi não era um piloto rápido e que não tem respeito nenhum por Alain Prost.

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2 pensamentos sobre “Piquet no 21

  1. Pandini sempre lembra que não se deve confiar em memória de piloto, né? Em 1986 a Williams corria de Honda e a Lotus de Renault, e isso significava uma grande diferença de desempenho durante as corridas, graças ao melhor consumo do motor japonês.E mesma a aerodinâmica fazia muita diferença, como ambos descobriram em 1987 e 1988, aí sim usando motores iguais. No primeiro ano, com um arrasto muito maior, Senna tinha que usar menos pressão no turbo para obter o mesmo consumo. No ano seguinte, ao se transferir para a Lotus, Nelson viveu o mesmo drama.Ou seja: na prática, os motores nunca foram exatamente iguais…

    • Bom comentário, a Renault estava em crise, porque gastou muito dinheiro até em 1985 em seu chassis, sobrando pouco dinheiro para os motores, ficando defasada em tecnologia em relação aos BMW, Ferrari e Honda agora 1986 teria dinheiro investido só nos motores, a empresa foi obrigada a dar motores (a Renault era estatal e por isto obedecia ao presidente da França) para a Ligier, mas os motores Renault em 1986 estavam melhorando, o fato de Senna usar menos arrasto aerodinâmico tem haver com isto que você falou (consumo) e também a deficiente aerodinâmica do Lotus, basta ver que os Lotus são bem mais volumosos que as Williams, Brabham, Ferrari, Benetton e Mclaren…faltava dinheiro para a Lotus que tinha um orçamento minúsculo…mais tarde Piquet acusou o chassi tanto o de 1987 (Lotus 99T) do qual ele testou, como o Lotus de 1988 (100T) de ser frágil de torcer todo, mas eu não acredito nesta teoria, porque como o chassis pode ser frágil se este carro ia muito bem em pista travadas ou pistas com com retas e chicanes, para fazer curvas fechadas é necessário ter boa suspensão e rigidez de chassis, o chassis das Lotus eram excelentes em chuva (muita pressão aerodinâmica), o problema das Lotus era curvas de média e alta velocidade, ora como 70% das pistas tem esta característica, o chassis da Lotus era ruim,por isto que tanto Senna (do qual Piquet criticava o seu acerto) como Piquet (teve que fazer o mesmo que Senna fazia), tiveram que levantar o aerofólio para ganhar velocidade nas retas.

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